sexta-feira, 1 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
demissão do primeiro-ministro - COMUNICADO da Direcção Política
2. Perante o cenário criado, o PPV dispõe-se a apresentar-se a eleições legislativas antecipadas se for essa a decisão do senhor Presidente da República, levando aos portugueses um programa de restauração de uma «política de valores», de promoção da Vida e da Família, reconhecendo o esforço de quantos com sacrifício próprio - e apesar do governo - lutam pela sustentabilidade demográfica e social de Portugal.
3. Repudiamos a postura da chanceler alemã Angela Merkel para com Portugal nos últimos tempos, especialmente na sequência do pedido de demissão de José Sócrates. Recorrendo a um argumentário típico de qualquer usurário, e presumindo um direito - que não lhe reconhecemos - de ingerência na política interna portuguesa, esquece deliberadamente alguns factos da maior importância e de sua exclusiva responsabilidade:
- o seu apoio a José Sócrates prolongou desnecessariamente a sobrevivência política deste, atrasando gravemente a recuperação da credibilidade do estado português, inapelavelmente indexada à credibilidade (ou falta dela) do primeiro-ministro demissionário. O último "balão de oxigénio" oferecido na recente visita de vassalagem a Berlim, foi apenas o último acto de uma já longa tragédia;
- a obstinação no seu apoio a Sócrates acumulada com o "mau perder" hoje (24.03) evidenciado perante o seu afastamento, deixam por demais evidente o seu interesse em manter no lugar o político que, tão volátil noutras decisões, neste caso manteve os seus compromissos inconfessados com a economia alemã. Vendendo o futuro do seu povo em troca de alguns milhões de marcos alemães para comprar TGVs alemães, Sócrates manteve a sua obstinação até ao fim, indiferente ao seu próprio «povo à rasca», a braços com os cofres do Estado vazios e as contas para pagar aos credores;
- a falta de subtileza e sentido de decência leva a mesma chanceler Angela Merkel (que os portugueses não reconhecem nem elegeram) a apressar-se a chamar o líder da oposição e presumível sucessor de Sócrates, repetindo-lhe o seu "Diktat".
Perante tudo isto, o PPV sente-se na obrigação de vir a público afirmar a sua convicção de que há responsabilidades a partilhar comunitariamente pelas dívidas contraídas por Portugal, e por outros países em dificuldades, para financiar projectos que, em larga medida, não serviam os seus interesses mas sim os de quem precisava de nos "impingir" as suas tecnologias, incapaz de as rentabilizar com base apenas no respectivo mercado interno.
Não é moralmente aceitável - e por isso não acontecerá - que duas ou três novas gerações em Portugal tenham o seu futuro comprometido porque nas décadas de 1990 e 2000 a classe política portuguesa se vendeu aos interesses de terceiros, esquecendo os legítimos interesses e aspirações do seu próprio povo.
Os portugueses podem contar com o PPV para a construção de um futuro de esperança para Portugal no quadro da Europa e da Lusofonia.
PPV - Direcção Política Nacional
Guimarães, 24 de Março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
desfecho do processo na ERC
Conforme informámos em Janeiro, o PPV havia sido alvo de uma denuncia que podia levar ao seu silenciamento agravado por uma coima até 375.000 euros:
http://portugalprovida.blogspot.com/2011/01/querem-silenciar-o-ppv-acorda-portugal.html
Acabamos de receber uma notificação de que o processo não seguirá adiante, posto que o PPV não violou a lei da televisão. O teor completo da deliberação pode ser consultado nos links disponíveis no final deste texto.
O caso, porém, pode não acabar aqui uma vez que a ERC faz seguir a deliberação para a Assembleia da República "para os efeitos tidos por convenientes", ou seja, possivelmente para que a Lei seja revista no sentido de, no futuro, ser penalizado o que agora se verificou não ser ilegal.
A deliberação completa merecerá leitura atenta da comunidade jurídica pois é possível que, como alertámos no nosso "contraditório", pela primeira vez uma entidade do estado português tenha reconhecido que o aborto, realizado e pago pelo estado, é «chocante e violento». (ponto 1 da Deliberação) É evidente que as imagens (mostrando o resultado do aborto) só podem ser
consideradas «chocantes e violentas» se os actos que as produziram também o forem. O contrário seria um perfeito absurdo. E talvez por essa razão a ERC não desejasse entrar num processo contra o PPV no qual esta questão não deixaria de ser devidamente debatida diante dos portugueses.
Pela nossa parte, analisaremos a possibilidade de ainda vir a questionar esta deliberação, no sentido de esclarecer cabalmente um conjunto de contradições e insinuações que deixa no ar.
DELIBERAÇÃO 9/CONT-TV/2011 (E.R.C.) - parte I
DELIBERAÇÃO 9/CONT-TV/2011 (E.R.C.) - parte II
sexta-feira, 4 de março de 2011
Convocatória - Convenção Nacional do PPV para eleger nova Direcção
Se à hora marcada não existir um quorum mínimo (metade mais um), a Assembleia terá início meia hora mais tarde com qualquer número de presentes. Após uma breve apresentação do programa da lista ou listas concorrentes, proceder-se-á à eleição por voto secreto.
Serão admitidas a votação quaisquer listas de 10 filiados, 5 efectivos mais 5 suplentes conforme prescreve o art.º 22. As listas deverão ser apresentadas até 3 dias antes das eleições, isto é, até ao dia 13 de Abril.
A apresentação pode fazer-se das seguintes formas:
1. por email para o endereço electrónico jcareias@med.up.pt, com conhecimento aos restantes elementos da mesa:
Carlos Varandas (carlosfnv@iol.pt) e Andreia de Jesus (andreia.jesus3712@gmail.com).
2. por via postal para o endereço seguinte:
Prof. José Carlos Areias
Rua Helena Vieira da Silva 374 E7/ -1d
4450 - 590 Leça da Palmeira
Porto, 4 de Março de 2011
O Presidente da Mesa da Convenção Nacional,
José Carlos Areias
> * Artigo 9.º
> 1. Em caso de vacatura da maioria dos membros de cada órgão, depois de
> esgotados os respectivos suplentes, deverão realizar-se eleições para o
> preenchimento das vagas verificadas no prazo máximo de um mês e a posse
> deverá ter lugar nos 30 dias subsequentes à eleição.
> 2. O termo do mandato dos membros eleitos nas condições do número anterior
> coincidirá com o dos inicialmente eleitos.
Uma escola para angola - final feliz
Recebi hoje uma alegria que quero e devo partilhar convosco que contribuistes ou de alguma forma ajudastes a divulgar o apelo «uma escola para Angola». Recebi hoje as primeiras fotografias da escola já com o telhado e portas. Em breve há-de estar pronta a receber muitos «meninos (e meninas) do Huambo» ávidos de aprender «coisas de sonho e de verdade», como dizia a canção do Paulo de Carvalho. Ontem mesmo recebi um telefonema de lá a relembrar-me da necessidade de formação contínua dos professores. Sei que com as salas prontas, teremos igualmente muitas solicitações nesse sentido - eles contam connosco e, segundo o relato do Prof. Salomão, já se pré-inscreveram 1800 professores de toda a região...
Hei-de precisar, pois, de reunir um conjunto de formadores disponíveis para graciosamente, via internet, partilharem os seus conhecimentos via internet com aqueles que do lado de lá do mar querem prestar um melhor serviço às crianças e jovens que lhe estão confiados. Confio que conseguiremos, como no passado, mobilizar a generosidade dos portugueses para, desta feita, partilharem o valor imaterial do seu saber e experiência com os nossos irmãos de Angola.
Mas agora a hora é de alegria partilhada e de um grande abraço de agradecimento por aquilo que se conseguiu começar, com a nossa pequena ajuda e a boa-vontade dos angolanos que, perante a nossa iniciativa, se mobilizaram para fazer o resto. Em anexo uma foto de como a Escola da missão do Tchinjenje se encontrava antes e como já se encontra agora.
Bem hajam,
Luís Botelho
quinta-feira, 3 de março de 2011
Petição pelo direito à vida... dos pequenos partidos

MPT – PCTP-MRPP – PDA – PH – PNR – POUS – PPM – PPV
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
in memoriam Bernard Nathanson
Faleceu no passado dia 21 o Dr. Bernard Nathanson, convertido de abortófilo em grande activista pro-Vida nos anos 70, após ter observado (via ultra-sons) um bebé a tentar escapar ao dispositivo abortivo.
Foi esta sua experiência pessoal que deu origem ao famoso filme "silent scream", de que o PPV apresentou um extracto no seu tempo de antena exibido na RTP em Outubro, o que nos "valeu" uma denúncia e um processo tendente ao seu silenciamento, ainda em curso na ERC.
Por tudo isto, a Direcção Nacional do PPV presta a sua homenagem ao Dr. Bernard Nathanson e apresenta condolências à sua família e a todo o movimento pro-Vida nos Estados Unidos.
inverno demográfico é...
De 1,2% do PIB em 1960, a despesa social passou para 17,6% do PIB em 2009!!!
Assim, como o PPV tem defendido, a salvação do Estado Social não pode estar senão na recuperação demográfica do país, na defesa da Vida e da Família, contra o suicídio colectivo das políticas fracturantes Sócrates-BE... (literalmente) estéreis!
Da Igreja católica, especialmente depois da próxima substituição de D. José Policarpo e de outros bispos, pede-se maior clareza, coragem e distanciamento em relação ao "nacional-socratismo-soarismo".

(fonte PORDATA)
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Desburocratizar a Vida
Tudo isso para quê? Para seguir directamente para o lixo ou ir tudo parar a uma resma de papéis que ninguém lerá (a não ser que ande à procura de algum pretexto para...). Que o verdadeiro controlo nem o Banco de Portugal o faz como devia - é coisa que todos sabemos. Caso contrário nem o BPP nem o BPN teriam andado em roda livre e chegado ao ponto a que chegaram... e ao bolso de todos nós.
Por isso, se não é verdadeiramente para ajudar as coisas a correr melhor, senhores burocratas e complicocratas, dêem-nos a todos um pouco de paz, deixem-nos trabalhar.
E se não nos atrapalharem tanto, até somos capazes de apresentar um pouco mais de produtividade. Aí uns 10 a 15%, tranquilamente - o tempo que hoje nos obrigais a perder com tarefas da treta...
Luís Botelho
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
consigne 05% do seu IRS a uma IPSS pro Família
Este é apenas um primeiro exemplo:
Ao preencher o seu IRS, pense FAMÍLIA !!!
Já pensou que, segundo a Lei 16/2001, pode ajudar com 0,5% do seu IRS uma Instituição de Solidariedade Social da sua escolha?
Isto, sem encargos nenhuns da sua parte?
Apoie a Associação Família e Sociedade!
http://www.familiaesociedade.org/
A Associação Família e Sociedade é uma IPSS que trabalha em apoio e defesa da família, nomeadamente:
· na divulgação dos métodos de regulação natural da fertilidade, para conseguir ou evitar uma gravidez
· na formação para pais, professores e adolescentes em educação da sexualidade.
Para tal, basta-lhe preencher no anexo H, quadro 9, com o nosso NIPC 506.858.049sábado, 12 de fevereiro de 2011
mais cidadania
mais cidadania
Os cidadãos abaixo-assinados dirigem-se à Assembleia da República, enquanto órgão constitucional representativo dos portugueses, considerando que:- uma verdadeira democracia se constrói mediante a abertura de canais de participação aos cidadãos individualmente ou agregados em grupos e partidos constituidos segundo um conjunto de Valores partilhados;
- a história das sociedades humanas tem demonstrado que a qualidade da democracia tem um forte impacto nos níveis de desenvolvimento dos povos, donde ressalta a importância do investimento na melhoria da legislação reguladora da participação cívica em Portugal e na Europa, em ordem à elevação a prazo dos nossos padrões de desenvolvimento;
- sendo obrigação geral do Estado «reformar e melhorar a legislação» segundo critérios de «bem comum», de sustentabilidade ambiental e social, de respeito pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, a crescente consciência global - potenciada pela democratização do acesso à internet – levará os povos a reclamar na rua os direitos sonegados por instituições incapazes de os representar, como prova a onda democrática que tem varrido a Tunísia, o Egipto e outros povos, a sul e a norte do mar Mediterrâneo;
Solicitam que a Assembleia da República legisle no sentido de:
1. limitar o número de mandatos executivos consecutivos a um máximo de dois, à semelhança do que a lei prevê para o cargo do Presidente da República;
2. assumir em definitivo o combate ao binómio corrupção – burocracia, enquanto elementos desmoralizadores da sociedade e bloqueadores do desenvolvimento;
3. ser criada a figura do «provedor do cidadão» ou «observatório da democracia» com a missão de atender, analisar e acompanhar as propostas dos cidadãos no sentido da melhoria da qualidade da democracia portuguesa e europeia, promovendo a reaproximação entre os cidadãos e as instituições;
4. permitir o voto aos jovens a partir dos 16 anos;
5. adoptar o «voto electrónico», permitindo aos cidadãos votar em qualquer concelho, mediante a apresentação do cartão de cidadão;
6. garantir o respeito efectivo dos preceitos de “igualdade de tratamento” das candidaturas pela comunicação social de “serviço público”;
7. obrigar ao depósito junto do Presidente da República dos programas eleitorais em eleições legislativas (nacionais/regionais) para verificação do respectivo cumprimentos pelo governo eleito em vista do “normal funcionamento das instituições”;
8. melhorar a representatividade dos pequenos partidos através de um sistema de recolecção dos votos obtidos dos círculos em que não elegem para os círculos onde possam eleger algum deputado ou, em alternativa, criando um grande círculo eleitoral nacional;
9. garantir a liberdade de organização dos cidadãos em pequenos partidos, com um mínimo de 1000 militantes, aos quais, se não atingirem as condições para obter financiamento público ou dele voluntariamente prescindirem, seja permitido i) um regime contabilístico simplificado, ii) um regime de isenção de IVA semelhante ao dos outros partidos, iii) que a primeira instância de controlo dos órgãos dirigentes seja confiada aos seus filiados reunidos em Assembleia Geral, como em qualquer associação, não ao Tribunal Constitucional, à Entidade de Contas ou à Entidade Reguladora para a Comunicação Social;
10. permitir aos cidadãos apresentar candidaturas individualmente ou em listas sem incorrer em quaisquer custas com certidões (p. ex. certidão de cidadania portuguesa originária, registo criminal, certidão de nascimento, etc.) e correspondência postal – devidamente identificada - para tal efeito trocada com quaisquer entidades públicas, combatendo-se assim a discriminação de base geográfica e assegurando melhor a igualdade de oportunidades;
11. permitir aos cidadãos ver certificada a sua capacidade eleitoral através da simples declaração do número de eleitor, freguesia e concelho, podendo as autoridades administrativas ou judiciais verificá-la através dos meios de consulta - normais e/ou especiais – ao seu dispor, como já sucede com a “certidão electrónica”;
12. garantir o acesso por qualquer cidadão aos relatórios dos auditores e às declarações de prestação de contas de qualquer partido político ou candidatura, incluindo a lista de todos os doadores e montantes doados, permitindo-se assim formar o seu próprio juízo e analisar criticamente os reportes da comunicação social;

viva a Liberdade, viva o povo do Egipto
ontem na Tunísia,
hoje no Egipto.
amanhã aqui?...
«As câmaras municipais de Alenquer, Braga, Reguengos de Monsaraz e Vila Nova de Poiares têm o mesmo presidente desde as eleições de 1976»
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Estes "pequenos Mubaraks" e, já agora, também o rei da Madeira (desde 1978) deixam a milhas o do Egipto, no poder "apenas" desde 1981.
As escolas ensinam que a Portugal não chegou o feudalismo... Era uma questão de tempo - afinal só chegou agora!
E Angola, até quando? Sete de Março???
sábado, 5 de fevereiro de 2011
civilização da morte... até quando, Portugal?
AS PRIORIDADES DO ABORTO E DE QUEM O PRATICA
Vou contar-vos uma história muito triste. Era uma vez, na Primavera de 2010, uma jovem de 35 anos, casada, com dois filhos, Sandra Pontes Kaizeler, que foi fazer exames clínicos ao Hospital de Setúbal, o mais perto que há nas cercanias de Palmela, onde reside, e ficou a saber que tinha um problema oncológico no colo do útero, pelo que teria de se submeter a uma cirurgia para o resolver. Operada em Junho, com sucesso, segundo lhe disseram no hospital, teve alta, o vírus que causou a malignidade da doença fora neutralizado, pelo que lhe foi dito que fizesse exames daí a três meses, recomendação que seguiu em finais de Outubro. Face aos resultados, conhecidos em Novembro, decidiram então fazer-lhe uma biopsia por terem detectado a persistência do vírus que originou a ferida no colo do útero, o que prefigurava uma recidiva. Em consequência, o cirurgião, Dr. Sacramento, marcou-lhe segunda intervenção para daí a dois meses, mais precisamente no dia 25 de Janeiro de 2011, e a Sandra entrou de véspera no mesmo Hospital de Setúbal para os preparativos. Acordou na manhã do dia seguinte decidida a atravessar mais essa provação, que teria lugar cerca das treze horas, conforme lhe foi dito. Porém, ao meio-dia e meia hora, efectuados os preparos pré-operatórios, pronta para seguir para o bloco, comunicaram-lhe que afinal a intervenção fora cancelada, em virtude de terem surgido outras pacientes no serviço de cirurgia ginecológica daquela unidade hospitalar, cujo atendimento era prioritário sobre as restantes.
O Dr. Sacramento, o mesmo que sempre acompanhou o seu caso, insurgiu-se prontamente, dizendo da sua indignação, já que não fora para fazer abortos que andara tantos anos a cursar Medicina, nem aceitava passar à frente de doentes com problemas do foro oncológico algumas mulheres descuidadas nas suas relações sexuais, chegando ao ponto de não se apresentar junto da jovem em questão, filha de uma senhora que me é próxima há mais de quarenta anos, para lhe dar a respectiva alta, por se encontrar profundamente envergonhado, tarefa que acabou por caber à directora do hospital, Dra. Teresa Matos, que explicou à protagonista deste tristíssimo episódio nada poder fazer, por o sucedido decorrer do que a lei estipula de acordo com as indicações do Ministério da Saúde.
Na sequência desta aberrante situação foi-lhe marcada uma outra data, 15 de Fevereiro, para a cirurgia que lhe haviam dito ser urgente. No entanto inesperada e surpreendentemente, através de um telefonema recebido no dia 3 de Fevereiro, ficou a saber, não sem alguma estupefacção, que a mesma fora adiada para o dia 8 de Março. Justificadamente revoltada, Sandra Kaizeler dirigiu-se à sua médica de família, Dra. Suzete Polónia, que se quedou igualmente indignada com o sucedido, tanto mais que, segundo disse, os custos decorrentes de todo este imbróglio comportam, não um, mas dois internamentos, não um, mas dois preparativos pré-operatórios, tudo traduzido num aumento dos custos para o estado, quando o assunto poderia e deveria ter ficado resolvido na data certa, não fora a inqualificável prioridade concedida a mulheres descuidadas, chegando mesmo a Dra. Suzete Polónia a ironizar, por meio de uma sugestão para que ela engravidasse e se apresentasse no dito hospital para abortar -- talvez assim passasse a ser merecedora de atendimento urgente!
E assim termina, para já, esta história, impensável numa sociedade que se pretende democrática e civilizada, num hospital português, no começo da segunda década do século XXI, em que mulheres que sofrem de problemas oncológicos, resolúveis apenas por meio de cirurgia, são secundarizadas por outras que de nada padecem e não podem aguardar que as safem das consequências do seu desleixo no que toca a essa apreciadíssima decisão que é terem relações sexuais sem tomarem as devidas precauções. Que desgraça de país este em que transformaram Portugal e que desgraçadas são algumas das suas mulheres!"
*by João Braga on Friday, February 4, 2011 at 3:20pm





