terça-feira, 17 de maio de 2011

PPV na TV e rádio

A partir dos estúdios do Porto (porque os candidatos do PPV prescindem do direito de "dispensa de serviço"), na 4ª feira, a partir das 22h00, Luís Botelho estará em directo no "Hoje" da RTP2, com Cecília Carmo, Sandra Felgueiras e António Esteves.


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Carmo Castro representa o PPV na SIC noticias, no Jornal das 10h do dia 22 de Maio - Domingo.


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Leonardo Silva, cabeça de Lista por Braga, estará no Porto-Canal dia 26 às 23h00; João Cruz, cabeça por Viana do Castelo, em data a confirmar e Helder Sousa, cabeça de lista pelo Porto, representa o PPV no PortoCanal dia 30 de Maio pelas 20H45.


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Luísa Fadista, cabeça de lista do PPV em Évora, será entrevistada dia 19, 5ª feira, pelas 16h30 na rádio Diana.


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Na 5ª feira, entre as 16h00 e as 17h00, será transmitida pela RDP-Antena1 a entrevista de Luís Botelho com a jornalista Maria Flor Pedroso.

Felicitações ao F.C.Porto e S.C. Braga

O movimento Portugal pro Vida felicita os clubes portugueses que no dia 18 de Maio disputarão a final da "Liga Europa": o Futebol Clube do Porto e o Sporting Clube de Braga. Num momento de particulares dificuldades para as famílias, possa a conquista inédita do acesso à final por dois clubes do mesmo país - Portugal - insuflar uma dose acrescida de auto-motivação e auto-estima nos portugueses.

Neste contexto, cabe uma referência ao pensamento do Papa Bento XVI que a propósito de um mundial de futebol escreveu:

«A liberdade do jogo, quando realizada de forma correcta, transforma a seriedade do jogo contra o adversário em liberdade, logo que o jogo termina. Os espectadores identificam-se com o jogo e com os jogadores, e participam no seu empenho e na sua liberdade, ora apoiando, ora protestando. Assim, os jogadores tornam-se símbolo de suas vidas. Isto reflecte-se nos próprios atletas. Eles sabem que os homens se sentem em si representados e confirmados.

Naturalmente que tudo isto pode ser adulterado por uma mentalidade comercial, que tudo submete ao rigor sombrio do dinheiro. Assim, o desporto deixa de o ser e transforma-se numa indústria, um mundo fictício de dimensões assustadoras. Mas mesmo este mundo fictício não poderia subsistir, se não tivesse um substrato positivo, subjacente ao jogo: o exercício preliminar da vida e a travessia da vida como caminhada em direcção ao paraíso perdido. Em ambos os casos, trata-se de procurar uma disciplina para a liberdade. Na aceitação de regras da convivência, nos confrontos e no encontro consigo mesmo. Na medida em que reflectimos nisto, tendo o jogo como ponto de partida, talvez possamos aprender de novo a vida. No jogo torna-se claro algo fundamental: o homem não vive só de pão.»
Na realidade, o mundo do pão não é mais que a antecâmara do que é efectivamente humano, o mundo da liberdade. Mas a liberdade vive de regras, da disciplina que a convivência e a recta oposição, a independência do êxito exterior e da arbitrariedade nos ensina, tornando-nos, assim, verdadeiramente livres.»

Bom jogo, boa final de Dublin ao Porto e ao Braga.
são os votos sinceros do PPV

PPV propõe debate directo entre cabeças de lista em Lisboa

(texto do desafio enviado na 2ª feira, 16 de Maio a todos os partidos)

Digníssimos oponentes nesta eleição por Lisboa,


Acabamos de vos endereçar um convite que, esperamos, acolhereis favoravelmente a bem da Democracia. Pensamos que será extremamente esclarecedor para os eleitores de Lisboa poder confrontar directamente as posições do PPV com as de Ferro Rodrigues, Fernando Nobre e Teresa Caeiro, entre outros.

Conhecimento deste mesmo convite/desafio foi já dado a várias instituições e à comunicação social, de cujo apoio e cobertura para este evento não duvidamos.

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entrevista a Maria das Dores Folque - PPV Algarve


Entrevista de Edgar Pires do jornal «Região Sul» (RS) a Maria das Dores Folque (MDF-PPV)
RS: Quais são as principais propostas da candidatura do PPV em relação ao Algarve?

(MDF-PPV) As legislativas respeitam a todo o Portugal, onde se inclui a nossa região algarvia. Nestas eleições, decidem-se os destinos do nosso país, que se sentirão obviamente entre nós, que vivemos no Algarve. As linhas-mestras do PPV apontam para uma cultura de respeito pelo ser humano. Nesta matéria, muito há a (re)fazer. Vivemos um tempo em que o mundo laboral, a cultura materialista e a classe governativa nos conduzem a uma crescente desumanidade, em total contradição com os valores que sempre foram próprios da sociedade portuguesa. Com efeito, assistimos actualmente à marginalização dos idosos, brutalmente apartados das suas casas, de seus amigos e família e encerrados em “lares”, aguardando a morte. Assistimos a bebés que passam dias inteiros afastados de suas mães e seus pais, porque ambos os progenitores se vêm obrigados a trabalhar fora de casa. Assistimos a crianças de escola e adolescentes passando dias a fio sem a presença dos pais, crescendo em escolas que não os protegem, entregues à maldade de colegas, e desprotegidos de traficantes de estupefacientes e “predadores” da Internet. Assistimos a um crescente número de jovens usadas e descartadas por colegas e “namorados”. Assistimos a seres humanos recém-concebidos a quem lhes é tirada a vida ao abrigo de leis assassinas. Assistimos também a uma (des)educação estatal de perversão obrigatória de crianças, adolescentes e jovens (“educação sexual). O Algarve tem aqui uma palavra a dizer. As gentes algarvias são um povo dotado do espírito mediterrânico, assente nos valores de amizade, família, amor pela natureza, generosidade e fé. Estes são valores humanos essenciais para qualquer sociedade que queira sobreviver quando há dificuldades como as actuais. Neste âmbito, o Algarve tem muito a contribuir e dar a Portugal. Não nos perguntemos o que tem Portugal a dar ao Algarve mas sim o que tem o Algarve a dar a Portugal. Este é o nosso ponto de partida, esta é a proposta do PPV.


RS: Na última legislatura de dois anos, que análise faz à intervenção do governo na região algarvia?

(MDF-PPV) Uma legislatura, tanto para o Algarve como para o restante país, que apetece esquecer, mas que devemos recordar … para que não se repita.


RS: Que consequências antevê para o país com a intervenção externa?

(MDF-PPV) Uma intervenção externa só acontece quando a governação interna não presta. Quaisquer que venham a ser as consequências desta intervenção, nenhuma delas será pior do que as consequências da lei do aborto de José Sócrates. Esta sim, fatal para o ser humano que é abortado, desastrosa para a mãe e o pai desse ser humano e por último para Portugal inteiro, que fica mais pobre de vida humana, bem mais preciosa do que todos os euros ou dólares que nos possam emprestar.


RS: Qual o seu objetivo principal se for eleito deputado pelo círculo de Faro?

(MDF-PPV) Combater a ideia de que o ser humano tem de se sujeitar a valores que lhe são inferiores. Lutarei pela sigla: “humans first!”

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Reunião do PPV com o Presidente da Cáritas e Confed. Port. Voluntariado

Realizada ao início da tarde de 6ª feira, 13 de Maio, e decorrendo em clima muito cordial, o PPV considera ter sido extremamente útil receber e analisar as propostas da Cáritas, nomeadamente as 6 medidas propostas para atenuar a pobreza - as quais colocou de imediato à consideração dos seus candidatos e filiados, integradas no plano participativo presentemente em discussão interna.

o "sucesso" do governo

por João César das neves

Já tudo se disse sobre o memorando de entendimento entre Portugal e as organizações internacionais. Temos aí um plano, exigente mas equilibrado, para regressar à solidez financeira e crescimento económico. Basta que o próximo governo o assuma como prioridade e vença os grupos de pressão, aqueles que nos trouxeram a esta situação e ainda estão vivos e activos para se protegerem dos cortes.

O mais espantoso neste processo é que, na miríade de comentários, mal se tenha falado do pior problema estrutural do país que, apesar de compreensivelmente alheio ao memorando, está por baixo de boa parte das dificuldades actuais: a decadência demográfica. Portugal tem a taxa de fertilidade mais baixa da Europa ocidental, quase metade do nível de reposição das gerações. Somos um país em via de extinção.

A crise torna essa queda mais patente com o refluxo da imigração, que mascarou a situação, agravado pela retoma da emigração. A ausência de crianças e jovens, que afecta o sistema educativo há anos, sente-se já em múltiplas outras áreas. Falta de produtividade, envelhecimento da população, problemas de segurança social, saúde, assistência, etc., são crescentes. Até a solução da dívida, poupar mais e trabalhar melhor, fica difícil num país com percentagem crescente de idosos. Temos a atenção centrada na solução das futuras condições socioeconómicas, sem haver sequer a certeza de existir um futuro.

Nos últimos anos, o Governo teve uma posição clara e empenhada neste assunto, com decisões fortes e incisivas. Facilitou o divórcio, subsidiou o aborto, promoveu o casamento homossexual, criando assim a mais maciça campanha de ataque e desmantelamento da família da nossa história. Dados os resultados, pode dizer-se que, pelo menos aqui, a política governamental foi um grande sucesso e o Executivo pode orgulhar-se. Deu mesmo cabo do País!

Até no meio da crise financeira, esta campanha ideológica continua imparável. Um exemplo um pouco tonto mostra-o bem. Nas últimas semanas, as ruas foram invadidas por um cartaz, assinado pela Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida e pelo Ministério da Saúde, com uma única mensagem: "Uso preservativo sempre."

Será que os nossos responsáveis querem mesmo aquilo que dizem? Devem os cidadãos usar sempre o preservativo? Mesmo sempre? É isso que a senhora ministra, secretários de Estado, todos os médicos e funcionários fazem na sua vida pessoal e recomendam vivamente aos portugueses?

Imaginem o Ministério das Obras Públicas fazer uma campanha a dizer: "Use capacete sempre." De facto nunca sabemos quando uma coisa nos vai cair na cabeça. Mesmo assim tal propaganda seria paranóica e ridícula. Mas um cartaz desses à entrada das obras ou dirigido a motociclistas faria todo o sentido. Do mesmo modo o Ministério da Saúde tem justificação em recomendar o preservativo nas relações sexuais perigosas e inseguras. Mas não é isso que faz. Ele impõe o preservativo sempre.

Qual a razão por que o Executivo assume que o deboche e a promiscuidade são a condição normal, a ponto de divulgar esta mensagem por todo o País? Não se trata de posição médica ou científica, mas de atitude ideológica. O prazer venéreo é, na doutrina que inspira os nossos governantes, o valor supremo e intocável. Por isso se facilita o divórcio, se torna o aborto barato e acessível, se dignifica a perversão. O País anda aflito mas não poupa nos preservativos.

Até os médicos, que não têm problemas em nos dar ordens em todos os aspectos da vida, hesitam neste tema. Cortam-nos o tabaco, fritos, açúcar e sal, impõem exercício, regulam o sono, determinam os mais pequenos detalhes do comportamento, mas calam-se quando está em causa a líbido triunfante. Aí, o máximo que se atrevem é recomendar preservativo, sem sequer falar sobre a inconveniência de práticas sórdidas, perversas ou desviantes, mas que são sagrada liberdade.

Isto é um pormenor ínfimo, mas muito revelador. As futuras gerações terão muita dificuldade em entender esta tolice. Se chegar a haver gerações futuras, claro.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

bom exemplo do PPV já arrasta

PS, PSD e CDS sem outdoors.

Mas quem precisa de outdoors para desacreditar Sócrates?



Soluções "à portuguesa"...

Antes, as mensagens mais provocatórias era assinadas pela JSD...
...agora o "licor Beirão" faz o serviço!

PPV Lisboa - agenda para 6ª-feira

Amigos, se quiserem associar-se a algum destes momentos e contactar pessoalmente algum dos candidatos que ali participarão, simplesmente... apareçam!

9h00 - entrevista Renascença (Rua Ivens)
10h00 - visita à "Ajuda de Berço" (sede em Alcântara)  - a confirmar
11h30 - visita à FPPV (Rua Artilharia Um)  - a confirmar

15h00 - visita à Cáritas e Confederação Port. do Voluntariado (Pç Pasteur)
16h00 - entrevista Lusa
18h00 - entrevista antena 1

apresentação oficial das 12 listas de candidatos

(foto: cortesia de Juliana Costa, jornal "o povo de Guimarães")

terça-feira, 10 de maio de 2011

PPV visita sede da Cáritas - 6ª feira, 13 de Maio

nota de imprensa

A convite da Cáritas Portuguesa, o PPV visitará na próxima 6ª feira, dia 13 de Maio pelas 15h00, a sede nacional desta Instituição na Praça Pasteur nº 11 - 2º Esq.  em Lisboa.  Está prevista uma reunião com o presidente da Cáritas, Prof. Eugénio Fonseca, onde deverá ser abordada, entre outros assuntos, a proposta  lançada pela Cáritas de uma «rede básica de protecção social» assente nas pessoas (e nas famílias).
A delegação do PPV integrará alguns candidatos e o próprio cabeça de lista por Lisboa, também responsável-geral do PPV, Prof. Luís Botelho. Na ocasião o PPV deverá igualmente apresentar as linhas gerais do seu compromisso político com Portugal.

Gabinete de imprensa
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Portugal pro Vida
ser ou não ser... eis a questão

mais informações:http://portugalprovida.blogspot.com
email: portugalprovida@gmail.com
tmv. 963.104.030 - Miguel Martel

PPV - apresentação das listas de candidatos, 10 de Maio, pelas 10h30 em Guimarães

CAUSA DA VIDA,
a mãe de todas as causas,
a Causa de todas as mães.

O PPV apresentará as suas 12 listas de candidatos às Eleições Legislativas, em sessão aberta à imprensa no próximo dia 10 de Maio, 3ª feira, pelas 10h30, no café Milenário, no centro da cidade de Guimarães. O PPV anunciará com especial ênfase os cabeças de lista, contando com a presença de alguns deles e dos mandatários. Serão ainda esboçadas algumas das ideias principais desta campanha cívica, designadamente:
- modo de desenvolvimento da campanha em face da difícil conjuntura (no money, prescindir das "dispensas de serviço", tempos de antena, etc.);
- eixos estruturantes do caminho de saída da crise em Portugal, para o PPV
- linhas mestras do compromisso eleitoral, incluindo compromisso «OK, eu voto!»


Porque nos apresentamos a eleições?

  1. Porque acreditamos em Portugal
  2. Porque acreditamos na Família
  3. Porque acreditamos nos portugueses
Os portugueses podem contar com o PPV para a construção de um futuro de esperança para Portugal no quadro da Europa e da Lusofonia.
O PPV conta com todos!

Guimarães, 8 de Maio de 2011

segunda-feira, 9 de maio de 2011

família e hábitos de leitura

Até os hábitos de leitura..

2014 - ano europeu da família

O Conselho da Europa, o Comité Económico e Social e a Presidência da U.E. começam a dar sinais de reconhecer a importância da Família para travar o inverno demográfico, o envelhecimento e a desagregação das sociedades europeias.

Assim, o ano de 2014 será consagrado a este importante tema, com uma agenda com os seguintes eixos:

- Travar o envelhecimento
- investir na coesão da família como factor de desenvolvimento em tempos de crie
- revalorizar a maternidade

mais informação:
COFACE
suplemento alfa y omega, jornal ABC, 7-4-2011

sexta-feira, 6 de maio de 2011

participação do PPV à Comissão Nacional de Eleições


Ex.mº Senhor Presidente da Comissão Nacional de Eleições,
Nos últimos dias, depois de uma ronda inicial de entrevistas televisivas com os lideres de cinco partidos já sem representação parlamentar, uma vez que o próprio parlamento foi dissolvido, tem sido anunciado um ciclo de debates entre as mesmas figuras, sem que outros lideres de partidos como o «PPV – Portugal pro Vida» possam também apresentar aos portugueses o seu pensamento e propostas.
Contra esta postura se manifestaram já diversos partidos e também o PPV em cujo nome apresentamos esta participação para a qual, em virtude do assunto, se requer uma análise célere e com efeitos imediatos.
Esperamos confiadamente que a Comissão Nacional de Eleições tome as medidas necessárias ao cumprimento da Lei que, segundo o ponto 1.2 do calendário que a CNE teve a gentileza de nos enviar, escorado nos art.ºs 1º e 2º da Lei 26/99, de 3 de Maio, impõe a todas as Entidades públicas e privadas a «Obrigatoriedade de proporcionar igualdade de oportunidades e de tratamento das candidaturas» desde 07-04-2011 e até 05-06-2011, o que inclui o momento presente.
Requeremos, pois, que a CNE intervenha prontamente no sentido de obrigar à reprogramação deste ciclo de debates televisivos em termos justos, não-discriminatórios, no pleno respeito pelas Leis Eleitorais e da Televisão e, necessariamente, pela Lei Fundamental que é a Constituição da República Portuguesa.
Exigimos igualdade de oportunidades e de tratamento das candidaturas. O julgamento deve ser dos cidadãos portugueses no dia das eleições. Não antes disso. Não pervertido, não subvertido, não manipulado pelas direcções de informação das televisões.

Pelo PPV,
Luís Botelho

post scriptum:
Tendo surgido entretanto a notícia* de que as televisões se propõem realizar um debate com todos os "pequenos" (à "molhada" como em 2009?), deve ter-se presente o seguinte:
1) o debate realizado em 2009 nestes moldes foi um simulacro de "pluralismo" com a jornalista Fátima Campos Ferreira a distribuir o tempo de forma arbitrária e tendenciosa;
2) os debates entre os lideres dos cinco partidos ex-parlamentares observam um princípio de princípio de igualdade, ao não levar em conta o seu peso relativo na composição da A.R. cessante; assim também não há qualquer razão para que esse mesmo princípio de igualdade não se estenda, usando as palavras das televisões, a todos os outros «os sete partidos que concorrem a um número significativo de círculos eleitorais»

* http://www.ionline.pt/conteudo/121340-televisoes-vao-fazer-debates-e-entrevistas-com-partidos-sem-assento-parlamentar

participação apresentada pelo PPV na E.R.C.


Ex.mº Senhor Presidente da E.R.C.

Tendo recebido há poucos dias a comunicação da deliberação da ERC sobre a nossa participação contra o tratamento informativo discriminatório durante a pré-campanha para as presidenciais (proc.º ERC/02/2011/196), temos bem presente a douta argumentação do Conselho Regulador, a que V. Ex.ª preside, a favor da causa que vimos apresentar em nome do PPV – Portugal pro Vida.

Distinguindo, e bem, o estatuto de “pré-candidatura” - sem enquadramento legal – do de uma «candidatura», a decisão da ERC, apoiada no art.º 1º da Lei nº 26/99 para nos negar provimento naquelas circunstâncias, chega a afirmar o seguinte (pág.4 de 8): «o tratamento igual e não discriminatório de todas as candidaturas é obrigatório, à medida que estas se forem formalizando, a partir da data da publicação do decreto que marque a data do acto eleitoral[...]». É exactamente isto que a ERC afirma e o PPV também pede: igualdade de tratamento para as candidaturas já formalizadas e aceites pelos tribunais competentes.

Nos últimos dias, depois já de uma ronda inicial de entrevistas televisivas com os lideres de cinco partidos já sem representação parlamentar, uma vez que o próprio parlamento foi dissolvido, tem sido anunciado um ciclo de debates entre as mesmas figuras, sem que outros lideres de partidos como o PPV possam também apresentar aos portugueses o seu pensamento e propostas.

Contra esta postura se manifestaram já diversos partidos e também o PPV em cujo nome apresentamos esta participação para a qual, em virtude do assunto, se requer uma análise célere e com efeitos imediatos a partir da transmissão do primeiro debate, admitindo que «a Entidade só intervém depois que o conteúdo é veiculado»1.

Esperamos confiadamente que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, um organismo com fortíssimas garantias de independência face aos poder político já demissionário, além disso presidida por um docente da prestigiada Universidade Católica, o Senhor Prof. Azeredo Lopes, não cairá em contradição com a Lei nem com a sua própria jurisprudência acima citada.

Requeremos, pois, que a ERC intervenha prontamente, após o primeiro debate no sentido de
obrigar à reprogramação deste ciclo em termos mais justos, não-discriminatórios, no pleno respeito pelas Leis Eleitorais e da Televisão e, necessariamente, pela Lei Fundamental que é a Constituição da República Portuguesa no seu art.º 39, numero 1, alínea f) que incumbe a ERC de assegurar «f) A possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião;».

Exigimos igualdade de oportunidades e de tratamento das candidaturas. O julgamento deve ser dos cidadãos portugueses no dia das eleições. Não antes disso. Não pervertido, não subvertido, não manipulado pelas direcções de informação das televisões.

Pelo PPV,
Luís Botelho Ribeiro (responsável-geral), Miguel Martel Lima (mandatário do PPV para o círculo de Lisboa)

1«Dirigente português diz que regulação da comunicação não restringe liberdade de imprensa», rede Brasil atual, 10-11-2010, cf. http://www.redebrasilatual.com.br/temas/internacional/2010/11/dirigente-portugues-diz-que-regulacao-da-comunicacao-nao-restringe-liberdade-de-imprensa