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sexta-feira, 30 de março de 2012

KAFKIANO: a adopção em Portugal - duas histórias

Recebemos de pessoa idónea e devidamente identificada um testemunho na primeira pessoa que dispensa comentários e aqui divulgamos como alerta público. Oxalá seja ainda possível um desenlace diferente para uma história de adopção que, infelizmente, a idade da criança torna problemática.

Recentemente recebemos um outro pedido de ajuda de uma candidata a mãe adoptiva que, embora invisual, dispunha de uma boa rede de apoio familiar. Terá sido liminarmente rejeitada em função da sua deficiência. Será legalmente sustentável esta postura - discriminatória embora alegadamente "no superior interesse da criança" - quando é dado o acesso à adopção por pessoas com limitações mais graves a um ou vários outros (e mais graves) níveis?

ser pro-adopção é também ser pro-Vida

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«Para que conste do processo de adopção por mim iniciado em 30 de Abril de 2008:
Dirigi-me à Segurança Social de S********* no dia 30/04/2008 com os documentos necessários e com os impressos preenchidos após vários dias de pesquisa na Internet e várias tentativas de saber onde poderia proceder ao processo de candidatura.
Fui submetida à entrevista social e visita domiciliária a 27/09/2008.
Fui submetida à entrevista Psicológica em data que não posso precisar.
Recebi em 15/05/2009 o certificado de selecção de candidata a adoptante por decisão do Centro Distrital de Segurança Social de S*********.
Desde então, tenho aguardado ansiosamente o contacto da equipa de adopção e tenho-me mantido em contacto regular com a equipa de adopção quer por e-mail quer por telefone.
Recebi por altura da Páscoa de 2011 uma solicitação via telefónica, na qual fui informada da existência de uma criança para adopção que não correspondia ao meu perfil mas poderia interessar-me. Recusei visto não me sentir segura nem capaz de ser mãe da referida criança.
Em Outubro de 2011 fui novamente contactada por telefone no sentido de tomar conhecimento do processo de uma criança que correspondia ao meu perfil, tendo sido informada que a selecção do meu processo tinha partido da equipa de adopção da Segurança Social de V********* (EASSV).
Prontamente foi marcada uma reunião no Centro Distrital de Segurança Social de S*********.
Esta decorreu se não estou em erro, a 15/10/2011 onde tive acesso ao processo da menor para a qual o meu processo tinha sido seleccionado.
De imediato acedi uma vez que senti que «esta é a minha filha» e senti-me capaz de abrir as portas da minha casa e da minha vida à criança em questão. Foi-me também permitido ver algumas fotos da menor em questão.
Fiquei à espera de novo contacto para articular e efectivar a adopção.
Depois de várias tentativas telefónicas da minha parte e de apresentar 2 datas possíveis (por motivos profissionais) para me deslocar a V********* (última semana de Novembro ou última semana de Dezembro, embora eu fosse peremptória em dizer que a primeira seria melhor visto permitir à menor passar o Natal em família) foi-me apenas dada a possibilidade de estar com a criança dia 18 de Janeiro de 2012. Por várias vezes reportei ao Centro Distrital de Segurança Social de S********* o desejo de receber a criança «para o ano Novo», uma vez que me foi dito ser melhor para a criança que passasse o Natal na instituição onde está há 3 anos.
A 16/01/2012 foi tentado contacto telefónico comigo e seguiu-se um e-mail com a morada e o nome das técnicas que me receberiam em V*********.
Às 9.30 do dia 18/01/2012 estava eu na sala de espera da equipa de adopção tendo sido recebida pelas 10.15. Seguiu-se uma pequena conversa sobre o que seriam os próximos dias no contacto com a criança pelo que nos dirigimos depois para a instituição de residência da menor. Foi-me dito que a criança tinha de ser tratada como muito pequenina dado ter uma vivência muito pobre.
Foi-me possível contactar com a menor ainda no período da manhã sempre acompanhada das técnicas da EASSV e uma técnica da instituição.
A criança apresentou-se muito limpa e cheirosa, toda vestida de cor de rosa excepto meias e botas castanhas, com o cabelo solto com 4 ganchos 2 de cada lado, sorridente e trazendo na mão 3 desenhos por si efectuados para a mãe, um com a representação da mãe (onde escreveu: para a melhor mãe do mundo tendo-me eu abstido de qualquer comentário até me ter sido chamada a atenção por uma das técnicas para o que estava escrito e nessa altura disse-mas olha que ainda não conheces outra! Por ter presumido que ela ainda não tinha conhecido mais nenhuma mãe adoptiva) e outros 2 com a Hello-Kitty. Nem a propósito, confeccionei em trapilho reciclado (que é mais leve e macio) uma malinha da Hello-Kitty e, tendo sido eu advertida que a criança era muito vaidosa, algumas pulseiras e elásticos para o cabelo que ela logo colocou e não largou o resto do dia. Ao aperceber-me que estava sol, adquiri numa loja uns óculos de sol vermelhos com morangos.
As apresentações decorreram como esperado tendo eu manifestado desejo de conhecer a criança e ela ter mostrado interesse em conhecer-me tendo feito perguntas às quais tentei dar resposta de acordo com a idade da criança (10 anos) e tendo eu também inquirido a criança nos mesmos termos. Nessa altura senti pela segunda vez «esta é a minha filha»
Ela perguntou o que eu fazia (uma vez que sou médica internista e trabalho numa unidade de cuidados intensivos) ao qual respondi que tinha uma sala com 5 camas onde se encontravam doentes muito doente a precisar de ajuda e de máquinas para respirar, ter o coração a bater e fazer «xixi» e não fazia consultas como o médico de família dela. Perguntou o nome dos avós, manifestou surpresa quando lhe disse a minha idade. Gostou de saber que a avó faz anos próximo dela. Perguntei se sabia o que se comemorava dia 10 de Junho para além do aniversário da avó. Não estava à espera que me respondesse mas disse-lhe que se comemorava o dia de um senhor que faleceu há muitos anos, escrevia poemas e se chamava Luís de Camões, mas que isso não era importante ela saber agora. Falei-lhe de um poema sobre uma Leonor ao que a criança respondeu haver na instituição uma Leonor. Falámos de animais, tendo ela revelado que o seu animal preferido é o golfinho e em atalho de foice perguntei-lhe se gostava de peixes ao que me respondeu que não. Como percebi que se referia ao peixe como alimento, corrigi a questão perguntando se não gostaria de ter um peixe de aquário ao que respondeu afirmativamente. Perguntei ainda, e a propósito de higiene dentária e visitas ao dentista, assuntos que foram abordados no decorrer da conversa, se ela sabia que os tubarões teem a sorte de ver os seus dentes substituídos quando estão estragados uma vez que os dentes de trás s deslocam para diante sempre que necessário. Novamente não o fiz pressupondo que a criança sabia nem para me vangloriar do meu conhecimento. Recebi por parte de uma das técnicas a seguinte interjeição: vejam lá como é que a mãe sabe estas coisas! Tendo eu dito, que tenho hábitos de leitura e aproveitei para saber pela menina se era verdade o que estava escrito no processo (que a ela é preguiçosa e não gosta de ler). A resposta da criança foi «mas eu não tenho livros!». Perguntei-lhe se via bem, respondeu que sim, mas nunca tinha ido ao oftalmologista! Disse-lhe que tínhamos de visitar o «tio Sérgio» logo que possível (o meu colega oftalmologista). Reparei também que a criança se expressa com vocabulário adequado (no processo dela está escrito que tem um vocabulário desajustado para a idade) mas tem dificuldade em articular as palavras pois tem o maxilar pequeno e consequentemente demasiados dentes na boca, facto que impede a fonação. Por isso evita falar, não por timidez e lhe faltar vocabulário! Tudo isto não foi correctamente diagnosticado embora tenha solução que não é nem simples nem isenta de custos.
Pelas 12.30, seguiu-se o almoço da criança na instituição enquanto eu fui procurar hotel tendo-me sido recomendado que procurasse um onde fosse possível a passagem a duplo quando a criança ficasse comigo à noite. Foi-me dito também que seria necessário o carro nas deslocações pelo que tive também o cuidado de procurar hotel com garagem. Manifestei também a necessidade de me deslocar aos correios a fim de pagar a A25 pelo que me foi dito que isso agora não era importante e que os correios em V********* têm andado muito congestionados, a mesma resposta me foi dada quando questionei onde poderia comprar uma cadeira para transportar a criança. Esta questão tinha sido abordada inúmeras vezes quando telefonei para Centro Distrital de Segurança Social de S********* mas ninguém me soube dar a informação do peso e altura da criança em questão. Optei então por não comprar a cadeira em B********* onde resido e escolher a cadeira com a criança já em V*********. Fui ainda avisada que me deveria encontrar às 14 horas na Segurança Social de V*********. Entretanto, consegui também comer qualquer coisa.
Pelas 14.30, após meia hora de espera na rua visto estarem as cadeiras da sala de espera todas ocupadas, chegaram as mesmas técnicas e fomos de novo à instituição para ir buscar a menor para passear.
Apresentaram-me a criança vestida com a mesma roupa com a qual tínhamos estado de manhã na instituição pelo que perguntei se não seria melhor ela trazer um casaco. A técnica da instituição respondeu que não era necessário!
Perguntei à criança onde queria ir. Pelo caminho reparei que a criança caminha sempre «fugindo para a esquerda» por não usar correcção ortopédica para pé plano já diagnosticado mas não constante do processo (embora seja dado a entender que a criança cai muitas vezes e é «desastrada». Mostrou vontade de ir ao recém inaugurado parque infantil onde procurámos peixes no lago e onde ela andou de baloiço recusando a minha ajuda para «ganhar balanço» e subiu a uma torre de cordas. A meio da subida adverti-a que poderia não conseguir descer até porque vestida de saia não havia tanta mobilidade. De imediato aquiesceu ao pedido e desceu não mostrando qualquer sinal de contrariedade. Em momento algum perdi de vista a menor nem a deixei sozinha. Aproveitamos para ir conversando e fomos depois a uma loja comprar verniz e brilhantes para pintar as unhas (ao contrário da mãe ela gosta de pintar as unhas das mãos e não as dos pés), uma caixa para colocar lápis que teria de ser pintada pelas duas (nós) e perguntei se poderíamos também usar «técnica do guardanapo» que a menor desconhecia o que era. Prontifiquei-me para a ensinar. Falou-me também que sabia fazer malha (ensinada pela irmã Margarida) explicando que usa «uma agulha» e já tinha feito um cachecol. Mostrou-me então a igreja dos terceiros (ao principio não entendi mas não questionei, depois li a inscrição: igreja de S Francisco dos terceiros!) onde vai às vezes à missa e informou-me que a catequese, quer de adultos quer de crianças decorre na Sé que fica perto dali. Identificou correctamente as árvores presentes e os 3 reis magos e foi ela que me explicou quem levava o quê, mostrando-me os utensílios que os mesmos tinham nas mãos. Manifestei o desejo de a visitar a Sé mas tal foi impedido pelas técnicas pois isso poderia ser feito num outro dia.
Seguimos então para um centro comercial onde a menor sabia onde se situavam as lojas de roupa de criança, os locais de restauração e o cinema. Perguntei qual o último filme que tinha visto e respondeu que não se lembrava. Entrámos numa loja de artigos de criança (Zippy) e logo à entrada fartámo-nos de rir quando uma menina dos seus 7 anos pediu à mãe que lhe comprasse acessórios e não roupa. Fomos escolher a cadeira para o carro mas infelizmente não pudemos adquiri-la por não estar ainda com o código de barras pois tinha acabado de chegar à loja. Disse-lhe que a tia está grávida e ela disse que adora bebés e gosta de lhes pegar ao colo pelo que a convidei a escolher uma roupa para um bebé coisa que fez sem hesitações. Demorámos algum tempo na loja para efectuar o pagamento e por eu ter insistido em levar a cadeira tendo a funcionária da loja efectuado todas as diligências nesse sentido. Entretanto a criança foi vendo os artigos expostos. Ao sair da loja, o alarme tocou. Verificámos que um par de elásticos da Hello-Kitty estava dentro da mala que eu confeccionei para ela. A menina mostrou-se muito aflita mas eu disse-lhe que «secalhar tinha caído» mas fiz questão de lhe dizer que nós cá em casa fazemos de tudo um pouco e o que ela precisasse faríamos depois, não era preciso «trazer» sem autorização. Este episódio decorreu sem que nenhuma das 3 técnicas presentes se tivesse dado conta (?) e o assunto não foi mais falado. E se tivessem percebido, arranjaria eu maneira de dar volta à questão pois uma mãe nunca denuncia uma filha! Mãe serve para educar e estar atenta.
Comprámos um par de brincos para cada uma na Bijou Brigitte, os dela cor-de-rosa com uma borboleta. Coloquei com alguma dificuldade os brincos nas orelhas da criança visto já não usar brincos há tanto tempo que os «furos» se encontravam parcialmente fechados. Alertei-a para os perigos de ser ela a retirar os brincos e que não deveria dormir nem pentear-se com eles colocados.
Fomos então lanchar. Perguntei várias vezes à criança o que queria para o lanche e a resposta foi sempre «não sei». Disse-lhe que a mim me apetecia um gelado e fomos à loja da Olá escolher. Sem qualquer hesitação escolheu um waffle com uma bola de gelado de marshmallow e toping de caramelo (sim, a pergunta do senhor da loja foi: qual o topping que a menina quer?). O lanche dela vinha munido de faca e garfo que a criança trocou entre as mãos várias vezes como nós, os canhotos temos necessidade de fazer toda a vida. Perguntei-lhe se usava bem a tesoura (no intuito de saber se seria necessário uma tesoura para canhotos como o meu primo João ou não, como no meu caso) ao que respondeu que sim. Ofereci ajuda para cortar o waffle mas ela recusou.
Entretanto lembrei-me que me faltavam toalhitas desmaquilhantes e tivemos de ir ao Pingo Doce. Encontramos uma exposição de cactos pelo que ela se lembrou que eu gostava e acabámos por comprar um. Já perto da caixa, e depois de «me ter ajudado a descer de escada rolante-que eu tenho verdadeiro pavor- e a escolher as toalhitas pelo seu odor», perguntou se poderia levar umas pastilhas para as amigas do lar. Resposta afirmativa, claro! Quando nos foi perguntado se desejávamos um saco, a criança respondeu de imediato que não, pois 3 coisas podemos bem levar nas nossa malas. E assim foi.
Dirigimo-nos então de novo à instituição, começava já a escurecer e pelo caminho encontramos um gato preto (a criança disse-me que adora gatos) pelo que conversamos sobre as pessoas que abandonam gatos em B********* onde resido enquanto outras pessoas os alimentam depois. Entretanto ela foi-me falando das amigas que «já tinha ido com uma família». Perguntei se sabia se estava tudo a correr bem ao que me respondeu «pelo menos ainda não voltaram!»
Já na instituição perguntei se podíamos pintar agora as unhas ao que as técnicas me responderam que a menina tinha de ir tomar banho e jantar tendo a criança dito por duas vezes que já tinha tomado de manhã e ainda era cedo para o jantar. Despedimo-nos com beijos na cara coma promessa que o que tinha ficado por fazer se faria no dia seguinte.
Eu e as técnicas passamos pela Segurança Social onde nos reunimos e foi-me perguntado como eu me sentia e se eu tinha alguma questão. Respondi que me sentia cansada (V********* é uma cidade acidentada e eu tenho uma espondilite anquilosante para além de que estava a convalescer de uma ciatalgia) mas não tinha nenhuma questão a colocar. Mandaram-me para «casa» reflectir ficando novo encontro marcado para as 10 horas do dia seguinte (perguntaram qual a hora que daria jeito ao que eu respondi, até pode ser ás 8) no mesmo local.
No dia seguinte, fui recebida perto das 11 horas e fui informada que não iria ver a criança! O meu perfil psicológico (o constante no processo) não corresponde ao meu comportamento! Pois eu fui a ÚNICA candidata em 10 anos de serviço daquela equipa que em momento algum se mostrou nervosa nem perguntou como devia comportar-se e ainda por cima não quis saber como tinha corrido o primeiro dia! Eu fazendo perguntas à criança (por exemplo o que se comemora dia 10 de Junho) tinha-lhe induzido um stress emocional elevado de tal forma que à despedida a menina nem lhes deu o «abraço do costume». (Não houve no entanto qualquer interpretação à frase repetida 2 vezes pela criança e, volto a citar «mas eu já tomei banho hoje de manhã e ainda é cedo para o jantar»)
Eu sou uma mãe «aérea», desatenta às verdadeiras necessidades da criança que são colo e carinho!
Eu não tinha sido capaz de dar o salto que estavam à espera desde Outubro (?), não estabeleci contacto visual com a criança (?), não demonstrei emoções (?), não verbalizei sentimentos (?) e isto tudo são factores de risco que indicam que o processo vai correr mal e visto terem uma elevada taxa de insucesso, seria melhor parar o processo por ali! Que eu sirvo bem para tomar conta dos filhos dos amigos mas não para mãe! Que o dia anterior não tinha passado de uma tarde de compras com os amigos!
Para a criança (cito palavras de uma técnica) «qualquer família serve desde que seja uma família!».
Fui ainda questionada se em algum momento do dia anterior tinha sentido o «click» ao que respondi que o «click» já tinha sido em Outubro, no dia anterior tinha sido a confirmação!
Fui também «acusada» de ser desmazelada porque já devia ter trazido a cadeira da criança instalada no carro e isso só reflectia que nunca tinha pensado levar a criança comigo! Os motivos pelos quais isso aconteceu já foram aqui amplamente explicados.
Ao inicio ainda pensei que teríamos um dia de pausa, quando eis senão quando fui informada que devia voltar para casa e que o destino deste processo agora ia caber às colegas de S*********, bem como «agora há pressa em acelerar a adopção da criança», no máximo «uma semana». Que eu devia procurar ajuda psicológica junto de quem eu entendesse mas talvez essa ajuda não viesse no «tempo» daquela criança. Também me disseram que seria contactada pela equipa de S********* ainda naquele dia (19/1) à tarde para marcar nova avaliação psicológica, facto que não ocorreu. Nessa altura comecei a chorar e expliquei que não tenho facilidade em expressar sentimentos junto de quem não conheço mas aquela era a minha filha! Uma das técnicas disse que achava muito bem que eu chorasse! A outra não se deu ao trabalho de se manifestar, mas as 2 perguntaram se eu precisava de algum papel ou qualquer coisa para apresentar no trabalho…
Ao chegar a casa foi-me perguntado pela minha mãe que estava de lágrimas nos olhos: «então a nossa menina não vem?». Não houve palavras para responder!
Voltei então para B********* e na manhã seguinte estive 2 horas a tentar entrar em contacto telefónico com o Centro Distrital de Segurança Social de S*********. Quando o consegui já tinha escrito um e-mail que enviei em simultâneo e nele sim, consegui manifestar o que sentia! A técnica que me atendeu disse que só tinha sido informada da situação ao final do dia anterior e perguntou-me quando eu tinha disponibilidade de ir ao Centro Distrital de Segurança Social de S*********, ao que respondi «hoje à tarde». Não por minha vontade, ficou agendada a minha deslocação dia 24/1, terça-feira.
Decidi então escrever este pequenino resumo do que foi um dia passado com a minha filha em V********* embora não haja de todo palavras para descrever sentimentos e emoções e aproveito desde já para repetir que «esta é a minha filha» e não qualquer outra.
Reforço ainda, que não desistirei deste processo até serem esgotadas todas as alternativas nem serem contactadas todas as entidades que possam estar envolvidas em processos de adopção, mas não estarei disponível para me sujeitar a qualquer outro que me proponham, pelo menos a curto prazo. A ser necessário, farei nova exposição detalhada a explicar os motivos que me parecem óbvios.
Grata pela atenção
Uma mãe
S********* 25/1/2012»

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Ex. senhor professor Luís Botelho Ribeiro,
No passado dia 14 de Janeiro [de 2011] fui à Segurança Social da cidade de
B*****, onde me atendeu uma técnica responsável pela adopção. Essa
técnica disse logo que, como invisual, não podia adoptar uma criança. 
Dito pela técnica sem eu nada lhe explicar:
Quando se dá uma criança para adoptar a primeira coisa que se pensa é
no bem-estar físico e psicológico, coisa que ela nem avaliou a ver se
havia ou não condições.
Atendeu-me no corredor da segurança Social, com outras pessoas a ouvir;
Não me entregou os papeis porque era perda de tempo, porque nunca me
dariam uma criança;
Não havia crianças suficientes para satisfazer os pedidos.
Quando a questionei sobre as reportagens que davam na televisão disse;
“Não dê ouvidos ao que dizem os meios de Comunicação Social, porque
não é verdade”;
Questionei-a sobre algumas crianças que conheço adoptadas - disse que
não era bem assim.
Nem perguntou sobre o meu rendimento nem sequer lhe interessou o facto
de lhe poder dar casa, alimentos, higiene e roupa. Voltou a dizer que
o que importava era o bem-estar físico e psicológico.
Então disse lhe e se eu engravidasse as condições não eram as mesmas?
Ela disse: a criança era sua fazia o que queria.
Agora pergunto se o  mais importante para uma criança é o bem-estar
físico e psicológico? Isso não se atribui a uma boa alimentação, a
educação, a uma habitação e principalmente o amor.
Senti-me completamente humilhada.
Se não há crianças para adoptar ou não as deixam adoptar, não lhes
deixam dar um colo. Porque fazem tanta campanha para ajudar as
instituições?
Acho que fui vitima de discriminação. Tenho a minha mãe a dar-me todo
o apoio, disposta a ajudar a realizar o sonho de ser mãe e tratam-me
assim. Penso que isso é uma grande injustiça. Legalizaram o aborto em
vez de deixarem essas pobres crianças nascer e dar felicidade a alguns
pais que não podem ter filhos por amor de Deus. Ainda dizem que não há
pena de morte em Portugal “Será que matar inocentes não é pena de
morte”? É pior do que a que ainda persiste em alguns países, porque
nesses países há pena de morte para pessoas que se podem defender. Mas
esses pobres inocentes não podem dizer: “Eu não tive culpa de ser
gerado”.

Nota pessoal: Ainda luto por este sonho, mas está difícil de o alcançar.
Mas estou disposta a levá-lo em frente, porque tenho vontade de o alcançar.
Posso morrer numa gravidez, porque posso não aguentar o parto.
Disse isso à técnica, mas ela mesmo assim não me incentivou.


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

inverno demográfico é...

Sem renovação das gerações, a despesa social pesa cada vez mais no PIB e na carga fiscal dos que ainda mantêm o seu emprego.

De 1,2% do PIB em 1960, a despesa social passou para 17,6% do PIB em 2009!!!

Assim, como o PPV tem defendido, a salvação do Estado Social não pode estar senão na recuperação demográfica do país, na defesa da Vida e da Família, contra o suicídio colectivo das políticas fracturantes Sócrates-BE... (literalmente) estéreis!

Da Igreja católica, especialmente depois da próxima substituição de D. José Policarpo e de outros bispos, pede-se maior clareza, coragem e distanciamento em relação ao "nacional-socratismo-soarismo".


(fonte PORDATA)

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

o sexo dos anjos(?)


O Presidente da República bem pode promulgar leis fracturantes na condição de que a "situação" se concentre no essencial, isto é, no combate à grave crise que nos atinge.

Nanja. Que o Governo está genuinamente preocupado (literalmente) com o "sexo dos anjos(?)". O Governo está a trabalhar para os portugueses... desde que sejam transsexuais ou gays inclinados a "casar". É a agenda ILGA no seu melhor, e Portugal finalmente a entrar na modernidade... do "séc. XX".

Mas o Governo também se "preocupa" com a saúde e a educação, pois claro! Que os utentes do SNS estarão a ser vítimas do chamado "encarniçamento terapêutico", estarão a ser "bem" tratados demais e é preciso respeitar os seus direitos... assegurando o acesso universal à eutanásia. E na educação, é "preciso" acabar com "vícios" herdados do passado, atribuindo mais importância à tabuada que à desmistificação da IVG (vulgo aborto). "Valham-nos" aqui os famosos kits da APF para ajudar o estado socratino neste «grande salto em frente(?)».

O PSD mantém-se em pose de "defesa desesperada" (e desorganizada), limitando-se a pedir que os trans-sexuais sejam impedidos de "procriar". Como não tem uma orientação coerente* sobre esta, como sobre outras relevantes questões, dará, uma vez mais, liberdade de voto que é a forma moderna de "lavar as mãos" como Pilatos.

Com este (des)governo e este «bloco central» parlamentar, estamos quase como nos últimos dias de Constantinopla às mãos do turco... a palrar sobre o sexo dos anjos, enquanto o verdadeiro inimigo nos escala as muralhas.

Verdadeiramente "Solar", o artigo de José António Saraiva. Merece leitura.

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* será isto um sinal de desorientação?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sócrates quer mais crianças???

A propósito da inauguração de uma creche, que se saúda, não podiam ser mais enganadoras as declarações do primeiro-ministro que liberalizou o aborto, banalizou o divórcio, reconheceu as "famílias" homossexuais (por natureza estéreis), e apadrinhou recentemente a adopção de crianças por parelhas homossexuais.

José Sócrates diz que Quer incentivar a natalidade
... mas foi sob o seu governo que pela primeira vez tivemos menos de 100.000 nascimentos ano e o número de óbitos ultrapassou o de nascimentos

José Sócrates diz que quer um «Estado Social moderno»
... mas o seu ataque permanente à Família e à dignidade da Vida dá um contributo decisivo para o agravamento do Inverno Demográfico que põe em causa, precisamente, o Estado Social

José Sócrates e o PS dizem querer criar condições para que «as jovens famílias tenham os filhos que desejam ter»
... mas sabem que, além da crise económica e de valores, mais do que a falta de creches o que desmotiva a fecundidade das jovens famílias portuguesas é a insegurança no emprego e nas ruas, agravada pela cobertura da política a pedófilos com imunidade parlamentar e direito(?) a indemnização do Estado

segunda-feira, 19 de julho de 2010

contra a obrigatoriedade da Educação Sexual


Mais uma vez a sociedade civil se manifesta contra a imposição da E.S. nas escolas segundo o modelo dos "profetas" do movimento internacionalista a favor do aborto, eutanásia e eugenia.

Assim, recomendamos a todos os nossos amigos - se ainda o não fizeram - a assinatura da nova petição a favor da liberdade educativa, a favor dos Direitos das Famílias, clicando aqui.

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Vale a pena ler o artigo de opinião do Prof. João César das Neves, sobre o mesmo assunto (clicar aqui).

terça-feira, 6 de julho de 2010

uma candidatura pro-Vida nas presidenciais


Alguns ainda pensam que a Família não é um tema nobre de discussão política... e só falam de défices, orçamentos, índices e "ratings".

Alguns ainda acham que a Vida Humana, da concepção à morte natural, só interessa à política... se convenientemente "arrumada" em categorias etárias: em que umas podem viver e as outras podem descartar-se.

Alguns ainda teimam que «este país não é para os novos»... e empurram muitos jovens portugueses para a emigração, para uma "família adiada" com bolsas, subsídios, recibos verdes e...
desemprego qualificado.


Neste difícil momento histórico, o movimento Portugal pro Vida (PPV) nasceu no norte e tem vindo a conquistar a simpatia de cada vez mais portugueses, que já não confiam na "versão oficial" dos políticos instalados. O PPV, pelo contrário, tem convidado os portugueses a considerar à luz dos Valores da Vida e da Família as verdadeiras causas dos nossos maiores problemas colectivos:

- O inverno demográfico tem vindo a tornar-se um factor determinante da crise instalada: tem de ser encarado e superado com políticas de promoção da Família, não da sua degradação;

- Com o aumento dos dependentes de prestações sociais, a população activa tem cada vez mais dificuldade em sustentar a "Segurança Social": as famílias assumem-se como a verdadeira "Segurança Social" perante o crescente flagelo do desemprego;

- A liberalização do aborto, a degradação do casamento(divórcio unilateral, casamento homossexual) e a deseducação sexual obrigatória nas escolas - são alguns exemplos de
políticas experimentais de reengenharia social, fracturantes e, de certo modo, terroristas, impostas por dirigentes irresponsáveis, indiferentes ao agravamento da situação social;

- O despesismo governamental e a alta-corrupção do Estado continuam a ser pagos com o empobrecimento das famílias;

- Uma visão centralista do Estado e da Sociedade portuguesa continua a drenar as energias demográficas e criativas do interior do país, comprometendo o desenvolvimento das regiões onde ainda há condições para uma maior «qualidade de vida»,
enfraquecendo a Sociedade Civil;

- Uma visão complexada da história portuguesa continua a dificultar as vias de cooperação social e económica com o mundo da lusofonia;


Como é sabido, nos últimos meses, o PPV promoveu uma série de reflexões e consultas tendentes a garantir a presença de uma voz pro-Vida e pro-Família no debate político que se avizinha, com a campanha para a Presidência da República. Porquê?

  1. Porque acreditamos em Portugal
  2. Porque acreditamos na Família
  3. Porque acreditamos nos portugueses

Perante o não avanço de qualquer das personalidades escolhidas pelo "povo pro Vida" em consulta aberta no nosso blogue oficial, a direcção nacional do PPV, em reunião de 29 de Junho, decidiu avançar com uma campanha nacional tendo em vista a candidatura do seu responsável-geral, o Prof. Luís Botelho Ribeiro.

Assim, vimos por este meio convidar todos os cidadãos de boa vontade a que, identificando-se com os nossos Valores, nos ajudem a reunir o mais rapidamente possível as assinaturas necessárias para o efeito, imprimindo e preenchendo a proposta de candidatura. Em cada folha podem inscrever-se até três proponentes da candidatura, cidadãos devidamente recenseados. Pretendemos, deste modo, reduzir gastos e o consumo de papel. Os campos a sombreado devem ser preenchidos pelo próprio punho de cada proponente, podendo os restantes ser preenchidos pela pessoa angariadora.


A seu tempo será apresentado o programa completo da candidatura. Em resumo, eis os principais objectivos da campanha presidencial pro-Vida LuisBotelho2011:

  1. Representar o pensamento e propostas políticas da Doutrina Social da Igreja no debate dos caminhos de futuro para Portugal que estas eleições proporcionam

  2. Defender uma interpretação constitucional plenamente conforme aos sentimentos, valores e anseios mais profundos dos portugueses: dignidade, solidariedade, liberdade.

  3. Dar a todos os que defendem na teoria e na prática os Valores da Vida e da Família uma possibilidade de voto de acordo com a sua consciência

  4. Questionar o modelo de desenvolvimento do nosso país, propondo um sistema mais inclusivo para as novas gerações, para todas as regiões, para as famílias que querem ter filhos mas vêem no Estado mais um obstáculo que um amigo


Para despertar consciências adormecidas,

para conseguir tempo de antena para os nossos Valores e ideias... .. a sua colaboração é importante.

Por favor, imprima duas, cinco ou dez folhas - as que quiser.
Depois de as dar a assinar a familiares, amigos ou colegas, que comunguem desta Causa, por favor envie-nos por correio para a morada no respectivo rodapé.

a Causa da Vida agradece... .. e Portugal engrandece.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

o único futuro

por João César das Neves, DN20100705

O casamento é a realização mais espantosa da humanidade. A mais utilizada forma de transmitir a existência e a única eficaz de transmitir a civilização. Que duas pessoas tão diferentes encontrem uma complementaridade fecunda para a vida e, através da sua união, dêem substância e continuidade à comunidade humana é sublime. Mais ainda, uma descrição objectiva do que está implicado na vida quotidiana de um casal mostra a qualquer observador perspicaz que ele é formalmente impossível. As núpcias que permanecem não são as fáceis e sem problemas, porque essas não há. Todos os casamentos são impossíveis. Alguns simplesmente existem e persistem. Os casamentos que duram constituem a realização mais espantosa da humanidade.

O nosso tempo adicionou aqui uma dimensão. Em vez de o considerar como ele é, um bem precioso, frágil e essencial, decidiu procurar formas alternativas de transmitir a existência e a civilização. Sempre houve promiscuidade, adultério, divórcio, união de facto, consequências directas da impossibilidade do casamento. Esta é a primeira época que admira e promove esses comportamentos, enquanto inova furiosamente em contraceptivos e procriação artificial. Além disso, desconfiando da capacidade dos pais para ensinar os valores básicos, entrega ao Estado ou ao mercado essa função. A doutrinação ideológica, mascarada ou não de educação, e os desenhos animados são as formas contemporâneas de transmitir a civilização.

A consequência disto, outra novidade, é a aparente derrocada conjugal. No caso português, a taxa bruta de casamento em 2008 foi de 4,1 por mil habitantes, metade da taxa de 1979 e pouco acima da taxa de divórcios, 2,5 por mil, que quadruplicou nestes 30 anos. Os nascimentos fora do casamento subiram de 8,2% em 1979 e 14,7% em 1990 para 36,2% hoje. Muitos interpretam estes números como a obsolescência do casamento. Pelo contrário, o espantoso não é serem tão negativos, mas ainda serem significativos.

Considerando a campanha cruel, esmagadora e obsessiva que as últimas décadas moveram contra o casamento, o que surpreende é que tenha resistido como resistiu, e continue a ser a mais utilizada forma de transmitir a existência e a única eficaz de transmitir a civilização. A maior parte das instituições assim atacadas desapareceu.

Filmes, revistas, séries e jornais, junto com leis, políticas, discursos e programas, todos se uniram para evidenciar o que sempre se soube: o casamento é impossível. Não notam que, ao fazê-lo, serram o tronco onde se sentam. Esta louca insistência nas óbvias dificuldades matrimoniais, sem alternativas válidas, só pode ter um resultado: a decadência social. Não só a fertilidade atingiu na Europa níveis de extinção da espécie, mas a solidão, depressão, traumas infantis, agressividade, suicídio chegaram a níveis patológicos. Os esforços do nosso tempo para abandonar o casamento só conseguiram destruir-nos.

Esta atitude tem as suas razões. Nasce da reacção a um erro dos séculos anteriores, que por vezes desequilibrou as duas dimensões do casamento. Nas gerações precedentes, o elemento romântico e emocional da união dos esposos foi frequentemente secundarizado em favor da estrutura social. Os pais combinavam os noivos porque casamento era, antes de mais, futuro do clã, alianças genealógicas, interesses de herança. Paixão, amor e sexo eram exteriores ao vínculo nupcial. Não se deve exagerar esta situação, porque a maioria dos casamentos sempre foi normal, mas certos estratos enviesaram neste sentido.

As gerações actuais caíram no extremo oposto. Repudiam justa e fortemente este modelo mas absolutizam a liberdade e emoções conjugais. Desprezando o casamento de conveniência e as alianças de clã acabam por abandonar o próprio casamento. O fundamentalismo erótico anula a relação ao primeiro obstáculo e chega a ridicularizar a procriação. Este modelo é tão desequilibrado quanto o anterior, mas, ao contrário dele, implica a extinção da sociedade. Porque o casamento, mesmo impossível, é o nosso único futuro.

naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

quarta-feira, 16 de junho de 2010

DEFENDA A SUA FAMÍLIA, DEFENDA A SUA CASA

Portugueses,

Hoje, 10 de Junho, é dia de Portugal, dia dos portugueses espalhados por todo o mundo. É o dia de um grande povo, portanto.
Hoje vivemos tempos difíceis. Mas também estas dificuldades do presente serão ultrapassadas se conseguirmos unir-nos.
Unidos, já conseguimos em oito séculos e meio de história vencer crises porventura maiores.

Há hoje um pequeno grupo de dirigentes do nosso país que se aproveita dum certo estado de
anemia cívica para fazer avançar a sua agenda, para proteger os seus interesses que pouco ou nada têm que ver com o superior interesse nacional. De pouco adiantam os nossos legítimos sentimentos de reprovação se não conseguirmos demonstrar que estamos atentos, determinados e organizados para encontrar e apresentar alternativas que valorizem a vida humana em Portugal e defendam a família, condição de continuidade deste grandioso projecto político, cultural e espiritual, sempre renovado a cada geração, chamado PORTUGAL.

É preciso afirmar:

- A quebra da natalidade e o ataque à Família são as principais causas do envelhecimento populacional, do inverno demográfico que enfrentamos e da crise que se instalou no ocidente;

- Com o aumento do numero de dependentes de prestações sociais, a população activa terá cada vez mais dificuldade em arcar com os custos da "Segurança Social";

- As famílias portuguesas são a verdadeira "Segurança Social" perante o crescente flagelo do desemprego;

- A situação social tenderá a agravar-se com as políticas impostas por dirigentes irresponsáveis: liberalização do aborto, degradação do casamento civil (divórcio unilateral, casamento homossexual), deseducação sexual obrigatória nas escolas;

- Pelo PEC, a irresponsabilidade despesista do Estado vai ser paga com o empobrecimento das famílias;

- Uma política centralista continuará a drenar as energias demográficas e criativas do interior do país para as duas metrópoles litorais (caso do spill-over effect, portagens nas SCUT, TGV...)


Se está inconformado e quer ter uma intervenção consequente, afirmando os valores da Vida e da Família, afirmando sem complexos a matriz cristã da Europa e de Portugal, colabore neste campanha singela. Ao longo das próximas semanas, coloque uma bandeira num local de sua casa (ou do carro) bem visível da rua.

Esta bandeira poderá ser impressa a cores (ficheiro anexo), ou - melhor ainda - pintada manualmente em família sobre a base em anexo. Desta forma procuraremos envolver directamente nesta jornada de mobilização cívica e patriótica aqueles mais novos que, dentro de poucos anos, arcarão com as mais duras consequências dos erros de hoje.

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1ª Semana

AFIXAMOS A BANDEIRA DO CONDADO PORTUCALENSE - cruz azul sobre fundo branco.
Esta bandeira representará o princípio fundacional de Portugal, Terra de Santa Maria, alargando-se para sul e mar fora, a partir da primeira capital em Guimarães.

Diante dos perigos dos campos de batalha, os primeiros portugueses não hesitaram em colocar-se sob a protecção da Cruz. Ainda hoje os jogadores da selecção nacional de futebol a ostentam sob o escudo das quinas.

Afirmemos Portugal naquilo que temos de melhor: humanismo cristão, sentido de família, abertura ao outro.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

candidato pro-Vida à Presidência da República

Enquanto o PS legitimamente hesita sobre qual dos dois candidatos mais lhe convém - Manuel Alegre ou Cavaco Silva* - queremos convidar-vos a escolher connosco o melhor candidato à Presidência da República, na perspectiva da visão pro-Vida e pro-Família defendida pelo PPV, baseado na doutrina social da Igreja.

Elencámos um conjunto de sete personalidades públicas que nos parecem preencher os pressupostos essenciais, visibilidade pública e um muito digno percurso pessoal, profissional e/ou político. É importante esclarecer que o PPV não estabeleceu qualquer contacto prévio com nenhuma destas personalidades para esta sondagem. E ignoramos completamente a sua eventual disponibilidade para uma candidatura.

Estamos simplesmente interessados no conhecimento das preferências do povo pro Vida e por isso lançamos esta sondagem cujo preenchimento e divulgação junto de amigos e familiares desde já vos agradecemos.

Para participar, escolhendo o seu candidato ou candidata preferida, por favor responda à sondagem na aba esquerda do blogue do PPV em http://portugalprovida.blogspot.com.


Portugal pro Vida

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informação biográfica sobre os sete nomes propostos:

D. Duarte Pio de Bragança
Bagão Félix
João César das Neves
Aura Miguel
Maria José Nogueira Pinto
Gen. Rocha Vieira
Daniel Serrão


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* pode o PS escolher um Presidente da República mais colaboracionista (colaboração estratégica) com as suas políticas (aborto, casamento homossexual, deseducação sexual obrigatória
nas escolas, divórcio simplex)... do que Cavaco Silva?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Construção de um monstro

por João César das Neves

Diário de Notícias, 2010.04.26

As coisas à distância surgem alteradas. Por isso os heróis e vilões da
história pareceram em geral muito diferentes dos contemporâneos. As
duas visões são válidas, aspectos distintos de personalidades e épocas
complexas. Isso vê-se bem tentando adivinhar como a nossa realidade
será descrita daqui a séculos.

O tempo realiza dois fenómenos sobre o panorama de uma era. Primeiro
esquece pormenores e reduz o relato aos traços estruturais. Depois
concentra os actos e ideias de multidões no líder do momento. Por
isso, por muito que surpreenda, é provável que José Sócrates fique na
história de forma distinta daquela como o vemos, como o monstro que
vandalizou a família e a cultura portuguesas.

Em breve desaparecerão as questões que hoje dominam a política
nacional. Défices, escândalos, obras, reformas parecerão detalhes
ínfimos aos nossos descendentes. Aquilo que chocará o futuro são sem
dúvida as tentativas radicais e atabalhoadas na legislação da família.

Se virmos com atenção, é impressionante o número e alcance das medidas
de alguns meses. Em lugar destacado está a lei do aborto de 2007,
responsável pelo morticínio de milhares. Às próximas gerações não
passará despercebida a enorme fraude política de usar um referendo não
vinculativo sobre a despenalização para impor não só legalização mas
fomento com dinheiro de impostos. Deste modo, uma simples decisão
inverteu totalmente a atitude legal face à prática, da proibição à
promoção descarada.

O aborto é apenas um aspecto, de longe o mais sangrento, da vasta
investida recente contra a vida. A "lei da procriação medicamente
assistida" de 2006 assumiu um regime laxista e irresponsável na
protecção ao embrião humano, ultrapassando o pior do mundo. As leis do
divórcio de 2008 e uniões de facto de 2009 constituem enormes
atentados à instituição familiar, só comparáveis à campanha de 2010
pelo casamento do mesmo sexo. Mais influente, o Estado sob a capa de
educação sexual impõe às crianças e jovens a sua ideologia frouxa e
lasciva. A tolice atinge o paroxismo em detalhes ridículos, como as
praias de nudistas onde se anuncia regulamentação. Em todos os casos
fez--se a coisa de forma apressada, ligeira e arrogante, à maneira dos
tiranos de antigamente, sem respeito por instituições e articulados
seculares.

Tudo isto são só papéis, que se mudam facilmente. Mas, mesmo que
mudem, à distância tudo parecerá resultado de obsessão maníaca. Até
porque os efeitos nefastos são bem visíveis. Desde 2007, a mortalidade
ultrapassou a natalidade. Portugal é o país com menor fertilidade na
Europa ocidental, das mais baixas do mundo. Esta catástrofe
demográfica faz de nós um povo em vias de extinção e ameaça a nossa
herança e cultura. O número de divórcios é mais de metade dos
casamentos, enquanto a coabitação precária e os filhos fora do
casamento explodem, gerando lares esfarrapados, insucesso escolar, de-
pressões, miséria, crime.

O futuro não compreenderá que o Governo não só não o note mas se
encarnice em agravá-lo. As gerações vindouras só o entenderão
atribuindo-o a um magno plano malévolo, como fazemos a Nero, Napoleão
ou Hitler. A teoria vácua da "modernidade" invocada em discursos, será
vista como capa para propósitos sinistros, cultos sexuais, taras
pessoais, desequilíbrios doentios.

Sobretudo será impossível convencer os longínquos do que para nós é
evidente. Todas estas medidas de profundo alcance foram tomadas mais
por descuido que desígnio, na distracção da conjuntura. Para quem
apenas pensa politicamente nos títulos do fim-de-semana, as mudanças
radicais na mais estrutural legislação são detalhes retóricos, meras
formas de polir os emblemas de esquerda embaciados pela política
económica. Por exemplo, nem sabem o que fazer do colapso demográfico.
Nestes ataques à vida e família, vê-se mais inconsciência que maldade,
irresponsabilidade que propósito, desdém que planeamento.

Mas, tudo considerado, os nossos netos são capazes de ter alguma
razão. Afinal, à distância vê-se o que a confusão do momento esconde.

terça-feira, 16 de março de 2010

Bento XVI visita Portugal em Maio


O movimento «Portugal pro Vida» saúda e dá as boas-vindas a Portugal a Sua Santidade o Papa Bento XVI, enquanto Chefe de Estado e Sumo Pontífice da Igreja Católica.

Apelamos aos portugueses, cristãos ou não, para que se associem às diversas manifestações públicas que se preparam em Lisboa, Fátima e Porto, presididas pelo Santo Padre, mensageiro da Paz de Cristo e do Evangelho da Vida, para Portugal, para todo o mundo.

Todas as informações no portal:
http://www.bentoxviportugal.pt/

Assinar carta de boas-vindas em:
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=Bento16


nota pastoral da C.E.P. sobre a visita do Papa Bento XVI a Portugal 1.03.2010
nota do cons. permanente da C.E.P. sobe a visita do Papa a Portugal
6.10.2009

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

mensagem de apoio à manifestação pelo Casamento, pela Família

Amigos,

Em Guimarães nos fizemos PORTUGAL!
Em Aljubarrota fomos uns PROs outros!
De Sagres nos fizemos ao mar, à VIDA!

em 2004 fomos duzentos e tal mil "mais vida e mais família"
em 2005, fomos oitenta mil a pedir um referendo à procriação medicamente assistida...
em 2007, um milhão e meio disse que não queria o aborto livre
... e, com a sua abstenção, cinco milhões porventura disseram que aquilo nem era pergunta que se fizesse!
em 2009, cinco mil de nós escreveram ao parlamento pedindo a suspensa da iníqua lei...
em 2010 fomos 92.000 a pedir um referendo ao casamento homossexual...

Tudo em vão...
... este parlamento há-de sempre responder-nos «não»!

Nos últimos meses o PPV propôs a centenas de autarquias do nosso país que se pronunciassem contra a Lei do Casamento Homossexual com possibilidade de adopção de crianças e acesso á P.M.A. - muitos concelhos e freguesias aprovaram moções neste sentido, registadas nos
respectivos livros de actas. Perguntamos - podem o governo e a Assembleia da República, depois de terem chumbado o pedido do referendo pelos cidadãos, desprezar também a vontade expressa de tantos órgãos do poder local, tão democraticamente eleitos como eles próprios?

Citando Gabriel, o pensador, perguntamos ainda:
«Até quando a gente vai ficar levando porrada, porrada? Até quando vamos ficar sem fazer nada?»

Acreditamos que a resposta do povo português será: «até dia 20 de Fevereiro de 2010»!

Estamos unidos, aqui e hoje, no preciso dia e lugar em que milhares de cidadãos manifestam o que não deveria ser preciso manifestar: que só de famílias fortes se faz uma sociedade forte e não aceitaremos nunca a degradação do casamento nem a possibilidade de adopção de crianças por
"casais" homossexuais.

Há políticos, hoje, que apostam tudo no fim deste "nobre povo", desta "nação valente"; e que nada mais procuram do que torná-la de "imortal", como a cantámos, em mortal... e morta.

Por isso é tão importante esta manifestação, que o «Portugal pro Vida» convictamente apoia, e que constitui um aviso sério ao Governo, advertindo-o de que o povo não aceitará uma Lei que, além de um violento ataque à estrutura da Família, e porque o programa do PS às legislativas
de 2009 claramente rejeitava o casamento com direito de adopção, constituiria também um grave abuso do mandato eleitoral.

Em Maio, o Santo Padre visitará Portugal.
Queremos convidar todos a subscrever a carta de boas-vindas que a partir da próxima semana será divulgada na internet. Vamos receber o Santo Padre como povo amigo da família!

«não tenhamos medo!» Estamos juntos!

Portugal pro Vida
17 de Fevereiro de 2010

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Portugal pro-Emprego

Poderemos também nós dar um pequeno contributo para facilitar o acesso ao trabalho em tempo de crise social, económica e financeira?

Preocupado com o agravamento da crise social e do desemprego, o PPV não precisa de "ser governo" para contribuir para o Bem Comum no campo da própria economia. Entendemos, pois, "meter mãos à obra" e criar uma bolsa de ofertas/pedidos de oportunidades de trabalho. Inicialmente, a estrutura da bolsa será muito simples, funcionando numa banda lateral do nosso blogue. Com o tempo e se, como esperamos, a procura for crescendo, poderemos melhorar a plataforma tecnológica de suporte à bolsa Portugal pro-Emprego.

Pela nossa parte, não faremos acepção de pessoas ou de ofertas de emprego. No entanto, e dado o carácter pro-Vida do sítio, advertimos todos os utilizadores para o facto de que "do outro lado" haverá naturalmente uma expectativa de encontrar nesta bolsa um futuro colaborador e/ou empregador com uma posição pró-Vida. Não será, portanto, necessário lembrar que uma expectativa gorada será um mau prenúncio para uma relação profissional que se quer estável numa base de mútua confiança. Sugere-se, portanto, que - sendo o caso - para prevenir mal-entendidos, os anúncios/currículos sejam explícitos em relação a esse aspecto.

1. AOS EMPREGADORES: pede-se que nos enviem (em formato PDF) um anúncio de até 1 página com as informações habitualmente fornecidas nos anúncios de oferta de emprego, sem esquecer os requisitos em matéria de ética e deontologia profissional;

2. AOS PROFISSIONAIS, temporariamente desempregados ou interessados numa mudança de emprego ou do local de trabalho, por exemplo no sentido do reagrupamento familiar: pede-se que nos enviem os respectivos C.V.'s (*), indicando
também a Profissão a que se candidatam, e a área geográfica pretendida. Na elaboração do C.V. sugere-se a adopção do formato Europass CV sem prejuízo de uma forte recomendação a favor da utilização da língua portuguesa - vd. exemplo.

Envie-nos as suas ofertas ou pedidos de emprego por email para portugalprovida@gmail.com, preenchendo o campo ASSUNTO/SUBJECT com «pro-Emprego: oferta» ou
«pro-Emprego: pedido» conforme o caso.


Portugal pro Vida
Comissão Nacional Instaladora

terça-feira, 16 de setembro de 2008

inverno demográfico - 27 de Setembro, Assembleia da República

A APFN está a organizar um Seminário sobre o tema "Inverno demográfico: o problema. Que respostas?", no próximo dia 27 de Setembro, no auditório do edifício novo da Assembleia da República, em Lisboa, com o programa abaixo indicado.
Neste Seminário, será efectuada a estreia em Portugal do documentário "Inverno demográfico: o declínio da família humana", legendado em português, em que especialistas mundiais debatem esta questão nas diversas vertentes, quer quanto às causas, quer quanto às consequências, muitas vezes menosprezadas.
Sem se conhecer bem as consequências nem as distintas causas, nunca se poderá encontrar as soluções para minorar os efeitos.
Serão ainda apresentadas as projecções para a população residente em Portugal nos próximos anos, contemplando já os valores observados até 2007.
Pelo importante conjunto de individualidades que aceitaram participar neste Seminário, de vários quadrantes políticos e sociais, a APFN espera que esta sua iniciativa contribua decisivamente para que, também em Portugal, este assunto passe a ter a importância na agenda política e social que merece, como acontece na esmagadora maioria dos países europeus e tem sido cada vez mais insistido pela União Europeia, quer Comissão, quer Parlamento.
As diversas individualidades participantes intervirão a título pessoal, não vinculando partidos políticos nem associações a que pertencem, a não ser que expressamente o refiram.
A entrada é livre, não sendo necessário efectuar-se inscrição.
O documentário "Inverno demográfico: o declínio da família humana" estará, em breve, disponível para venda ao público através da internet, podendo a sua apresentação ser visualizada em http://www.invernodemografico.org .



10:00 - 11:30 Abertura

  • Presidida por Guilherme Silva, em representação do Presidente da Assembleia da República
  • Eduardo Hertfelder (IPF) - Projecção do documentário “Inverno demográfico: o declínio da família humana"Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, em representação do Primeiro-Ministro
11:30 - 11:45 Intervalo
11:45 - 13:00 Desafio demográfico na Europa
  • Edite Estrela
  • José Ribeiro e Castro
  • José Silva Peneda
  • Raul Sanchez (ELFAC)
Debate moderado por Augusto Madureira
13:00 - 14:30 Intervalo para Almoço

14:30 - 15:45 Desafio demográfico em Portugal

  • Assunção Cristas
  • Eduardo Brito Henriques
  • Maria Rosário Carneiro
  • Zita Seabra
Debate moderado por Manuela Silva

15:45 - 17:00 Desafio demográfico e sustentabilidade económica e social

  • Isabel Jonett
  • Manuel Carvalho da Silva
  • Paula Bernardo
Debate moderado por Pedro Carvalhas

17:00 - 17:15 - Intervalo

17:15 Encerramento
  • Guilherme Oliveira Martins - “Inverno demográfico: o desafio do século XXI”
  • Conclusões