sexta-feira, 17 de setembro de 2010

uma boa nova em minúsculas

Governo "cai na real" e anula concurso do TGV Lisboa-Poceirão

Só falta agora cair na real também no troço Poceirão-Badajoz.
O problema seguinte são as indemnizações.

Perguntamos: havia necessidades? Não havia.
Havia, tudo o indica, cumplicidades.

carta aos cristãos

A cultura e os Valores identitários fundamentais do povo português enquadram-se no que habitualmente se designa como a civilização de matriz cristã. Na Europa e, muito particularmente, em Portugal esta realidade tem sofrido um ataque cerrado e tende a ficar tão menosprezada no discurso oficial, quanto arredada da acção governativa e da política em geral.

Perante o ambiente hostil, muitos cristãos se viram tentados a limitar a sua prática religiosa ao domínio da intimidade familiar ou comunitária, abstendo-se de afirmar e defender os seus valores no debate concreto das opções sociais e políticas do nosso país. O resultado está à vista de todos e não é animador. Num momento em que qualquer minoria activa consegue fazer avançar as suas causas, a enorme massa adormecida dos cristãos vai-se conformando com o mundo e assistindo em silêncio ao avanço sem oposição da “mentalidade mundana”, da “cultura de morte”.

Podem os cristãos tornar-se os últimos na generosidade e na entrega ao seu ideal? Não sentiremos todos uma ponta de vergonha quando vemos tantos pequenos grupos mobilizados na rua ou no ciber-espaço em defesa dos direitos do lince ibérico, dos ovos de águia Bonelli, dos ninhos de cegonha, dos touros, das águas bravas do rio Sabor, das gravuras de Foz Coa... e nós que, com Cristo, chamamos Pai a Deus, não somos capazes de sair do sofá para reconhecer como nossos irmãos os mais de 50.000 bebés já abortados “legalmente” pelo estado português com o dinheiro dos nossos impostos?

Há agnósticos e ateus que dedicam o seu tempo a afirmar direitos sem dúvida respeitáveis e nobres, e nós, cristãos, não nos damos sequer ao trabalho de afirmar o mais nobre e fundamental de todos esses - o direito à vida?

Como cristãos, sabemos que a dDignidade da Vida Humana não pode depender da idade do embrião, feto, criança ou adulto que se considere. E se tomamos Cristo como nosso Senhor – e Senhor da Vida - não podemos ficar calados diante dos senhores terrenos que nos vão impondo um modelo de sociedade onde a Vida humana é considerada descartável, onde há vidas de primeira e de segunda e onde o consumo e a dinâmica económica se sobrepõem aos Valores inegociáveis do cidadão-cristão.

Como verificámos nos últimos anos, o Presidente da República constitui uma instância democrática que poderia exigir dos políticos uma reflexão séria antes de dar certos e perigosos passos. Mas também pode, como infelizmente sucedeu, colaborar na destruição da família, deixando passar o aborto, o divórcio simplex, o casamento homossexual, o “apadrinhamento civil” ou a “educação sexual obrigatória (e ideologicamente sectária)” sem suscitar sequer a verificação de constitucionalidade.

Atento a isto, o movimento Portugal pro Vida decidiu assumir as suas responsabilidades lançando uma candidatura presidencial e, desta forma, reivindicando uma voz activa na defesa dos nossos Valores. Pela minha parte, aceitei dar a cara por uma candidatura de inconformismo e alternativa pro-Vida, a qual, porém, só será uma realidade se, em Liberdade e em consciência, nos ajudardes a reunir as 7.500 assinaturas necessárias. Bastará para tal imprimir e devolver preenchida a declaração de apoio acessível em http://portugalprovida.blogspot.com e http://luisbotelho2011.blogspot.com/.

Conto com a vossa Oração mas igualmente com a vossa Acção comunitária para, juntos, erguermos bem alto – também no terreno do debate cívico e político – o estandarte da Vida.

Saudações fraternas,

Luís Botelho Ribeiro

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A primeira visita oficial de um Papa ao Reino Unido

por David Cameron*

Público 15.09.2010

O Cardeal Newman foi um dos maiores ingleses, não só do seu tempo, mas de todos os tempos. Como qualquer outro homem ou mulher de coragem e fé, acreditava apaixonadamente que devemos seguir a nossa consciência. Muitos, demasiados, morreram por essa mesma causa. No Reino Unido, entre mártires, contam-se tanto protestantes como católicos, como Thomas More, cujo julgamento teve lugar no Westminster Hall, onde o Papa fará um discurso para a sociedade civil.

No final desta histórica visita ao Reino Unido, o Papa Bento XVI vai beatificar o Cardeal numa missa celebrada no Birmingham Park, onde o Cardeal costumava passar o seu tempo livre no tempo em que era um simples padre numa paróquia dessa grande cidade industrial. Será o ponto alto da primeira visita oficial de um Papa ao Reino Unido.
O uso da palavra histórica para descrever a visita pode facilmente ser visto como um lugar-comum. Contudo, neste caso o seu uso justifica-se plenamente. É por isso que canais de televisão de todo o mundo vão acompanhar todos os momentos dos quatro dias que Sua Santidade vai passar no Reino Unido.
Como Primeiro-Ministro Britânico, fico feliz pelo convite que os meus antecessores endereçaram ao Papa para visitar o meu país, e pelo facto de ele ter aceite tanto o convite do Governo, como o que recebeu de Sua Majestade, a Rainha. O Papa Bento XVI visita-nos na condição de Chefe de Estado e de líder de uma igreja com mais de seis milhões de fiéis no Reino Unido e quase 1200 milhões em todo o mundo.
Como outras fés, a Igreja Católica promove uma mensagem de paz e justiça, e trabalhamos em conjunto na prossecução dessas causas.

Apesar dos tempos difíceis que vivemos, garantimos verbas para a ajuda ao desenvolvimento internacional. A diminuição da pobreza é um dos grandes desafios do mundo actual. As condições assustadoras em que tanta gente vive actualmente, lado a lado com doenças e miséria, são uma afronta moral para todos nós que vivemos confortavelmente em países ricos.
A Igreja Católica e as suas agências humanitárias estão na linha de frente na luta contra a pobreza no mundo. Trabalhamos com essas agências – através de organizações como o CAFOD (1), o SCIAF (2), o Trocaire (3) e a Caritas (4) – em África, na Ásia e na América Latina. Na África Subsariana, por exemplo, agências católicas e igrejas locais são as responsáveis por, aproximadamente, um quarto de toda a educação primária e dos serviços de saúde disponíveis, e ainda por serviços de apoio a portadores do vírus da Sida.
A Santa Sé é um parceiro na prossecução dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio das Nações Unidas, que serão de novo discutidos, na próxima semana, em Nova Iorque e onde o Reino Unido estará representado pelo Vice Primeiro-Ministro, Nick Clegg. Da nossa parte, estamos inteiramente comprometidos com as metas da ONU de gastar 0,7% do Rendimento Nacional Bruto até 2013 em ajuda ao desenvolvimento internacional. E queremos garantir que o dinheiro chega àqueles que mais necessitam. O desenvolvimento económico sustentável está intimamente ligado à estabilidade política e segurança. Um mundo em que existe uma grande diferença entre os ricos e os pobres é um mundo mais perigoso e menos seguro para todos nós.
A Igreja Católica é também um parceiro importante na luta contra as alterações climáticas. Uma vez mais, serão os pobres que mais sofrerão se não agirmos para controlar o aquecimento global. Um acordo internacional para a redução das emissões de dióxido de carbono, por mais difícil que seja, é necessário mas não suficiente. Precisamos de desenvolver um novo paradigma de crescimento económico, definindo-o e procurando-o de forma a respeitar e preservar o meio ambiente.
O novo Governo Britânico acredita fortemente que estas decisões devem ser tomadas a nível local, e em envolver o maior número possível de pessoas e organizações no trabalho e na conquista do bem-estar das comunidades. Um dos grandes filósofos conservadores do século XVIII, Edmund Burke, apelidou estes sectores da sociedade de “pequenos pelotões”, argumentando que as responsabilidades deveriam ser distribuídas entres eles. Chamo a isto Grande Sociedade, na qual todos estamos juntos e trabalhamos em conjunto; uma sociedade mais responsável, onde exercemos as nossas responsabilidades em conjunto, com as nossas famílias e a nossa comunidade. Uma sociedade onde não reivindicamos apenas direitos, mas na qual assumimos também responsabilidades. O ensino social católico fez algo parecido durante mais de um século e organizações católicas trabalham lado a lado com outros grupos religiosos nas áreas de educação e bem-estar para fazer do nosso país um local mais harmonioso e solidário. Evidentemente, o Estado tem o seu papel na promoção do bem-estar individual, mas este trabalho deve complementar o que outros já fazem, sem o subverter.
Têm sido feitos vários comentários exagerados de que o Papa Bento XVI visitaria esta semana um país maioritariamente laico. Não concordo com esta afirmação e há muitas evidências em estudos e na participação em serviços religiosos que a contradizem. De qualquer forma, acho que estes comentários falham o alvo. A visita papal deve ser recebida não apenas por britânicos católicos ou pessoas de fé, mas por todos aqueles que acreditam que os grupos religiosos contribuem para a nossa sociedade e que compreendem que, para muitos, a fé é uma dádiva que devemos estimar, não um problema.
Podemos nem sempre concordar com a Santa Sé. Mas tal não nos pode impedir de reconhecer que a sua mensagem nos desafia a procurar respostas para as grandes questões da nossa sociedade e sobre como nos tratamos um aos outros e a nós próprios.
O Cardeal Newmann disse um dia que um pequeno acto, seja ele feito por alguém que auxilia um doente ou um necessitado, ou por alguém que perdoa um inimigo, demonstra uma fé maior e mais verdadeira do que poderia alguma vez alguém demonstrar através de palavras ou do seu conhecimento da Sagrada Escritura.
O Cardeal Newman é recordado em Birmingham pelo seu carinho pelo seu povo. Durante um surto de cólera na cidade, trabalhou incessantemente para ajudar pobres e doentes. Quando ele próprio morreu, os pobres vieram para as ruas em procissão. Na sua mortalha podia ler-se o seu lema: “Heart speaks to heart”. Não surpreende, por isso, que este seja o tema desta Visita Papal. Espero que se faça sentir nas entusiásticas boas-vindas ao Papa Bento XVI no Reino Unido, e que permaneça no sentimento colectivo quando Sua Santidade regressar a Roma.

*Primeiro-Ministro do Reino Unido**

** Qualquer semelhança com o discurso do primeiro-ministro de Portugal será mera coincidência


1) CAFOD é a agência oficial da Igreja Católica para Assistência em Inglaterra e no País de Gales
2) SCIAF é a Fundo Internacional de Assistência da Igreja Católica na Escócia
3) Trocaire é a agência oficial de desenvolvimento internacional da Igreja Católica na Irlanda
4) Caritas é uma confederação de 162 organizações humanitárias da Igreja Católica que actuam em mais de duzentos países – entre eles Portugal


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

PS mantém agenda ILGA

In DN online
«Proposta do Governo simplifica processos de reconhecimento de mudanças de género. E não implica cirurgia genital. O Governo aprovou ontem uma proposta de lei (a enviar ao Parlamento) que simplifica os procedimentos de mudança de sexo e do seu reconhecimento nos documentos de identificação.»


Num dia, o governo inaugura creches e diz governar para as famílias... no dia seguinte aprova mais uma "Lei fracturante" - a mudança de sexo (dito género) - e governa para os radicais ILGA.

A nova «porta para a modernidade» segundo Sócrates, segue agora para o parlamento a ver se as "ondas de choque" do costume distraem os portugueses da crise. Aprovada aí, a "cooperação estratégica" do Sr. Presidente da República fará o resto, para que a questão não «distraia os portugueses do essencial».

Já era tempo de o povo português exigir do seu governo e do presidente Cavaco Silva:
- Afinal o que é o essencial? A agenda do lóbi Gay?

Sócrates quer mais crianças???

A propósito da inauguração de uma creche, que se saúda, não podiam ser mais enganadoras as declarações do primeiro-ministro que liberalizou o aborto, banalizou o divórcio, reconheceu as "famílias" homossexuais (por natureza estéreis), e apadrinhou recentemente a adopção de crianças por parelhas homossexuais.

José Sócrates diz que Quer incentivar a natalidade
... mas foi sob o seu governo que pela primeira vez tivemos menos de 100.000 nascimentos ano e o número de óbitos ultrapassou o de nascimentos

José Sócrates diz que quer um «Estado Social moderno»
... mas o seu ataque permanente à Família e à dignidade da Vida dá um contributo decisivo para o agravamento do Inverno Demográfico que põe em causa, precisamente, o Estado Social

José Sócrates e o PS dizem querer criar condições para que «as jovens famílias tenham os filhos que desejam ter»
... mas sabem que, além da crise económica e de valores, mais do que a falta de creches o que desmotiva a fecundidade das jovens famílias portuguesas é a insegurança no emprego e nas ruas, agravada pela cobertura da política a pedófilos com imunidade parlamentar e direito(?) a indemnização do Estado

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Papa condecora Cavaco e Sócrates

«Papa condecora Cavaco e Sócrates já depois de promulgado o casamento gay», in Expresso 28.08.2010


«Bento XVI realça a "fé católica" de Cavaco Silva e o "empenho em exercer o cargo de Presidente".»

«O primeiro-ministro, José Sócrates também foi agraciado [... com as] insígnias da Ordem de São Gregório geralmente atribuídas a 'laicos beneméritos" da Igreja Católica.»

in Correio da Manhã, 28.08.2010


Providencialmente, o Expresso acrescenta que «a troca de condecorações entre Portugal e o Vaticano foi acordada entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Secretaria de Estado do Vaticano durante a preparação da visita papal ao País.» Assim, ficamos a saber que estas condecorações são meras trocas de galhardetes diplomáticos, e não expressam um verdadeiro reconhecimento pelo bem feito à Igreja. São como que uma festa oferecida ao "filho pródigo" não quando este volta a casa mas enquanto ainda anda por lá «vivendo dissolutamente» (Lc 15).

A atribuição a José Sócrates, neste contexto, de uma condecoração normalmente destinada a "leigos beneméritos" da Igreja não parece nem mais nem menos bizarra do que a agraciação de Barack Obama com o prémio Nobel da Paz... com a diferença de que, determinada pela Igreja, dispomos de uma categoria aonde enquadrar as razões de uma decisão na aparência tão bizarra: a dos Mistérios da Fé.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

demissão do PGR?

O Portugal político e mediático parece ter descoberto recentemente que, com o arquivamento do caso Freeport quanto ao envolvimento do primeiro-ministro, talvez o Sr. Procurador-Geral da República (PGR) não tenha mais condições para se manter no cargo.

O PPV manifestou já em 11 de Fevereiro a sua quebra de confiança no titular deste órgão, institucionalmente apoiado no Presidente da República e no Governo. Face Oculta, Freeport, Universidade Independente: são apenas três casos que passando pelo Ministério Público com pouca Honra, traziam em rodapé um elemento comum: José Sócrates. Infelizmente para a democracia portuguesa, há muito que, em nosso entender e no de milhões de portugueses, o Sr. Procurador desmereceu da confiança nele depositada.

sábado, 24 de julho de 2010

pluralismo informativo e democracia

Ex.mº Senhor Presidente da Comissão Nacional de Eleições,

Pelo PPV, quero acusar e agradecer a recepção da V/ comunicação com ref. CNE/SAIDA/04494 de 20.07 e o posterior telefonema de alerta para a mesma. Encontro-me em Benguela - Angola até meados de Agosto e, por isso mesmo, com algumas limitações na consulta da documentação pedida, respeitante ao «programa de campanha» e plano de comunicação com a imprensa. Mesmo assim, responderei ao pedido, uma vez que tudo foi sendo publicado no nosso sítio/blogue e encontra-se disponível para consulta pelos vossos serviços, interessados, ao que percebi, em averiguar a correcta aplicação da Lei que exige «igualdade de tratamento» das diferentes candidaturas. Ainda assim, tentarei nos próximos dias reunir e enviar-lhes alguma da informação pedida.

Não obstante, gostaria de reiterar aqui a nossa posição sobre o ambiente informativo na Lei e "no terreno":

1. A igualdade de tratamento deve ser uma preocupação permanente da Democracia, e não estar confinada aos períodos de campanha eleitoral. Este princípio não colide de modo nenhum com os critérios de interesse jornalístico, em nosso entender. A Lei deve estabelecer um tratamento mínimo ao longo do ano e não sujeitar os jornalistas a "inventar iniciativas" quando os partidos as não tomam, ou não tenham o mínimo "interesse público".
2. Durante a pré-campanha eleitoral, tomámos diversas iniciativas de que sempre informámos previamente toda a comunicação social* - e não obtiveram qualquer cobertura noticiosa televisiva - com destaque para uma jornada Braga-Lisboa em bicicleta, ao longo de 6 dias do mês de Agosto. E até a grande aposta da SIC «Gato Fedorento esmiuça os sufrágios», com um escopo claramente político, nos discriminou, não agradecendo sequer o seguinte soneto que lhes remeti:

a velha politica portuguesa esmiuçada... já fede
fedia o analista português,
mormente em se tratando de política,
e alguém teve visão apocalíptica:
"mandou-lhe" à pinha c'um gato maltês

... ou não. Mas fedorento era... eram três
... ou quatro duma raça analítica
... ou esmiúcica, de linha jesuítica
... ou laica, e na idade dos porquês.

O certo é que chamaram à chacota
A nata da Maçada, um presidente...
(Mau grado, enfim, os ares já de cota)

A pontos que «igualdade (de) tratamento»
Cá nesta democrácia defunta...
É ser chamado aos «gato fedorento»!

Em rigor, porém, a falta de um agradecimento não chegaria a ser descriminação - é "apenas" falta de educação.


3. Publicámos em 7 de Julho no nosso blogue** uma síntese da nossa posição em relação ao jornalismo televisivo. Aí expressamos a nossa incompreensão perante a diferença de tratamento em relação a outros partidos recentemente criados... mas em Lisboa. E manifestámos também a nossa estranheza pela não transmissão de uma reportagem efectivamente gravada pela RTP no dia 22 de Abril no Parlamento. O assunto era tão polémico que a relatora da comissão
que o analisou, a deputada Helena Terra do PS, no seu relatório sobre nós escreveu que acusámos, afrontámos e ofendemos o Parlamento. E mesmo assim - ou talvez por causa disso - a televisão pública que gravou a peça entendeu afinal não a transmitir. Não convinha...

4. Durante a campanha eleitoral, a nossa maior queixa visa precisamente uma decisão - em nosso entender - injusta da CNE. No dia 16 de Setembro a CNE impediu a transmissão do primeiro tempo de antena do PPV na TVI por alegadamente o termos entregue naquela estação umas 22 horas antes de ir para o ar, e não exactamente as 24horas que previa o "regulamento". Esta atitude da CNE, que não esqueceremos, mereceu e merece ainda o nosso mais veemente protesto. Escudando-se numa interpretação literal de um regulamento cujo espírito é exactamente o de procurar garantir que as diferentes candidaturas podem emitir a sua mensagem política nas melhores condições, e estando garantido que a TVI tinha todas as condições e mais algumas para mandar para o ar o referido "tempo de antena" do PPV, a sua proibição por parte da CNE minou de forma muito grave a nossa confiança na isenção desta Comissão. Também manifestámos a nossa discordância com o critério seguido pela CNE na escolha dos tempos a cortar quando vimos recusada a nossa lista em Lisboa. E mantemos.

5. Além disso, os portugueses não compreendem que os «tempos de antena» televisivos tenham passado para o período de "antes do telejornal" com a anuência da C.N.E. Esta comissão investe fortemente no apelo ao voto, com anúncios em autocarros, no metro, em jornais, revistas e televisões mas depois não zela tão diligentemente como podia, para que os portugueses, que supostamente quer que vão votar, sejam pelos partidos convenientemente informados das respectivas propostas... É o que se depreende de ter aceite que os tempos com manifesto conteúdo político sejam "atirados" para um horário com menor audiência, depois de nos primeiros anos da democracia, os portugueses se terem habituado a ver os tempos de antena, ao fim do jantar após o "telejornal".
6. Conforme tem sido amplamente noticiado, o chamado caso «PT / TVI» encerra talvez a maior e mais bem-sucedida operação organizada de manipulação da informação no "Portugal dito democrático". Com o afastamento consumado de Manuela Moura Guedes do «Jornal de Sexta» e de José Eduardo Moniz das funções de Direcção até então desempenhadas, a sanidade do ambiente televisivo em que decorreram as eleições legislativas ficou, no nosso entender, gravemente ferida. Perante uma manipulação de uma tal dimensão, parece-nos que resultará completamente absurdo um relatório com minudências sobre os segundos consagrados ao partido A ou B, mas que acabe por deixar em claro, para memória futura, uma operação montada por homens de mão do Secretário-Geral do Partido Socialista, que resultou na mudança de linha editorial da estação televisiva líder de audiência, particularmente do seu «Jornal de Sexta». Prove-se ou não a existência de ordem directa de José Sócrates, qualquer dúvida ficará desvanecida pela simples enunciação do clássico «quid prodest?»

7. A partir deste momento, adicionaremos o endereço cne@cne.pt (ou outro que entretanto nos indicarem) à nossa lista de contactos de imprensa garantindo assim que qualquer dos nossos comunicados e informação será convenientemente recebido no vosso Observatório do Pluralismo Informativo ao mesmo tempo que nos jornais, rádios, blogues e televisões do país. Assim podereis fazer o vosso trabalho e nós o nosso, o qual, face às naturais limitações organizativas, não contempla por ora a elaboração e execução de um «plano de campanha» nem, infelizmente, um registo exaustivo das acções e contactos estabelecidos.

Atentamente,
Luís Botelho Ribeiro

* anexamos lista dos nossos contactos email junto da imprensa.
** cf. http://portugalprovida.blogspot.com/2009/07/as-televisoes.html

Assunto Eleição da Assembleia da República de 27 de Setembro de 2009
A fim de permitir a apreciação do tratamento jornalístico conferido às candidaturas no
âmbito da eleição em referência, solicito e agradeço a V. Ex.a que, com a brevidade
possível, seja enviado a esta Comissão o programa de campanha e das acções
realizadas por esse partido, com referência ao período de campanha eleitoral (de 13 a
25 de Setembro de 2009), bem como a indicação daquelas que foram comunicadas aos
órgãos de comunicação social e a identificação destes.


nota: teor da posição do PPV actualizado a 26.07.2010

segunda-feira, 19 de julho de 2010

contra a obrigatoriedade da Educação Sexual


Mais uma vez a sociedade civil se manifesta contra a imposição da E.S. nas escolas segundo o modelo dos "profetas" do movimento internacionalista a favor do aborto, eutanásia e eugenia.

Assim, recomendamos a todos os nossos amigos - se ainda o não fizeram - a assinatura da nova petição a favor da liberdade educativa, a favor dos Direitos das Famílias, clicando aqui.

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Vale a pena ler o artigo de opinião do Prof. João César das Neves, sobre o mesmo assunto (clicar aqui).

domingo, 18 de julho de 2010

direita + esquerda = pro-Vida

Um comentário que li no blogue «do Portugal Profundo» dizia que a candidatura do Professor Botelho Ribeiro (BR) é de direita! Eu respondi que isso não é verdade. É uma candidatura que não é propriedade da direita! BR irá obter muitos votos de pessoas com ideais de esquerda, mas que não partilham de princípios que defendem a morte (o aborto) e a confusão sexual, com alteração das leis naturais e a ameaça da continuidade da espécie no nosso País (ver "Inverno Demográfico").
Pessoas como eu, que continuam a acreditar que a defesa da família passa pela defesa dos direitos básicos (pão, saúde, habitação e educação), não sabiam em quem votar, porque não queriam votar em Cavaco e também não podiam votar naqueles que se apoiam no "socialismo" de Sócrates. Agora podemos votar em alguém que terá apoio de todos os que se sentem inclinados para um estado verdadeiramente solidário, mas que acreditam na doutrina social da Igreja e sabem que têm do seu lado a força da razão.
Seguramente que Botelho Ribeiro não me desmentirá.

Carlos Sousa

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Cristiano Ronaldo pai

Muita polémica tem envolvido o caso do filho de Cristiano Ronaldo. Afirmando embora que a vida é sempre uma boa notícia e que estas questões são no essencial do foro privado das famílias, o PPV não pode deixar de manifestar a sua apreensão pelo facto de, segundo a versão noticiada, esta criança estar "condenada" a crescer sem acesso à sua verdadeira mãe, quem quer que ela seja.

Neste "admirável(?) mundo novo", o dinheiro e a riqueza - bem ou mal distribuída - não pode tornar-se o meio para nos furtarmos às obrigações mais elementares da solidariedade humana e familiar. Havendo esse risco, como o caso presente parece ilustrar, é nosso dever reafirmar "urbi et orbi" aquilo em que creditamos residir um pilar essencial da dignidade e direitos da criança:

«o direito à sua mãe e ao seu pai».

Lisboa...

Para certos grupos, em Lisboa, o que quer que nasça a norte não existe.
Depois surpreendem-se com a multidão às portas do castelo...

Desta feita, certos grupos e "destacadas personalidades" pro-vida, desenganados da candidatura da candidatura que todos queríamos, entretêm-se a lançar nomes de barões assinalados... lisbonenses, obviamente... Ele é Ribeiro e Castro, ele é Santana Lopes, ele é... D. Sebastião!

O movimento da "província" não conta, não existe, não se apoia.
Mas falam de «unidade».
Qual unidade?...

terça-feira, 6 de julho de 2010

uma candidatura pro-Vida nas presidenciais


Alguns ainda pensam que a Família não é um tema nobre de discussão política... e só falam de défices, orçamentos, índices e "ratings".

Alguns ainda acham que a Vida Humana, da concepção à morte natural, só interessa à política... se convenientemente "arrumada" em categorias etárias: em que umas podem viver e as outras podem descartar-se.

Alguns ainda teimam que «este país não é para os novos»... e empurram muitos jovens portugueses para a emigração, para uma "família adiada" com bolsas, subsídios, recibos verdes e...
desemprego qualificado.


Neste difícil momento histórico, o movimento Portugal pro Vida (PPV) nasceu no norte e tem vindo a conquistar a simpatia de cada vez mais portugueses, que já não confiam na "versão oficial" dos políticos instalados. O PPV, pelo contrário, tem convidado os portugueses a considerar à luz dos Valores da Vida e da Família as verdadeiras causas dos nossos maiores problemas colectivos:

- O inverno demográfico tem vindo a tornar-se um factor determinante da crise instalada: tem de ser encarado e superado com políticas de promoção da Família, não da sua degradação;

- Com o aumento dos dependentes de prestações sociais, a população activa tem cada vez mais dificuldade em sustentar a "Segurança Social": as famílias assumem-se como a verdadeira "Segurança Social" perante o crescente flagelo do desemprego;

- A liberalização do aborto, a degradação do casamento(divórcio unilateral, casamento homossexual) e a deseducação sexual obrigatória nas escolas - são alguns exemplos de
políticas experimentais de reengenharia social, fracturantes e, de certo modo, terroristas, impostas por dirigentes irresponsáveis, indiferentes ao agravamento da situação social;

- O despesismo governamental e a alta-corrupção do Estado continuam a ser pagos com o empobrecimento das famílias;

- Uma visão centralista do Estado e da Sociedade portuguesa continua a drenar as energias demográficas e criativas do interior do país, comprometendo o desenvolvimento das regiões onde ainda há condições para uma maior «qualidade de vida»,
enfraquecendo a Sociedade Civil;

- Uma visão complexada da história portuguesa continua a dificultar as vias de cooperação social e económica com o mundo da lusofonia;


Como é sabido, nos últimos meses, o PPV promoveu uma série de reflexões e consultas tendentes a garantir a presença de uma voz pro-Vida e pro-Família no debate político que se avizinha, com a campanha para a Presidência da República. Porquê?

  1. Porque acreditamos em Portugal
  2. Porque acreditamos na Família
  3. Porque acreditamos nos portugueses

Perante o não avanço de qualquer das personalidades escolhidas pelo "povo pro Vida" em consulta aberta no nosso blogue oficial, a direcção nacional do PPV, em reunião de 29 de Junho, decidiu avançar com uma campanha nacional tendo em vista a candidatura do seu responsável-geral, o Prof. Luís Botelho Ribeiro.

Assim, vimos por este meio convidar todos os cidadãos de boa vontade a que, identificando-se com os nossos Valores, nos ajudem a reunir o mais rapidamente possível as assinaturas necessárias para o efeito, imprimindo e preenchendo a proposta de candidatura. Em cada folha podem inscrever-se até três proponentes da candidatura, cidadãos devidamente recenseados. Pretendemos, deste modo, reduzir gastos e o consumo de papel. Os campos a sombreado devem ser preenchidos pelo próprio punho de cada proponente, podendo os restantes ser preenchidos pela pessoa angariadora.


A seu tempo será apresentado o programa completo da candidatura. Em resumo, eis os principais objectivos da campanha presidencial pro-Vida LuisBotelho2011:

  1. Representar o pensamento e propostas políticas da Doutrina Social da Igreja no debate dos caminhos de futuro para Portugal que estas eleições proporcionam

  2. Defender uma interpretação constitucional plenamente conforme aos sentimentos, valores e anseios mais profundos dos portugueses: dignidade, solidariedade, liberdade.

  3. Dar a todos os que defendem na teoria e na prática os Valores da Vida e da Família uma possibilidade de voto de acordo com a sua consciência

  4. Questionar o modelo de desenvolvimento do nosso país, propondo um sistema mais inclusivo para as novas gerações, para todas as regiões, para as famílias que querem ter filhos mas vêem no Estado mais um obstáculo que um amigo


Para despertar consciências adormecidas,

para conseguir tempo de antena para os nossos Valores e ideias... .. a sua colaboração é importante.

Por favor, imprima duas, cinco ou dez folhas - as que quiser.
Depois de as dar a assinar a familiares, amigos ou colegas, que comunguem desta Causa, por favor envie-nos por correio para a morada no respectivo rodapé.

a Causa da Vida agradece... .. e Portugal engrandece.