quarta-feira, 26 de maio de 2010

pro Emprego

Poderemos também nós dar um pequeno contributo para facilitar o acesso ao trabalho em tempo de crise social, económica e financeira?

Preocupado com o agravamento da crise social e do desemprego, o PPV não precisa de "ser governo" para contribuir para o Bem Comum no campo da própria economia.

Há cerca de um ano criámos uma bolsa de ofertas/pedidos de oportunidades de trabalho que, embora pouco procurada, sempre terá dado os seus frutos. Por isso - e em face do agravamento do desemprego no nosso país - iremos reactivar esta iniciativa em moldes um pouco diferentes.

A estrutura da bolsa permanece muito simples, funcionando numa banda lateral do nosso blogue.
Não faremos "acepção de pessoas" ou de ofertas de emprego. No entanto, dado o carácter pro-Vida do PPV, advertimos todos os utilizadores para o facto de que "do outro lado" haverá naturalmente uma expectativa de encontrar nesta bolsa um futuro colaborador e/ou empregador com uma posição pró-Vida. Recomendamos que os CVs sejam explícitos neste aspecto.

1. AOS EMPREGADORES: pede-se que nos enviem (em formato PDF) um anúncio de até 1 página com as informações habitualmente fornecidas nos anúncios de oferta de emprego, incluindo eventuais requisitos éticos e deontológicos;

2. AOS PROFISSIONAIS, temporariamente desempregados ou interessados numa mudança de emprego ou do local de trabalho, p. ex.no sentido do reagrupamento familiar: pede-se que nos enviem o respectivo Curriculum Vitae (CV), indicando
a profissão a que se candidatam, a área geográfica pretendida. Na elaboração do CV recomendamos a referência a quaisquer actividades desenvolvidas nos movimentos pro-Vida e/ou voluntariado em IPSS's e sugerimos a adopção do formato Europass CV sem prejuízo de uma forte recomendação a favor da utilização da língua portuguesa.

Envie-nos as suas ofertas ou pedidos de emprego por email para portugalprovida@gmail.com, preenchendo o campo ASSUNTO/SUBJECT com «pro-Emprego: oferta» ou «pro-Emprego: pedido» conforme o caso.

terça-feira, 25 de maio de 2010

por uma Rádio Renascença ao serviço da Igreja e do Povo

LISBOA, 18 DE JUNHO DE 1975

Ecos da manifestação de apoio ao Patriarcado, a favor duma Rádio Renascença novamente «ao serviço da Igreja e do Povo».

domingo, 23 de maio de 2010

a população é uma riqueza, não um factor de pobreza

«O extermínio de milhões de nascituros, em nome da luta à pobreza, constitui na realidade a eliminação dos mais pobres dentre os seres humanos.

Contra tal presunção, fala o dado seguinte: enquanto, em 1981, cerca de 40% da população mundial vivia abaixo da linha de pobreza absoluta, hoje tal percentagem aparece substancialmente reduzida a metade, tendo saído da pobreza populações caracterizadas precisamente por um incremento demográfico notável. O dado agora assinalado põe em evidência que existiriam os recursos para se resolver o problema da pobreza, mesmo no caso de um crescimento da população.

E não se há-de esquecer que, desde o fim da segunda guerra mundial até hoje, a população da terra cresceu quatro mil milhões e tal fenómeno diz respeito, em larga medida, a países que surgiram recentemente na cena internacional como novas potências económicas e conheceram um rápido desenvolvimento graças precisamente ao elevado número dos seus habitantes. Além disso, dentre as nações que mais se desenvolveram, aquelas que detêm maiores índices de natalidade gozam de melhores potencialidades de progresso.

Por outras palavras, a população confirma-se como uma riqueza e não como um factor de pobreza.»

excerto da mensagem do Papa Bento XVI, para o Dia Mundial da Paz, 1 de Janeiro de 2009

terça-feira, 18 de maio de 2010

Comunicado do PPV sobre a promulgação da lei do casamento homossexual

Considerando que:

1. O Presidente da República sabe que, de acordo com todos os estudos de opinião pública, a maioria dos portugueses está contra a lei do casamento homossexual. Cavaco Silva sabe também que, sem os votos daqueles que hoje estão em frontal desacordo com a promulgação desta lei degradante, não teria sido eleito presidente.

2. Ao contrário do que pretendeu fazer crer no seu discurso1, o presidente sabe que não é necessariamente verdade que, no caso de vetar a “lei”, ela passaria de qualquer maneira, porque um Presidente pode dissolver a assembleia da república e pode também renunciar ao mandato para não assinar um diploma que viole a sua consciência. Sabe também que o governo a quem estendeu a mão da "cooperação estratégica", jamais colocaria em causa a continuidade do actual presidente que, mais que qualquer outro, lhe interessa manter no lugar. E até sabe que, forçando a demissão do presidente, a sua reeleição estaria mais do que assegurada, como provou Alberto João Jardim nas eleições regionais que provocou em 2007 e veio a vencer com maioria reforçada.

3. A hierarquia católica do Patriarcado de Lisboa terá dado garantias a José Sócrates em Outubro de 2009 de que «a decisão do governo não provocará nenhuma guerra santa. [..] A Igreja continuará a repetir a sua doutrina sobre o assunto mas não sairá à rua.» segundo noticia do jornal i 2. Dividida a Igreja, o governo sentiu-se naturalmente encorajado a avançar com esta lei. Também D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa e organizador da visita do Papa, defendia publicamente2 que o assunto fosse «despachado o mais depressa possível» e que quando o Papa viesse a Portugal, em Maio, a questão do casamento entre homossexuais não fosse abordada. Afinal a questão foi mesmo levantada por iniciativa do próprio Papa no encontro com as Organizações da Pastoral Social, em que Bento XVI disse3: «As iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher, ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum». A pedra rejeitada pelos “construtores” tornou-se pedra angular - os temas-tabu, a não abordar, para o Santo Padre, pelo contrário, encerram «alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum»3.


Perante estes factos, o PPV vem a público manifestar a sua posição política

1. O PPV discorda e lamenta profundamente a decisão de promulgação da lei do casamento homossexual pelo presidente da república. Todos os pressupostos relevantes, invocados pelo presidente no seu esboço de auto-justificação, apontavam para uma decisão de sentido contrário ao anunciado. Delapidou a sua base de apoio e deu um exemplo mais da incoerência entre os valores pessoais e a acção pública – de que temos numerosos exemplos na política portuguesa. Os portugueses não compreendem esta “facada nas costas” do Papa Bento XVI, pouco depois da aparente cordialidade durante toda a sua visita, terminada apenas há 3 dias.

2. Impõe-se, cada vez mais, que os portugueses conscientes da importância da Família para o futuro da sociedade portuguesa encontrem uma personalidade disponível para se candidatar à Presidência oferecendo garantias de agir sem receio de sacrificar a carreira política aos ditames da sua consciência. Nenhum dos candidatos anunciados preenche este requisito - nem Cavaco Silva, nem Manuel Alegre, nem Fernando Nobre que hoje mesmo (17.05) assumiu a sua divergência em relação ao Papa nas questões do aborto e família. Seria uma tragédia cívica que os milhões de portugueses que partilham as nossas posições relativamente ao aborto e à família, não tivessem em quem votar nas próximas presidenciais, e se vissem constrangidos pela consciência a abster-se ou votar em branco.


3. Perante a confusão instalada entre os seus fiéis, bom seria que a hierarquia católica e os bispos evangélicos esclarecessem os cristãos sobre as reais implicações do compromisso de «imitação de Cristo». Não parece conciliável a postura passiva defendida por alguns reponsáveis cristãos com a atitude do próprio Cristo que saiu à rua a enfrentar os “vendilhões do templo” a quem «fazendo um chicote de cordas» (Jo 2, 15) expulsou Ele mesmo do Templo.

4. A concluir a sua mensagem, disse o presidente: «Há momentos na vida de um País em que a ética da responsabilidade tem de ser colocada acima das convicções pessoais de cada um». Registamos esta declaração de assunção de responsabilidades políticas e morais de Cavaco Silva pelas consequências que trará à sociedade e economia portuguesas esta lei do casamento homossexual.

Portugal pro Vida (e pro Familia)


1http://www.presidencia.pt/?idc=22&idi=41152

2http://www.ionline.pt/conteudo/38003-socrates-tranquilo-cardeal-recusa-guerra-santa-ao-casamento-gay

3http://www.bentoxviportugal.pt/documentos_ver.asp?noticiaid=894

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Encorajamento ao Sr. Presidente da República

Esta noite, pelas 20h15, o Sr. Presidente da República fará uma comunicação ao país a propósito da Lei do Casamento Homossexual cujo prazo para o veto está prestes a expirar. Pedimos aos nossos leitores que escrevam ao Presidente, no sitio http://www.presidencia.pt/?action=3 encorajando-o mais ou menos nestes termos:

Coragem, Sr. Presidente, defenda a família. Na comunicação desta noite, os verddeiros portugueses esperam do seu presidente que tome posição pela dignidade do verdadeiro casamento e pelo direito das crianças a um pai e uma mãe. Seria muito mau, depois de tantas atenções com o Santo Padre, espetar-lhe agora esta "faca nas costas", aprovando o "casamento homossexual".

Melhores cumprimentos,
(nome)

sábado, 15 de maio de 2010

Nova tentativa de silenciamento do PPV

Email enviado à Optimus Clix em 15 de Maio, como resposta à ameaça de corte do serviço de email ao PPV (cd. anexo)


Ex.mºs responsáveis do serviço Optimus CLIX,

1. É evidente que 99,9% das mensagens de email trocadas via internet devem cair naquilo que, na vossa mensagem designam por "envio não solicitado de mensagens". A vossa própria comunicação em que nos reportam as alegadas queixas de utentes... não foi por nós solicitada. Será isso um crime ou mesmo um abuso? Não nos parece. Consideramos que esta é, portanto, uma prática normal na internet e uma condição básica do seu sucesso.

2. Pela nossa parte, não utilizamos a conta de email para fins publicitários comerciais mas cívicos, o que nos parece especialmente legítimo num contexto em que o poder político instalado tudo faz para cercear o direito de expressão a organizações como o PPV.

3. Em regra, as nossas mensagens levam em rodapé uma indicação do procedimento (simplicíssimo) para cada destinatário remover o seu endereço das nossas listas. Basta responder com a palavra "remove" ou "remover" em qualquer posição do campo "assunto". Se alguma vez, por lapso, o rodapé não seguiu trata-se de uma situação excepcional.

4. Consideramos natural que os adversários das ideias por nós defendidas procurem por todos os meios limitar o nosso acesso aos cidadãos, a cuja consciência, inteligência e mobilização constantemente apelamos. E não nos surpreende que o tentem conseguir, por interpostas pessoas, furtando-se ao confronto franco de ideias connosco, antes tentando agir junto das empresas prestadoras dos serviços que legitimamente utilizamos para os nossos fins sociais e cívicos.

5. Desde já informamos os responsáveis pelo serviço «Optimus Clix» que qualquer tentativa para encerrar ou suspender - ainda que temporariamente - a nossa conta de email ppv.portugalprovida@clix.pt ou qualquer outra por nós utilizada, deverá contar com a nossa firme oposição junto dos tribunais e instâncias responsáveis por assegurar o normal funcionamento da democracia portuguesa, designadamente, o Presidente da República, o Tribunal Constitucional, o Provedor de Justiça e a Assembleia da República.

Pela Direcção Política Nacional do PPV,
Luís Botelho Ribeiro
( responsável-geral )


nota:
consideraremos pública toda a correspondência entre nós trocada a este respeito.


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Email recebido da «Optimus Clix» a 11 de Maio de 2010

Caro Cliente,

Recebemos nos nossos serviços queixas relativamente à prática de Spamming a partir do seu endereço de email.

Spamming é a acção através da qual alguém envia correio electrónico não esperado pelo destinatário, geralmente para fins publicitários.

Se recebemos queixas de spamming somos legalmente forçados a agir. Não duvidamos que as mensagens que envia são para si apenas para pessoas que o solicitaram. Contudo sempre que uma dessas pessoas seja nosso Cliente e indique estar incomodado com as mensagens que envia iremos sempre proceder para que esse envio cesse.

Gostaríamos de alerta-lo que o Optimus Clix mantém uma lista de filtragem automática de domínios conhecidos de origem de spamming que não respeitem princípios éticos (nomeadamente o acatamento do direito de privacidade); esta lista já é empregue pela maioria dos operadores de Internet e é constantemente actualizada a nível internacional.

Sugerimos que procure minimizar as mensagens que envia para nossos Clientes que não requeiram expressamente o envio das mensagens.

Assim, o Optimus Clix pede-lhe que cesse este tipo de actividade sob a pena de ver cancelada a sua conta Optimus Clix, à luz das nossas Condições de Serviço:

"4.6. Spamming.

O envio não solicitado de mensagens por correio electrónico e o envio indiscriminado de mensagens para newsgroups, acções denominadas spamming, não são tolerados por muitos utilizadores da Internet e, quando praticados pelo Cliente, podem provocar represálias contra a Prestadora, prejudicando todos os seus Clientes. Por este motivo, o Cliente não poderá utilizar o Serviço Optimus Clix para fazer spamming, definido como:

a) Via newsgroups - envio, directo ou por interposto terceiro, de um artigo ou de artigos substancialmente idênticos para mais de cinco (5) newsgroups; envio de um artigo que não respeite o charter do newsgroup ou as regras nele comummente aceites; envio regular, com uma periodicidade que poderá variar desde o envio diário até ao envio semanal, da mesma mensagem para o mesmo ou para vários newsgroups, em simultâneo ou não;

b) Via correio electrónico - envio de mensagens genéricas não solicitadas a um ou mais destinatários, seleccionados ou indiscriminados, que não tenham autorizado expressamente a sua recepção, ainda que utilizando servidores externos de correio electrónico, directamente ou por interposto terceiro;

c) Praticar os factos descritos nos dois parágrafos anteriores a partir de outro operador que não a Prestadora e utilizar o Serviço Optimus Clix para aceder a respostas ou indicar um endereço de correio electrónico suportado no domínio clix.pt para recepção de respostas.

(...)

4.8. Violação das Condições de Serviço.

No caso do Cliente violar alguma das presentes CS, a Prestadora reserva-se o direito de optar pela suspensão temporária da prestação do Serviço Optimus Clix ou pela cessação definitiva dessa prestação e rescindir o respectivo contrato, sem prejuízo dessa suspensão, cessação e rescisão ser previamente comunicada ao Cliente, com a antecedência mínima de oito (8) dias em relação à data da sua efectivação, quando não sejam motivadas pela prática de actos ilícitos pelo Cliente."

Relembramos que o envio em massa de mensagens indesejadas para outros utilizadores da Internet é considerado crime informático e, como tal, comportamento punível por lei.

Se necessitar de esclarecimentos adicionais, não hesite em contactar o nosso Serviço ao Cliente. Estamos disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana, através do nosso site em http://contactos.clix.pt ou do número 16100 GRÁTIS a partir da rede Optimus Clix. Mais informações em Clix.pt.

Melhores Cumprimentos,

Sara Malta

Assistência Técnica Optimus Clix

Conheça a Área de Clientes Optimus Clix em

http://cliente.clix.pt/.

Área de Clientes – Toda a gestão dos seus serviços online

Bento XVI pela Vida, para a civilização do amor

Exprimo profundo apreço a todas aquelas iniciativas sociais e pastorais que procuram lutar contra os mecanismos sócio-económicos e culturais que levam ao aborto e que têm em vista a defesa da vida e a reconciliação e cura das pessoas feridas pelo drama do aborto.

As iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher, ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum.

Tais iniciativas constituem, juntamente com muitas outras formas de compromisso, elementos essenciais para a construção da civilização do amor.

continuem?...

«Há necessidade de verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo, sobretudo nos meios humanos
onde o silêncio da fé é mais amplo e profundo: políticos, [...] profissionais da comunicação [...].

Em tais âmbitos, não faltam crentes envergonhados que dão as mãos ao secularismo, construtor de barreiras à inspiração cristã.

Entretanto, amados Irmãos, aqueles que lá defendem com coragem um pensamento católico vigoroso e fiel ao Magistério continuem a receber o vosso estímulo e palavra esclarecedora para, como leigos, viverem a liberdade cristã. »

Mensagem do Papa Bento XVI aos bispos portugueses, Fátima 13 de Maio de 2010

Não entrareis... No pasarán

«Se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, não entrareis no
reino dos Céus» (Mt 18, 3). Para pessoas minadas pelo orgulho como nós, não é fácil
tornar-se como as crianças. Por isso Jesus nos adverte tão duramente: «Não
entrareis…»! Não nos dá alternativa. Portugal, não te resignes a formas de pensar e de
viver* que não têm futuro, porque não assentam na sólida certeza da Palavra de Deus, do
Evangelho. [...]

Cardeal Tarcísio Bertone, Fátima - 12 de Maio de 2010

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* casamento homossexual, aborto livre, eutanásia, divórcio simplex, deseducação sexual nas escolas

segunda-feira, 3 de maio de 2010

financiamentos partidários

Ex.mº Senhor Juíz Presidente do

Tribunal Constitucional

Assunto: financiamentos partidários

Paredes, 3 de Maio de 2010

Meretíssimo,

A Lei 19/2003 de 20 de Junho, do financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais, prevê no seu Artigo 3º, ponto 1, alínea h) os donativos de pessoas singulares. No artigo 7º da mesma Lei (Regime dos donativos singulares), no ponto 1, prevê-se que as pessoas singulares autoras dos donativos estejam identificadas e estebelece-se um limite para o seu valor até 25 vezes o valor do SMN por doador.

Ultimamente, temos assistido a uma acesa discussão pública sobre os vencimentos de gestores de empresas públicas, indicados em última instância pelos grandes partidos políticos. A dar-se o caso de uma parte significativa dos orçamentos partidários resultar precisamente de contribuições deste grupo, estaremos perante uma distorção do jogo democrático que urgirá corrigir. No mesmo sentido vai o pensamento do Sr. Presidente da República quando, na sua mensagem ao Sr. Presidente da Assembleia da República de 9 de Junho de 2009, por ocasião do “chumbo” da proposta de alteração da Lei dos Financiamentos Partidários, escrevia no ponto 1: «é imprescindível garantir a transparência das fontes de financiamento partidário, de modo a que as entidades de controlo e os cidadãos em geral possam conhecer os recursos de que cada força política dispõe e através de que meios os obtém» (ref. http://www.presidencia.pt/?idc=10&idi=28659)

Por tudo isto, vimos pedir que, em nome dum princípio geral de Transparência e de garantia de Igualdade de Oportunidades, consagrada no art.º 56º da Lei Eleitoral da A.R., sejam tornados públicos na Internet os nomes e montantes oferecidos ao PPV e a todos os partidos políticos por quaisquer doadores, oportunamente comunicados à Entidade das Contas e Financiamentos Partidários do Tribunal Constitucional, ao abrigo da alínea d) do n.º 2 do art.º 20º da Lei de organização e funcionamento da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, Lei Orgânica n.º 2/2005, de 10 de Janeiro.

Pede deferimento,

Portugal pro Vida

Desigualdade de tratamento dos partidos

Ex.mº Senhor Procurador do Ministério Público junto do Tribunal Constitucional


A Lei 19/2003, de 20 de Junho, relativa ao financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais, prevê no seu Artigo 10º um conjunto de benefícios – isenção de IVA, imposto de selo, contribuição autárquica e outros, aos partidos políticos. Porém, no artigo 11º da mesma lei estes benefícios são, quanto a nós, arbitraria e injustamente suspensos «Se as listas de candidatos apresentados pelo partido nessas eleições obtiverem um número de votos inferior a 50000 votos, excepto se obtiver representação parlamentar».

Parece-nos que a actividade política desenvolvida nos ditos “pequenos partidos” é qualitativamente tão consentânea com os fins de utilidade pública invocados no art.º 10, como a actividade dos “grandes partidos”. Parece-nos, pois, que o princípio de discriminação contido na alínea b) do artigo 11º da Lei 19/2003 penaliza a qualidade da nossa democracia e atenta contra o princípio do pluralismo democrático e da igualdade de oportunidades que se deve garantir à partida entre os diferentes concorrentes a cada acto eleitoral - cujo desfecho se desconhece – segundo o mesmo princípio que atribui iguais tempos de antena a todos.

Por tudo isto, vimos solicitar ao Sr. Procurador do Ministério Público, junto do Tribunal Constitucional, que suscite a fiscalização da constitucionalidade do referido artº 11.

Paredes, 3 de Maio de 2010

Pede deferimento,

Portugal pro Vida

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Construção de um monstro

por João César das Neves

Diário de Notícias, 2010.04.26

As coisas à distância surgem alteradas. Por isso os heróis e vilões da
história pareceram em geral muito diferentes dos contemporâneos. As
duas visões são válidas, aspectos distintos de personalidades e épocas
complexas. Isso vê-se bem tentando adivinhar como a nossa realidade
será descrita daqui a séculos.

O tempo realiza dois fenómenos sobre o panorama de uma era. Primeiro
esquece pormenores e reduz o relato aos traços estruturais. Depois
concentra os actos e ideias de multidões no líder do momento. Por
isso, por muito que surpreenda, é provável que José Sócrates fique na
história de forma distinta daquela como o vemos, como o monstro que
vandalizou a família e a cultura portuguesas.

Em breve desaparecerão as questões que hoje dominam a política
nacional. Défices, escândalos, obras, reformas parecerão detalhes
ínfimos aos nossos descendentes. Aquilo que chocará o futuro são sem
dúvida as tentativas radicais e atabalhoadas na legislação da família.

Se virmos com atenção, é impressionante o número e alcance das medidas
de alguns meses. Em lugar destacado está a lei do aborto de 2007,
responsável pelo morticínio de milhares. Às próximas gerações não
passará despercebida a enorme fraude política de usar um referendo não
vinculativo sobre a despenalização para impor não só legalização mas
fomento com dinheiro de impostos. Deste modo, uma simples decisão
inverteu totalmente a atitude legal face à prática, da proibição à
promoção descarada.

O aborto é apenas um aspecto, de longe o mais sangrento, da vasta
investida recente contra a vida. A "lei da procriação medicamente
assistida" de 2006 assumiu um regime laxista e irresponsável na
protecção ao embrião humano, ultrapassando o pior do mundo. As leis do
divórcio de 2008 e uniões de facto de 2009 constituem enormes
atentados à instituição familiar, só comparáveis à campanha de 2010
pelo casamento do mesmo sexo. Mais influente, o Estado sob a capa de
educação sexual impõe às crianças e jovens a sua ideologia frouxa e
lasciva. A tolice atinge o paroxismo em detalhes ridículos, como as
praias de nudistas onde se anuncia regulamentação. Em todos os casos
fez--se a coisa de forma apressada, ligeira e arrogante, à maneira dos
tiranos de antigamente, sem respeito por instituições e articulados
seculares.

Tudo isto são só papéis, que se mudam facilmente. Mas, mesmo que
mudem, à distância tudo parecerá resultado de obsessão maníaca. Até
porque os efeitos nefastos são bem visíveis. Desde 2007, a mortalidade
ultrapassou a natalidade. Portugal é o país com menor fertilidade na
Europa ocidental, das mais baixas do mundo. Esta catástrofe
demográfica faz de nós um povo em vias de extinção e ameaça a nossa
herança e cultura. O número de divórcios é mais de metade dos
casamentos, enquanto a coabitação precária e os filhos fora do
casamento explodem, gerando lares esfarrapados, insucesso escolar, de-
pressões, miséria, crime.

O futuro não compreenderá que o Governo não só não o note mas se
encarnice em agravá-lo. As gerações vindouras só o entenderão
atribuindo-o a um magno plano malévolo, como fazemos a Nero, Napoleão
ou Hitler. A teoria vácua da "modernidade" invocada em discursos, será
vista como capa para propósitos sinistros, cultos sexuais, taras
pessoais, desequilíbrios doentios.

Sobretudo será impossível convencer os longínquos do que para nós é
evidente. Todas estas medidas de profundo alcance foram tomadas mais
por descuido que desígnio, na distracção da conjuntura. Para quem
apenas pensa politicamente nos títulos do fim-de-semana, as mudanças
radicais na mais estrutural legislação são detalhes retóricos, meras
formas de polir os emblemas de esquerda embaciados pela política
económica. Por exemplo, nem sabem o que fazer do colapso demográfico.
Nestes ataques à vida e família, vê-se mais inconsciência que maldade,
irresponsabilidade que propósito, desdém que planeamento.

Mas, tudo considerado, os nossos netos são capazes de ter alguma
razão. Afinal, à distância vê-se o que a confusão do momento esconde.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Hildebrand sobre a letargia dos nossos Bispos

citando o blogue Jesus-logos



Dietrich von Hildebrand
* declarou em 1973: "Uma das doenças mais terríveis e generalizadas na Igreja de hoje é a letargia dos guardiões da Fé da Igreja.
...

Refiro-me [aqui] a ... numerosos bispos ... que não fazem qualquer uso da sua autoridade quando se trata de intervir contra os teólogos ou padres
heréticos, ou contra blasfémias em actos de adoração pública...
A situação torna-se especialmente revoltante
, quando alguns bispos que mostram esta letargia para com os hereges, assumem uma atitude rigorosamente autoritária para com os fiéis que defendem a pureza da Doutrina da Fé, e que estão, assim, a fazer aquilo que deveriam ser os bispos a fazer por si mesmos! ...

A peçonha dos hereges, sacerdotes e leigos, é tolerada; os bispos dão a sua anuência tácita ao envenenamento dos fiéis.

Mas eles querem, ao mesmo tempo, calar os crentes que assumam a causa da ortodoxia, aquelas exactas pessoas que deveriam, por direito, ser a alegria dos corações dos bispos, a sua consolação, uma fonte de força para superar a sua própria letargia.

Em vez disso, essas pessoas são considerados como perturbadores da paz...

Mas o insulto a Deus, que uma heresia
normalmente encerra, não parece ser para eles um tão grave e irritante acto público de rebelião contra a sua autoridade. "

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* Filósofo D. V. Hildebrand, elogiado por 3 Papas (Bento XVI, João Paulo II, Pio XII), sobre a Negligência Episcopal (cf. vídeo)

sábado, 24 de abril de 2010

um em cada seis portugueses...


Não diremos - ainda - que um em cada seis portugueses se encontra desempregado.
Infelizmente, é bem pior do que isso!


Na verdade, um sexto
dos portugueses...


.. são 1.775.462 vidas[1] - é muita gente!

... criam um sexto do Produto Interno Bruto - 21.993 milhões de euros ao ano (superior até ao tristemente famoso défice público em 2009, cerca de 15 425 milhões de euros)

... correspondem a 3.306 efectivos das forças armadas, 717 praças, 1.657 sargentos, 918 oficiais superiores, 14 oficiais-generais

.. correspondem a 44.359 alunos no ensino pré-escolar... e 2.947 vagas de professores

... correspondem a 83.098 alunos do 1º ciclo... e 5.871 vagas de professores

... correspondem a 173.011 alunos do 2º, 3º ciclo e nível secundário... e 20.501 vagas de professores

... correspondem a 62.819 alunos no ensino superior... e 5.897 vagas de professores

... representam muito consumo das famílias a animar a economia - 17.078 milhões de euros ao ano (mais de cinco vezes os 3.300 milhões da 1ª fase do novo aeroporto de Alcochete)

... representam muitas pensões de reforma - 570.657 beneficiários deixarão de ser apoiados (ao os apoios diminuirão 17%).


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Na verdade, com quase 20.000 abortos/ano realizados pelo Estado num país onde já não chegam a nascer 100.000 bebés por ano...
lançamos fora um sexto do nosso futuro!

Pode não ser fácil perceber no imediato a extensão do drama humano, social e mesmo económico que estamos a preparar.
Como vai a segurança social aguentar se nada fizermos?
Como irá a economia recuperar com a sociedade a envelhecer, as escolas a esvaziar-se e o estado a viver acima das suas posses?

Que Portugal nos reservam as políticas suicidas de hoje, a um prazo de 10 a 15 anos?

Até quando vai o povo português tolerar isto?

Até quando vai a Igreja contemporizar com isto?
Quando vai a Universidade esclarecer a sociedade sobre isto?
Quando vai o Tribunal Constitucional ler no artº 24 da Constituição... o que lá está?
Que pensam os militares e forças de segurança de tudo isto?

Até quando aceitaremos que, em nome da Democracia de Abril, alguns drenem com proveito próprio as energias colectivas, tão necessárias à construção do nosso Futuro?

Num momento em que o Bloco de Esquerda fala de «estado de final de regime» e, à direita, Marques Mendes questiona publicamente se ainda vivemos em democracia...
também nós temos o «direito à indignação activa» perante a "situação" de um regime político que se mantém no poder à custa da manipulação da comunicação social (caso PT/TVI), à viciação das regras do jogo democrático (Legislativas2009), à delapidação do futuro do país por via do facilitismo demagógico (aborto, degradação do ensino, agenda gay).



Por isso aqui vimos lançar um apelo à sociedade portuguesa:

Precisamos de Cidadãos, de Instituições, de uma Constituição, de Políticos respeitadores da Vida, da Cultura Humanista, do projecto de Felicidade que cada português alimenta no seu coração...
... e que se vai esfumando diante do triste espectáculo da política nacional, do Governo, das empresas públicas, de uma sociedade como que manietada por uma máfia obscura [2].

Precisamos, sobretudo, que o Estado reconheça na letra e na prática alguns valores fundamentais, como a Vida e a Família, e tenha a visão e sabedoria necessárias para, no que ao Estado compete, promover um quadro favorável à felicidade e fecundidade das famílias portuguesas, condição básica para a renovação das gerações, e para a sustentabilidade do capital social secularmente acumulado por este "nobre povo".

Os dados estão lançados - a nossa mensagem já chega até si.
As nossas convicções são fortes: inspiramo-nos na doutrina social da Igreja
e defendemos a mais nobre das causas: a Causa da Vida.

Prescindimos de quaisquer financiamentos particulares:
mas não prescindimos do seu apoio cívico para, juntos,
fazermos ouvir a voz dos que hoje ainda não têm voz própria

Dê-nos mais força.
Junte-se a nós! Escreva-nos. Ajude a criar uma secção local do PPV
Tome parte na Convenção Nacional, dia 8 de Maio em Fátima[4].

pela Vida
pelas Famílias
pelo Futuro

Portugal pro Vida


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notas:


[1] cf. estatísticas Pordata


[2] «vivemos sob o domínio da Máfia», manchete do “Primeiro de Janeiro” de 21.01.2008, sobre o «caso casa Pia» com desenvolvimento na pág.24

[3] Na nossa longa história militar, alguma vez um inimigo nos inflingiu 50.000 baixas? Mas é este o número aproximado de abortos praticados pelo estado português até hoje. E algum inimigo causou a Portugal prejuízos da ordem de um sexto do P.I.B., como os que temos sofrido por clínicas espanholas, responsáveis por cerca de metade abortos já realizados? Vamos ficar de braços cruzados? Até quando vamos tolerar esta carnificina?

[4] mais informações no blogue http://portugalprovida.blogspot.com