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segunda-feira, 15 de abril de 2013

carta do PPV à Comissão Nacional de Eleições sobre «IGUALDADE DE TRATAMENTO - pluralismo democrático»

Em matéria de "igualdade de tratamento jornalístico das candidaturas", a posição do PPV é simples e cristalina: "cumpra-se a lei, não os desejos dos Directores de Informação". Hoje em dia, quando se fala em «igualdade de tratamento jornalístico» já não nos referimos apenas à divulgação noticiosa de eventos e acções promovidas. Temos de incluir igualmente os espaços de debate, de opinião e até de comentário político onde a presença avassaladora de ex e futuros dirigentes partidários, a par de jornalistas pretensamente "especializados", silencia completamente aquelas forças que, como é o caso do PPV, se deram ao trabalho de seguir as regras da Democracia para poder ter uma intervenção política pública, mas acabam por ver ser-lhe insidiosamente negados os instrumentos concretos de tal participação.

Nos últimos anos, a par da degradação económica, temos assistido à degradação democrática do actual regime. Será coincidência, quando sabemos que uma sociedade que se fecha ao pluralismo, fecha-se igualmente ao desenvolvimento? A arbitrariedade dos "critérios jornalísticos" tem vindo a impor-se com claro prejuízo do princípio da legalidade, do pluralismo, da Democracia. Em 2011, durante a campanha para as legislativas, o PPV foi arbitrariamente excluído do debate "entre todos" os partidos extra-parlamentares, devido a um critério inventado por alguém de que só teriam ali assento os partidos que concorressem a mais de 15 círculos eleitorais. Nós que já tínhamos sido prejudicados com a exclusão duvidosa das nossas listas em alguns círculos, ficámos assim duplamente prejudicados com a exclusão do debate televisivo. É muito preocupante verificar que, nos últimos tempos, vêm sendo dados alguns sinais de que em próximas eleições as televisões se recusarão a respeitar outro critério que não os seus "critérios jornalísticos", isto é, arbitrários. Estamos para ver o que vai prevalecer: a lei ou os interesses. O balão de ensaio da nova "postura informativa" (ou falta dela) será a próxima eleição autárquica 2013.

Esperamos da CNE uma postura firme no sentido de assegurar uma efectiva igualdade de tratamento. Em finais de 2005, questionada directamente sobre os critérios que presidiam à selecção dos convidados para os seus debates de pré-campanha, antes de qualquer candidatura ter sido sequer apresentada (muito menos ratificada pelo tribunal Constitucional), a própria RTP respondia através do seu Director de Informação, António Luís Marinho, que convidava aos pré-candidatos apoiados pelos maiores partidos (PSD+CDS, PS, PCP, BE), e socorria-se de um suposto estatuto de "figura pública" para justificar o convite a Manuel Alegre. Esta postura é democraticamente inaceitável, colocando o "serviço público" ao nível de um "Big Brother", para além de ter um impacto decisivo na "verdade eleitoral". De facto, Manuel Alegre chegou a ter um resultado melhor do que Mário Soares, nessa eleição presidencial, o que teria sido de todo impossível se o tivessem excluído da ronda de debates da pré-campanha.

Em eleições autárquicas é habitual que se realizem debates televisivos para as câmaras de Lisboa e Porto, tendo no passado surgido vários problemas - inclusive judiciais - devido a tentativas de exclusão de alguns partidos. Esperamos que este esforço de audições prévias seja sério, isto é, produza medidas eficazes que dispensem os intervenientes de ter de recorrer a tão extremas medidas daqui a seis meses. Como é sabido, há candidatos autárquicos com acesso a espaços televisivos de debate e de opinião, bem como dirigentes, ex-dirigentes e ex/futuros-dirigentes de partidos políticos - inclusive na RTP. Tal presença assídua junto dos eleitores distorce de modo grosseiro o ambiente eleitoral se a partidos como o PPV, uma tal presença regular é liminarmente vedada. Em nosso entender, a Comissão Nacional de Eleições não pode ignorar estes factos e dar cobertura a uma tal desigualdade de tratamento

Evidentemente, a cobertura informativa não se limita às televisões - apenas insistimos particularmente neste aspecto, uma vez que tem sido ai que, no passado, maiores distorções e manipulações se têm verificado, inclusive na estação de "serviço público", o que é particularmente revoltante. Na imprensa escrita e radiofónica, esperemos que, como no passado, os nossos candidatos, em lista individual ou em coligação, merecem a igualdade de tratamento prevista não só na letra mas também no espírito da lei. Esta determina que desde a marcação das eleições até ao dia de reflexão, haja "igualdade de tratamento" para todos os candidatos por forma a apresentarem-se em igualdade de circunstâncias. No entanto, para algumas entidades - que porventura se sentem "acima da lei" - a interpretação que prevalece é a orwelliana, segundo a qual, para um mais completo "triunfo dos porcos", necessário se torna reconhecer que "uns animais são mais iguais do que os outros"...

O PPV não aceita nem aceitará jamais esta postura discriminatória e desafia todas as entidades legais a serem tão fortes com os fortes como se têm mostrado connosco, quando, por alguém - sem qualquer intervenção nossa - ter retransmitido em dia de reflexão eleitoral uma nossa mensagem de campanha, o nosso responsável-geral teve de viver por vários meses com "termo de identidade e residência", não se podendo sequer ausentar do país. Tratando-se de um universitário, os danos pessoas e profissionais foram sérios. Imagine-se qual seria a gravidade se o responsável-geral do PPV, nessa ocasião, fosse - como podia ser - um outro membro de Direcção Política cuja profissão é... comandante de linha aérea internacional!!!

O PPV sente-se  com toda a autoridade moral para exigir «mão forte» da Comissão Nacional de eleições para dominar quaisquer tentativas de atropelo à Lei. Se o não fizer, demitindo-se das suas responsabilidades, a Comissão Nacional de Eleições deixará de ser um instrumento da Democracia para se constituir em instrumento da Situação, perdendo automaticamente o direito ao reconhecimento por parte do PPV e dos cidadãos portugueses. No passado, manifestámos já em duas ocasiões o nosso não-reconhecimento de entidades públicas cujos titulares, em nosso entender, desmereceram a confiança de muitos cidadãos e, concretamente, da Direcção do PPV: foi o caso da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, com Azeredo Lopes, e da Procuradoria-Geral da República, com Pinto Monteiro. Seria muito negativo que tal viesse a ser novamente necessário.

O PPV sentiu já na pele, com toda a dureza, a força da Comissão Nacional de Eleições, pelo que não podemos aceitar qualquer alegação de "falta de meios", "falta de capacidade de intervenção" ou de qualquer suposto "vazio legal". Para além de ter despoletado o citado caso do "email em dia de reflexão", enviando-o para o Ministério Público, também em 2009 tomou uma resolução que, na prática, deu cobertura à não transmissão de um nosso tempo de antena pela TVI, por o termos entregue nas suas instalações 23h antes da sua emissão e não 24h, como previa o regulamento. Quando  são assim duros com o PPV, pensando talvez que podem sê-lo por se tratar de um movimento fraco e pequeno, deverão todas as entidades envolvidas ter consciência de que sofrerão com igual dureza as exigências da Lei e a denúncia do seu incumprimento. E desenganem-se da nossa "fraqueza": outros aparentemente mais fortes já caíram e nós continuamos, vivos e activos na luta pela nossa Causa. Não desistimos e - não duvidem! - acabaremos por conseguir os nossos objectivos e a história de Portugal não continuará sem dar provimento àquilo que nós defendemos: sem reconhecimento da Dignidade Humana, da concepção à morte natural, não há Estado de Direito.

PPV - Direcção Política Nacional,
Guimarães, 13 de Abril de 2013

sexta-feira, 6 de maio de 2011

PPV entrega na ERC pedido urgente de reagendamento dos debates televisivos entre líderes

HOJE, pelas 14h30, o PPV fará a entrega em mão na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (Avenida 24 de Julho, n.º58, na zona de Santos, em Lisboa) de uma participação contra a exclusão do PPV e outros do ciclo de debates entre líderes partidários, cujo arranque está anunciado para hoje mesmo. Convidamos todos os nossos amigos e filiados a testemunhar este acto, podendo.

Agradecemos desde já a colaboração da imprensa na divulgação desta iniciativa e dos desenvolvimentos que, esperamos, venham a verificar-se em tempo útil, a bem do pluralismo e da legalidade do próximo acto eleitoral.

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apresentámos igualmente uma participação sobre o mesmo assunto junto da Comissão Nacional de Eleições.

sábado, 24 de julho de 2010

pluralismo informativo e democracia

Ex.mº Senhor Presidente da Comissão Nacional de Eleições,

Pelo PPV, quero acusar e agradecer a recepção da V/ comunicação com ref. CNE/SAIDA/04494 de 20.07 e o posterior telefonema de alerta para a mesma. Encontro-me em Benguela - Angola até meados de Agosto e, por isso mesmo, com algumas limitações na consulta da documentação pedida, respeitante ao «programa de campanha» e plano de comunicação com a imprensa. Mesmo assim, responderei ao pedido, uma vez que tudo foi sendo publicado no nosso sítio/blogue e encontra-se disponível para consulta pelos vossos serviços, interessados, ao que percebi, em averiguar a correcta aplicação da Lei que exige «igualdade de tratamento» das diferentes candidaturas. Ainda assim, tentarei nos próximos dias reunir e enviar-lhes alguma da informação pedida.

Não obstante, gostaria de reiterar aqui a nossa posição sobre o ambiente informativo na Lei e "no terreno":

1. A igualdade de tratamento deve ser uma preocupação permanente da Democracia, e não estar confinada aos períodos de campanha eleitoral. Este princípio não colide de modo nenhum com os critérios de interesse jornalístico, em nosso entender. A Lei deve estabelecer um tratamento mínimo ao longo do ano e não sujeitar os jornalistas a "inventar iniciativas" quando os partidos as não tomam, ou não tenham o mínimo "interesse público".
2. Durante a pré-campanha eleitoral, tomámos diversas iniciativas de que sempre informámos previamente toda a comunicação social* - e não obtiveram qualquer cobertura noticiosa televisiva - com destaque para uma jornada Braga-Lisboa em bicicleta, ao longo de 6 dias do mês de Agosto. E até a grande aposta da SIC «Gato Fedorento esmiuça os sufrágios», com um escopo claramente político, nos discriminou, não agradecendo sequer o seguinte soneto que lhes remeti:

a velha politica portuguesa esmiuçada... já fede
fedia o analista português,
mormente em se tratando de política,
e alguém teve visão apocalíptica:
"mandou-lhe" à pinha c'um gato maltês

... ou não. Mas fedorento era... eram três
... ou quatro duma raça analítica
... ou esmiúcica, de linha jesuítica
... ou laica, e na idade dos porquês.

O certo é que chamaram à chacota
A nata da Maçada, um presidente...
(Mau grado, enfim, os ares já de cota)

A pontos que «igualdade (de) tratamento»
Cá nesta democrácia defunta...
É ser chamado aos «gato fedorento»!

Em rigor, porém, a falta de um agradecimento não chegaria a ser descriminação - é "apenas" falta de educação.


3. Publicámos em 7 de Julho no nosso blogue** uma síntese da nossa posição em relação ao jornalismo televisivo. Aí expressamos a nossa incompreensão perante a diferença de tratamento em relação a outros partidos recentemente criados... mas em Lisboa. E manifestámos também a nossa estranheza pela não transmissão de uma reportagem efectivamente gravada pela RTP no dia 22 de Abril no Parlamento. O assunto era tão polémico que a relatora da comissão
que o analisou, a deputada Helena Terra do PS, no seu relatório sobre nós escreveu que acusámos, afrontámos e ofendemos o Parlamento. E mesmo assim - ou talvez por causa disso - a televisão pública que gravou a peça entendeu afinal não a transmitir. Não convinha...

4. Durante a campanha eleitoral, a nossa maior queixa visa precisamente uma decisão - em nosso entender - injusta da CNE. No dia 16 de Setembro a CNE impediu a transmissão do primeiro tempo de antena do PPV na TVI por alegadamente o termos entregue naquela estação umas 22 horas antes de ir para o ar, e não exactamente as 24horas que previa o "regulamento". Esta atitude da CNE, que não esqueceremos, mereceu e merece ainda o nosso mais veemente protesto. Escudando-se numa interpretação literal de um regulamento cujo espírito é exactamente o de procurar garantir que as diferentes candidaturas podem emitir a sua mensagem política nas melhores condições, e estando garantido que a TVI tinha todas as condições e mais algumas para mandar para o ar o referido "tempo de antena" do PPV, a sua proibição por parte da CNE minou de forma muito grave a nossa confiança na isenção desta Comissão. Também manifestámos a nossa discordância com o critério seguido pela CNE na escolha dos tempos a cortar quando vimos recusada a nossa lista em Lisboa. E mantemos.

5. Além disso, os portugueses não compreendem que os «tempos de antena» televisivos tenham passado para o período de "antes do telejornal" com a anuência da C.N.E. Esta comissão investe fortemente no apelo ao voto, com anúncios em autocarros, no metro, em jornais, revistas e televisões mas depois não zela tão diligentemente como podia, para que os portugueses, que supostamente quer que vão votar, sejam pelos partidos convenientemente informados das respectivas propostas... É o que se depreende de ter aceite que os tempos com manifesto conteúdo político sejam "atirados" para um horário com menor audiência, depois de nos primeiros anos da democracia, os portugueses se terem habituado a ver os tempos de antena, ao fim do jantar após o "telejornal".
6. Conforme tem sido amplamente noticiado, o chamado caso «PT / TVI» encerra talvez a maior e mais bem-sucedida operação organizada de manipulação da informação no "Portugal dito democrático". Com o afastamento consumado de Manuela Moura Guedes do «Jornal de Sexta» e de José Eduardo Moniz das funções de Direcção até então desempenhadas, a sanidade do ambiente televisivo em que decorreram as eleições legislativas ficou, no nosso entender, gravemente ferida. Perante uma manipulação de uma tal dimensão, parece-nos que resultará completamente absurdo um relatório com minudências sobre os segundos consagrados ao partido A ou B, mas que acabe por deixar em claro, para memória futura, uma operação montada por homens de mão do Secretário-Geral do Partido Socialista, que resultou na mudança de linha editorial da estação televisiva líder de audiência, particularmente do seu «Jornal de Sexta». Prove-se ou não a existência de ordem directa de José Sócrates, qualquer dúvida ficará desvanecida pela simples enunciação do clássico «quid prodest?»

7. A partir deste momento, adicionaremos o endereço cne@cne.pt (ou outro que entretanto nos indicarem) à nossa lista de contactos de imprensa garantindo assim que qualquer dos nossos comunicados e informação será convenientemente recebido no vosso Observatório do Pluralismo Informativo ao mesmo tempo que nos jornais, rádios, blogues e televisões do país. Assim podereis fazer o vosso trabalho e nós o nosso, o qual, face às naturais limitações organizativas, não contempla por ora a elaboração e execução de um «plano de campanha» nem, infelizmente, um registo exaustivo das acções e contactos estabelecidos.

Atentamente,
Luís Botelho Ribeiro

* anexamos lista dos nossos contactos email junto da imprensa.
** cf. http://portugalprovida.blogspot.com/2009/07/as-televisoes.html

Assunto Eleição da Assembleia da República de 27 de Setembro de 2009
A fim de permitir a apreciação do tratamento jornalístico conferido às candidaturas no
âmbito da eleição em referência, solicito e agradeço a V. Ex.a que, com a brevidade
possível, seja enviado a esta Comissão o programa de campanha e das acções
realizadas por esse partido, com referência ao período de campanha eleitoral (de 13 a
25 de Setembro de 2009), bem como a indicação daquelas que foram comunicadas aos
órgãos de comunicação social e a identificação destes.


nota: teor da posição do PPV actualizado a 26.07.2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

o fim da linha

por Mário Crespo*

«Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.»

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* o JN lá saberá porque não publicou - o PPV publica.