terça-feira, 25 de outubro de 2011

Convenção Nacional extraordinária - 1 de Dezembro, Guimarães

Convocatória

De acordo com o nº 3 do Artigo 19.º dos estatutos do Portugal pro Vida, a pedido da Ex.mª Direcção Política Nacional, convocamos todos os filiados do PPV para a sessão extraordinária da Convenção Nacional a realizar em Guimarães, no dia 1º de Dezembro de 2011, a partir das 14h30.

Se à hora marcada não houver quorum, os trabalhos desta Assembleia terão início meia hora mais tarde com qualquer número de presentes.

A agenda inclui como ponto único da ordem de trabalhos o seguinte:
       

1. extinção do partido «Portugal pro Vida»
Guimarães, 25 de Outubro de 2011



O Presidente da Mesa da Convenção Nacional,

José Carlos Areias

O Responsável-geral,

Luís Botelho Ribeiro


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Anexo - síntese da fundamentação do pedido apresentado pela DPN

Reunida no dia 22 de Setembro a Direcção Política Nacional, foi analisada e discutida uma proposta de convocação de uma Convenção Nacional extraordinária para decidir sobre a eventual extinção do PPV. Por falta de quorum foi a decisão partilhada no dia seguinte via email com os membros ausentes e suplentes. 

A proposta - apresentada pelo responsável-Geral - considera que quando promovemos a criação do PPV, tínhamos por objectivo constituir um instrumento eficaz da luta pela dignidade da vida humana em Portugal. O PPV não era, pois, um fim em si mesmo mas um meio para procurar tornar Portugal um país mais amigo da Vida e da Família. Ao longo do seu tempo de existência travámos algumas lutas que nos pareceram e parecem importantes mas, chegados ao momento presente - com um movimento nacional transversal e apartidário «pro referendo vida» já lançado e a adquirir velocidade - pode muito bem suceder que a continuidade do PPV - em que militam alguns dos principais promotores - acabe por prejudicar a Causa, retraindo adesões pessoais (p. ex. militantes de partidos) e apoios institucionais (p. ex. Igreja Católica e Rádio Renascença) que de outro modo estariam a trabalhar activamente para tornar este referendo uma realidade.

Assim, tal como nos ensina o Evangelho «se a tua mão é para ti ocasião de queda, corta-a; (Mc 9, 43)», também nós temos de ser capazes de cortar o que quer que possa causar estorvo à causa, quando, por outro lado, também sabemos que não foi possível levar até ao povo português a nossa mensagem, em virtude de graves limitações ao debate democrático (para dizer o mínimo). Esta "mudança de armas" na luta que permanece com o mesmo ânimo de sempre convida-nos a olhar para a frente sem desistir, tal como também fizeram aqueles a que nos opomos e que, pela sua persistência, conseguiram consumar a queda de Portugal na noite do "aborto livre". Cabe-nos a nós, com não menos persistência e inteligência, resgatá-lo para a civilização da Vida. Como escreveu S. Paulo aos Filipenses:  «uma coisa faço: esquecendo-me daquilo que está para trás e lançando-me para o que vem à frente, corro em direcção à meta» (Fl 3, 13-14). A nossa meta, com ou sem um movimento ou partido político PPV, continua a ser aquele Portugal pro Vida e pro Família que queremos legar a nossos filhos.

Considerando as respostas recebidas dos membros da DPN - as que contam para efeitos de votação oficial - apurou-se um resultado de 4 votos a favor da convocação de uma Convenção Nacional  e uma abstenção (Helder Sousa), sendo que Miguel Lima manifestou preferir ter esta discussão após a conclusão da campanha pro referendo, o que, no entanto, colidiria com os pressupostos invocados.

Assim, e embora - nos termos do número 3 do art.º 19º dos estatutos do PPV - a DPN pudesse convocar directamente uma Convenção Nacional extraordinária, entende a DPN fazê-lo através e em coordenação com o Senhor Presidente da Mesa da Convenção Nacional. Vimos, pois, solicitar a V. Exª a convocação de uma Convenção Nacional tendo como único ponto na agenda a discussão da eventual extinção do PPV.

Sem prejuízo das razões acima invocadas, pesa igualmente no ânimo dos dirigentes do PPV a situação de passividade, conformismo, indiferença e algum divisionismo que, como vimos alertando, se sente alastrar entre o povo pro-Vida e de que é eloquente sinal a extrema lentidão da petição a favor de um Referendo Nacional de Iniciativa Popular a favor da inviolabilidade da vida humana desde a concepção até à morte natural.

Guimarães, 28 de Setembro de 2011

Solidariamente, a DPN constituída por
Luís Botelho Ribeiro
Luís de Freitas Paiva
Miguel de Martel Lima
Helder Alves de Sousa
Carlos Varandas Nunes

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

a vergonha

por JOÃO CÉSAR DAS NEVES, in DN 2011.10.24

Cada época vive valores que considera supremos, descurando os complementares. A França da revolução dedicou-se à liberdade e igualdade, cometendo atrocidades em seu nome, como os imperialistas de Oitocentos deixaram o amor pela glória e honra cair na opressão. As gerações seguintes costumam condenar as tristes consequências das omissões, esquecendo a grandiosidade dos objectivos.

Uma sociedade deve sempre envergonhar-se de tudo o que faz de mal, mesmo se o sacrificou a belos ideais. A pior vergonha cultural não está, porém, nos crimes cometidos em nomes de grandes princípios. A degradação máxima é ser infiel àquilo mesmo que se erigiu como supremo. Robespierre, que assassinou centenas em nome da liberdade, é menos vil que Napoleão, que assassinou a liberdade em nome da liberdade. A maior baixeza é trair o próprio ideal.

A geração actual é herdeira de outras que cometeram terríveis violações dos direitos humanos. A nossa marca de dignidade é ter proclamado esses princípios como referência fundamental. Os futuros certamente terão muito a criticar-nos, como nós o fazemos aos antigos, mas nunca nos poderão tirar a glória dos largos esforços em prol da dignidade, liberdade e realização pessoal de todos os seres humanos. Este é o padrão por que queremos ser julgados, a referência que tomámos como guia.
É verdade que, apesar disso, na era dos direitos humanos permanecem muitas e graves violações. Todas são de lamentar, mas as mais infames são cometidas pelos que juram seguir esses ideais. Os terríveis abusos de Kadhafi, Mugabe e Chávez envergonham menos esta geração que as atrocidades de Guantánamo, defendidas por George W. Bush em nome da lei. Os primeiros atacam os direitos, enquanto o segundo os manipula dizendo defendê-los.

Nem estes casos isolados são os piores. A maior traição, a vergonha máxima seria uma sociedade que, defendendo um princípio sagrado, viesse a aceitar toda ela uma clara violação de tal valor por puro interesse. A situação mais ignóbil seria uma cultura que hipocritamente aceitasse, aberta e assumidamente, a institucionalização daquilo mesmo que jura repudiar, só porque dá jeito. Não é fácil encontrar situações dessas, mas o nosso tempo conseguiu-o. Existem seres humanos correntemente privados por lei dos seus mais elementares direitos, perante a passividade geral e o aplauso de alguns.

Ninguém pode duvidar de que um embrião constitui uma vida humana. E ela pode ser legalmente assassinada. Qualquer que seja o prisma de onde se aborde, o aborto é matar uma pessoa em gestação, violação gravíssima do direito supremo à vida. Alguém que, segundo o Código Civil pode ser perfilhado (arts. 1847.º, 1854.º e 1855.º), receber doações (952.º) e heranças (2033.º), mas a quem não se respeita a mais elementar defesa, e cuja morte é subsidiada pelo Estado. Simplesmente porque essa vida é inconveniente. Aplicada a qualquer outra, tais raciocínios levantariam objecções enfurecidas em nome dos valores actuais. Indignamo-nos pelo menor atropelo à dignidade de alguém, mas isto aceitamos sem problemas.

É verdade que tal incongruência tem razões ponderosas. Neste caso, a sociedade foi apanhada num terrível conflito de referências básicas. Dentro dos direitos humanos, o nosso tempo apregoa acima de tudo a liberdade pessoal. Somos visceralmente contra qualquer limite e opressão. Orgulhamo-nos de combater as tiranias político-económicas, mas existe outra que, sendo de foro íntimo, gostamos ainda mais de desafiar. O império do pudor e decência é muito forte; daí o axioma básico que no campo sexual deve vigorar a mais completa liberdade. Todos os comportamentos voluntários são admissíveis, e até equivalentes, em nome da sagrada liberdade erótica.

O drama surge quando esse ideal choca com os direitos básicos de alguém, que para mais não tem voz nem voto. Nesse confronto, o nosso tempo já fez a escolha. Perdeu o direito à vida. Temos toneladas de elaborações retóricas para justificar a injúria. É precisamente por isso que esta é a nossa maior vergonha.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

pelo fim dos orçamentos "de sangue" - MEXA-SE!!!

Caro/a amigo/a

Se é verdadeiramente pela Vida em palavras e acções, tem agora uma excelente oportunidade de agir e fazer a diferença, sem prejuízo da iniciativa pro-referendo que temos vindo a promover. Notícias vindas a público indicam que o Governo está a ultimar a sua proposta de Orçamento de Estado e deve apresentá-la ao Parlamento no dia 15. Por isso, temos poucos dias para lembrar aos Sr.s Ministros das Finanças e da Saúde, bem como ao Sr. Primeiro-Ministro, algumas verbas onde se poderá cortar vários milhões de euros em custos directos e indirectos (ainda mal quantificados), hoje gastos com a política de promoção e incentivo ao aborto, posta em marcha pelo governo Sócrates. Pedimos-lhe que envie já por email ou escreva no formulário do Portal das Finanças, em baixo indicado, o seguinte apelo:

«
Ex.mº Sr. Primeiro Ministro,
Ex.mº Sr. Ministro das Finanças,
Ex.mº Sr. Ministro da Saúde,
 
Hoje mesmo, 10 de Outubro, o Sr. Primeiro-Ministro lamentou publicamente a extrema dificuldade em localizar mais despesa pública passível de ser cortada na proposta de Orçamento de Estado. Vimos, por isso, lembrar ao Governo algumas verbas onde poderão ser cortados vários milhões de euros em custos directos e indirectos (ainda mal quantificados), gastos com a política de promoção e incentivo ao aborto, posta em marcha pelo governo Sócrates:

- Acabe-se imediatamente com o "aborto gratuito" no Serviço Nacional de Saúde: no referendo (não-vinculativo) o povo apenas aprovou a despenalização, não a promoção do aborto, através de subsídios públicos;
- Acabe-se
imediatamente com a atribuição do "subsídio de maternidade" e a licença de 30 dias para as mulheres que abortam, uma, duas, três... até dez vezes no mesmo ano!!!
- Acabe-se
imediatamente com a viagem e estadia paga às mulheres das regiões autónomas que vêm abortar a Lisboa;

Os Portugueses não aceitam que o dinheiro dos seus impostos seja usado para matar o seu futuro, para manchar de sangue as mãos dos profissionais de saúde e dos políticos que preparam e aprovam os Orçamentos de Estado.

Os Portugueses sabem que enquanto não sarar esta ferida aberta na nossa sociedade, nenhuma recuperação social ou económica será possível.


Enquanto matarmos os nossos filhos no ventre de suas mães, como uma maldição, tudo o que tentarmos construir ruirá! Todas as medidas para escapar à crise falharão!

Saudações cidadãs,
(nome, data)
»

Pode agora adoptar uma das duas formas possíveis de envio:

1. Preencher formulário no portal das finanças (clicar em http://213.58.158.155/wwwgp/pedido.aspx)
Nome:
Numero de contribuinte:
Assunto: proposta de cortes na despesa com o ABORTO
Descrição: (texto acima)

2. Enviar o texto acima para os seguintes endereços de email:
pm@pm.gov.pt - Primeiro-Ministro
paula.cordeiro@mf.gov.pt
, anapaula.pires@mf.gov.pt - secretárias do Sr. Ministro das Finanças
gms@ms.gov.pt - Ministro da Saúde 
gp_pp@cds.parlamento.pt - grupo parlamentar do CDS-PP
gp_psd@psd.parlamento.pt
- grupo parlamentar do PSD

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Comissão Nacional pro Referendo-Vida
Leonor Ribeiro e Castro, Maria das Dores Folque, Vera de Abreu Coelho, Carlos Fernandes, Luís Botelho, Luís Paiva, Miguel Lima, Rodrigo Castro

contactos:

email: proreferendovida@clix.pt ...... blogue: http://daconcepcaoamortenatural.blogspot.com/

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

eles não sabem o que fazem...

O que pode haver de comum entre o grupo de professores que recentemente invadiu o Ministério da Educação e uma manifestação intersindical realizada em Novembro (?) de 2006 contra o aumento da idade de reforma na função pública?... Talvez a falta de um misto de memória,  vergonha e auto-crítica.


Explico. Mesmo que os "inteligentes" da educação reduzam cada vez mais o número aconselhado de alunos por turma, em algum ponto a baixa natalidade acabará por esvaziar as salas de aula e atirar muitos professores para o desemprego. Como não compreendem esta simples evidência tantos professores que andaram e andam a espalhar alegremente pela nossa bendita «escola pública» a sua ideologia radical anti-natalista e anti-família? Podia-se mesmo levar esta interrogação ao ponto de questionar a sua aptidão científica quando verificamos a que ponto a sua cegueira ideológica pode eclipsar uma evidência.


Dirijo-me agora, aos sindicalistas pro-aborto de Janeiro de 2007. Questionei um piquete da CGTP intersindical que, à porta dos Armazéns do Chiado em Lisboa, distribuía alegremente a sua propaganda pro aborto. Perguntei-lhes como compatibilizavam racionalmente aquela posição com a manifestação realizada pouco tempo  antes contra a medida governamental de aumento da idade de reforma... naturalmente forçada pela inversão da pirâmide demográfica... que ali mesmo, inconscientemente, contribuíam para agravar!


Perdoa-lhes, Senhor, pois não sabem o que fazem.

Luís Botelho

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

crise económico-financeira: uma demolição controlada?

Estão a acontecer coisas muito graves no mundo financeiro, as quais já estão a ter um forte impacto na vida das pessoas concretas mas podem ainda estar longe do seu máximo potencial de "perturbação": económica, social e política. Na base da sucessão de eventos a que estamos a assistir, pode estar um projecto de estabelecer um poder tirânico universal que esmagará a um tempo o princípio da subsidiariedade, tão caro à DSI e que o PPV subscreve, e a própria Dignidade do Homem. Vale a este propósito o sério e explícito alerta deixado pelo Papa Bento XVI na sua carta encíclica "Caritas in Veritate":
Perante este problema, recomendamos vivamente a leitura deste artigo (em inglês) de Maurizio d'Orlando, publicado na sequela do recentíssimo agravamento do "rating" da Itália.
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Economic Crisis: a controlled demolition by Maurizio d'Orlando, in Asia News.it

The Greek crisis, the attack on Italy's debt, the risks to the euro, inflationary proposals for the dollar, and the yuan deliberately undercut are shaking countries and governments throughout the world. Everything seems to be calculated according to a plan: to build a universal economic government "of a tyrannical type". The analysis of a political economist (First of two parts).

Milan (AsiaNews) - Just last night, Standard & Poor's lowered the credit ratings on the Italian sovereign debt, taking it from A+ to A, increasing concern of some gloomy scenarios in the global economic crisis, a crisis – we'll just say this right away – that looks to us like a "controlled demolition", with precise aims.

The contradictions inherent in the world economy and its pattern of growth have always caught the attention of AsiaNews. Since 2003 we have offered our readers an analysis that has gone against the current, one often very critical with respect to the dominant thought. In this, our special attention to Asia and particularly to China's economy has proved a valuable asset.

Thanks to it, in fact, before many others, we were able to observe and then explain some phenomena that have become common and essential elements of every serious, successive economic analysis. Globalization, so widely praised until a few years ago, was based, in fact, on a unique symbiosis: on the one hand, it has fueled Asian, and particularly Chinese, growth, focusing on exports, with annual rates of around 10%, maintained, moreover, nearly constant for about twenty years. On the other hand, the rapid transformation of Western countries and particularly of the U.S., in economies that are no longer based on manufacturing, but on services, finance and consumption (including a large military expenditure), fueled by the issuance of currency.

The duration and the pace of Chinese growth is unprecedented in history, as is the explosion of public (and private) debt, and in particular the American debt, which officially passed from roughly 60% to more than 100% in a few years. Both cases involve a fraudulent mechanism that feeds on itself: on the one hand, the strong Chinese exchange rate, strongly and artificially undervalued compared to the purchasing power parity (from 30% to 45%, an unbeatable subsidy on Chinese exports) and on the other hand, an issue of currency reserve (mainly the dollar) without restraint or limit. To clarify this last point, recall, for instance, what was said last August by the former head of the Federal Reserve [1]: "The U.S. can pay any debt because they can always print the money to do so. So there is zero chance of default." In fact, there is the certainty of insolence and arrogance of those who hold sovereign power to stamp at will exchange currency.

This arrogant affirmation is basically easy to implement, because you do not need gold and silver mines, as before, and it is not just an American monopoly: a few days ago, the Swiss National Bank said it would defend the exchange rate of the Swiss franc by likewise issuing an unlimited amount of national currency. September 16 is the date of the news of a coordinated intervention of five central banks for the provision of liquidity in dollars on the interbank market. In a week, Bernanke is likely to announce a new wave of "quantitative easing", which technically is a loosening of reserve requirements and in practice is nothing more than a form of monetary emission by buying U.S. Treasury bonds. After the QE2 in November of last year, exhausted by July of this year, it will be time for the QE3's turn, to be followed by the QE4 and thereafter until the QEn.

It involves a perverse symbiotic mechanism, and it is analysis that we have made several times, so that it is enough to just update the data to present it again. We've also written the outcome, which is almost guaranteed: a financial, banking, and finally economic collapse that is unprecedented in history. For the analysis we refer to numerous articles published over the years by AsiaNews.

Regarding the outcome, it may be appropriate to speculate on when and how. From the perspective of the time, one could say that it seems very close, because virtually all key factors in the collapse are already in place in the economic system. For example, given a rate of increase of three billion dollars a day, in the next few days, the U.S. public debt will exceed the ceiling established with difficulty in July by a parliamentary agreement between Democrats and Republicans, while in mid-October, the Greek government will have no more euros to pay its civil servants. Also significant is that last Friday, September 16, Moody's announced that it will complete its analysis of whether to reduce its assessment on the Italian public debt placed under observation for a possible downgrade three months ago. Meanwhile, last night Standard & Poor's lowered its rating for Italy from A+ to A, adding that the outlook for the country is "negative". Everything seems to coincide and the deadline seems imminent.

To cause the situation to precipitate, it seems that all that is lacking is a spark, of which there is no shortage, and this brings us to the how. The business newspapers around the world - which seem to be moving in unison, as if there were no other possible hypothesis - in regard to the debt, are talking about the risk of "contagion" between the European crisis and that of America. In reality they are very different situations and therefore in theory are easily isolated, keeping one economic area of the world separate from the other. This therefore allows one to suppose that the word "contagion" actually means that there will be a series of simultaneous or chain-reaction detonations, from the largest to the smallest, as in a controlled demolition, and that this will give the impression of a sudden spread of the fire. For example, the Italian debt has been spoken of often in the last two months, as well as how it could be the detonator of a generalized collapse of public debt throughout the world. This gives some idea of the instrumental nature of the analysis that being is proposed to us.

Given this alleged "contagion", AsiaNews must also look a little more closely at the possible spark of the next probable fire: Italian events. Italy had more or less the current level of public debt at the beginning of the nineties. During the current crisis, the Italian public debt, which has increased by 7% of the GDP, has been the one with had the lowest rate of increase from 2007 to 2011. In comparison, the United Kingdom (47%), the United States (38%) and Japan (37%), have had much greater increases (the record is Ireland, with an increase of 65%)[2]. Italy also approved two operations, a few months apart, to reduce the budget deficit. The first, in July of last year, of 25 billion and the second on September 15 with a further reduction of 55 billion euros: no small thing, in relation to the Italian GDP and the fact that the Western economy is at a stage that is much more contractive than expansive in tendency. Then take into account that Italy has initiated measures to reduce structural deficits of pension and health spending, with long-term effects, while other countries have not only not reduced their spending, but on the contrary have approved laws that in the future will cause a sharp increase. For example, in the United States the value of future spending commitments ("unfunded liabilities") without coverage is about 115 thousand billion dollars, and this means that the U.S. public debt is actually much higher [3], about 840% of the GDP, compared to the one published, of roughly 100%.

From a technical standpoint, therefore, Moody's decision last June to put the Italian public debt under observation for a possible downgrade, makes no sense. If, later this month, after Italy has adopted and implemented a double maneuver of a fast and sharp reduction of the public deficit, operational since 2011, Moody's should confirm, as is likely, a pejorative assessment, the situation would become ridiculous. This pejorative assessment should have been made 10, 20, 30 years ago, when the Italian public debt was growing, not now. Doing it now is very suspicious.

The fact is that whoever is providing these ratings - Moody's, Standard & Poor's and Fitch, the three assessment ("rating") agencies for debt securities - has no credibility in terms of independence and impartiality, because of the enormous conflict of interest due to the controlling shareholders' cross-shareholdings. From the following table, below, Moody's bad faith is also evident. Moody's owes its worldwide monopoly - which it shares with the two other sister agencies - to a private company, very little known outside of very narrow circles, the International Swaps and Derivatives Association, Inc., ISDA. It is the consortium of an exclusive group of players in the derivatives market, whose total nominal value of exchange is approximately 10-12 times the world GDP. It is therefore sad, but only logical, that a small company like Moody's is likely doing a small favor, a little illicit trade, at the expense of the common folk.

It will probably be this very agency to provide the spark to trigger the collapse of the global financial and monetary system. It will therefore be a controlled demolition, such as that of the WTC building 7 [4], the third building that collapsed in New York on September 11, 2001, several hours after the two planes had crashed into the Twin Towers. Clearly, before anyone could ever imaging that the Berlusconi government, this mess, would be able to get the safeguarding of Italian public finances approved, someone decided that Italy was to be "pulled down" in the fall. Despite the unexpected inconsistency, it was not possible, it can be inferred, to modify the script in a hurry, since it was carefully prearranged long beforehand, for the benefit of the argumentative logic of the international media. The show must go on according to the original script.

Though without (unfortunately) a copy of this lineup, it is still fairly easy to intuit, and below we give a reading of it. The explosion of the crisis in Greece, as has been said, is expected by mid-October. This, however, does not have sufficient detonating power because Greece is too small a country too ignite a general crisis. The script therefore provides for a further step, and it is the French and German banks' turn, which have a strong amount of Greek government bonds, especially the French Société Générale, BNP Paribas and Crédit Agricole. So far so "good", everything is proceeding according to script, with no troubles.

From here on out there is ingrafted, however, the downgrading of Italian public debt, part of the scripted logic made less credible by the two maneuvers of Berlusconi's government. According to the script, being themselves in difficulty, the French banks must reduce their investment in the Italian titles placed under observation or demoted, and of which they are among the largest holders. In October, therefore, some effects should have added up in a dramatic crescendo, extending to all of Europe, like in 1848. It turns out that an eighty billion (25 +55) reduction, 10% of the Italian public spending, is not enough: we need another hundred. The analysis is correct, but putting the country on a diet too quickly can cause failure, in this case riots and insurrections. There will be these, too, but it is not enough. At this point one has to insert a twist, a reversal of fortunes: the Federal Reserve announces that, together with the International Monetary Fund, it will intervene to save the Euro, provided that the European countries do their part. It's a brilliant move, the world stock markets recover, apparently, and the riots cease. Berlusconi, however, must go away, at any rate, because so it is written in the script. He did not fall on the public accounts, he did not fall on Ruby the Heartbreaker, aka Karima El Maghroub, aka Karima Heyek [5]. But something will be found; it's sufficient to apply the Libya schema [6]. Berlusconi is forced to resign by a revolution - "spontaneous", of course - and either a "transitional" government or one for "national unity" is set up.

The new government, lacking the legitimacy of an election, is very weak and internally divided. It therefore fails to carry out the necessary cuts and the reduction of public debt and in a couple of months, despite the American intervention, Italy is forced into insolvency. Being one of the major European Union countries, the effect is the disintegration of the Euro. At this point, the finish line is finally in sight: the Fed has, in fact, issued an avalanche of dollars sufficient to make the situation irreversible. After a few months, at least six, more likely a year, the final act of the drama goes on stage: burdened by the weight of the bank bailouts of 2008, 24 thousand billion dollars, from QE1, QE2, QE3, ..., QEn, from the failed safeguarding of Europe, the dollar crashes, and with it, a hundred years after its establishment, the Federal Reserve.

With the demise of the dollar, derivative contracts are worthless and the ISDA members who had been privy to the script in advance celebrate: they had converted as much as they could into gold and silver. On the ashes of the Fed, there commence negotiations to divide the shares of a new, single world currency, reserved for each macro-region of the world. It doesn't take much imagination. In fact, the money already exists: it is the counting unit of the International Monetary Fund, the Special Drawing Rights (SDR). You simply need to broaden the composition, now made up of dollars, euro, yen and pounds, coins that at this point of the story are now defunct. Having established the new single currency, leaders proceed to formalize the establishment of a central world bank and then of a world government, with the consequences that one might imagine.

Apart from the concrete, elevated and catastrophic risk of a world war stemming from differences of interest, what we don't like about this project is simply everything. But what is more outrageous and disgusting is the falsehood and artificiality with which it is pursued, while what worries most is the risk to the freedom of billions of people. It is, in fact, a plan to establish a Superstate, in which to cage the whole earth in a kind of Soviet Union. It is the premise for this "dangerous universal power of a tyrannical type" of which the Pope wrote in his encyclical, "Caritas in Veritate".

Table: author's elaboration of data derived from: Stephen G. Cecchetti, MS Mohanty, Fabrizio Zampolli, The Future of Public Debt: Implications and prospects, BIS Working Papers No 300, see: http://www.bis.org/publ/work300.pdf.

2007 2010 2011


forecast
2007-2011

Increase

Austria 62% 78% 82% 20%
France 70% 92% 85% 29%
Germany 65% 82% 99% 20%
Greece 104% 123% 130% 26%
Ireland 28% 81% 93% 65%
Italy 112% 116% 119% 7%
Japan 167% 197% 204% 37%
The Netherlands 52% 77% 82% 30%
Portugal 71% 91% 97% 26%
Spain 42% 68% 74% 32%
United Kingdom 47% 83% 94% 47%
United States 62% 92% 100% 38%

NOTE1 “The United States can pay any debt it has because we can always print money to do that. So there is zero probability of default", see Patrick Allen, CNBC, No Chance of Default, U.S. Can Print Money: Greenspan, Aug. 7 2011, http://www.cnbc.com/id/440516832 See the table at the bottom of the page.
3 See: Laurence Kotlikoff, “A Hidden Financial Crisis,” in Finance & Development, September 2010, Vol. 47, No. 3 : “U.S. government debt is not $13.5-trillion (U.S.), which is 60 per cent of current gross domestic product, as global investors and American taxpayers think, but rather 14-fold higher: $200-trillion - 840 per cent of current GDP. Hence let's get real, The U.S. is bankrupt", Prof. Kotlikoff.
4 See:http://rememberbuilding7.org/10/
5 The careless girl, on at least one occasion before the events, presented Police officers with a different and contrasting identity document according to which, based on the year of birth, she not was a minor.
6 See: http://www.asianews.it/notizie-it/La-guerra-di-Libia,-another-Vietnam-21393.html

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Vaticano critica financiamento [da ONU] a programas de aborto

Lisboa, 16 set 2011 (Ecclesia) – O Vaticano qualificou esta quinta-feira como “totalmente inaceitáveis” as tentativas de financiar projetos de contraceção e aborto no plano de cuidados de saúde materna.
Na 18ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, o observador permanente da Santa Sé disse esperar que “a comunidade internacional consiga reduzir a mortalidade materna promovendo intervenções eficazes, que se baseiem nos valores mais profundos e no conhecimento médico e científico, respeitando a sacralidade da vida desde a sua conceção à morte natural”.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Reino Unido restringe lei do aborto



O Ministério da Saúde pretende anunciar um plano para um novo sistema de aconselhamento prévio das mulheres que pretendem abortar. As mudanças visam dar às mulheres mais "espaço para respirar".

O plano deverá introduzir a exigência de um aconselhamento por entidade independente [das clínicas de aborto], realizado em instalações diferentes e por uma equipa que não realiza abortos. Os críticos das clínicas abortistas defendem que o "aconselhamento" realizado por estas está enviesado na medida em que estas são geridas como qualquer negócio privado [...].

terça-feira, 6 de setembro de 2011

aborto gratuito é ofensivo

por Henrique Raposo, Expresso

I. "O aborto não pode ter isenção como tem a gravidez (...)". José Manuel Silva, bastonário da ordem dos médicos (Expresso de sábado).
II. [...] O aborto não é um direito, meus caros. Se uma pessoa quer fazer um aborto, tem bom remédio: pagar do seu bolso. A irresponsabilidade não pode ser recompensada. A irresponsabilidade não pode ser subsidiada. A irresponsabilidade não pode ser transformada num direito. E, acima de tudo, a irresponsabilidade não pode ser colocada no mesmo patamar da responsabilidade que é assumir uma gravidez e ter um filho.
[...] É uma daquelas coisas realmente ofensivas. Os cortes da saúde chegaram e as taxas moderadoras têm de subir, mas o aborto é gratuito. Faz todo o sentido, sim senhora. As maternidades debatem-se com problemas sérios para suportar a sua atividade principal (recorde-se: trazer crianças a este mundo), mas o aborto é gratuito. Faz sentido, sim senhora. Num contexto de crise demográfica, o tratamento de fertilidade deixou de ser uma prioridade, mas o aborto é gratuito . Faz sentido, sim senhora. Mas sabem o que é ainda pior? Num país onde o aborto é completamente gratuito (até acho que a mulher recebe um subsídio de - pasme-se - maternidade), é quase impossível encontrar um especialista em saúde materna nos centros de saúde. Portanto, no Portugal progressista de 2011, uma mulher que dá à luz é menos protegida do que uma mulher que escolhe abortar. Meus caros, tudo isto é uma imoralidade tremenda, para usar um eufemismo publicável.

Fernando Castro (APFN) na RTPn em 29.08.2011


Entrevista a Fernando Castro conduzida por Sandra Felgueiras:

As projecções demográficas [da Segurança social] estão a ser aldrabadas.

Estão a fechar-se escolas [...] quem está a fechar escolas é a população que não tem filhos [...] E o governo limita-se a atirar três pazadas de terra em cima dos cadáveres em que as escolas se tornaram.

E obviamente isso vai gerar desemprego nos professores. E eu nao percebo como é que há professores a reclamarem que há falta de emprego.  Há falta de emprego porque há falta de crianças. E continuo a ver uma quantidade de professores a fazer publicidade e propaganda por políticas e cultura anti-natalista.

Portanto enquanto não se resolver o problema de base que [...] é a falta de natalidade, não vamos resolver problema estrutural nenhum nem inverter este ciclo (síntese da entrevistadora)

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Pergunta: E ao nivel da natalidade, tudo o que vemos é corte do abono de familia, o cheque-bebé nunca chegou a entrar em vigor. A esse nivel o que é que falta fazer?

Fernando Castro: «Falta apagar todas as leis idiotas que foram criadas nos ultimos anos - leis essa q foram da mais dura que pura politica anti-natalista que existe.

Por exemplo:
1) A lei do aborto - o que se fez não foi liberalizar o aborto, foi financiar o aborto. Quem quer abortar [o número de vezes que quiser] não paga taxa moderadora e as açoreanas até vêm abortar a Lisboa com viagem [e estadia] paga para si e para um acompanhante [além do direito a subsídio de maternidade e licença por 30 dias]

2) Fez-se o «divórcio express». Há uns anos fizemos um inquérito para saber quantos filhos querem ter é que as mulheres em idade fértil - ao contrário da Alemanha e da Áustria, as mulheres querem em média ter 3.1 filhos. Perguntadas sobre o que é que precisavam para ter esses filhos, a primeira resposta foi «ter a ajuda do companheiro» - para ter essa ajuda é preciso que o tenham, que ele esteja lá. Mas quando o governo liberaliza ainda mais o divórcio e cria um sistema fiscal [anti-nalatista o resultado só pode ser este]. Quanto mais liberal, mais fácil é o divórcio, com menos responsabilidade as pessoas partem para o casamento como é normal.

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Esta lei do «casamento gay» já é disparatada. Com adopção de crianças ainda seria mais. [...] As crianças precisam de ser educadas por uma família natural. E nem é por uma figura masculina e outra feminina, é pelo Pai e pela Mãe. É preciso começar por tentar reduzir o numero de crianças que não são educadas pelos seus pais. Quando não é possível, tem de se procurar a essas crianças um lar com condições tão próximas quanto possível da família natural.

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Acho disparatado que, no que diz respeito aos livros escolares, ninguém vai receber absolutamente nada. Portugal continua a ter uma política disparatada [e anti-natalista] no que respeita aos livros escolares.

Nenhuma família em Portugal devia ser obrigada a pagar os livros escolares. O que se passa é uma gigantesca aldrabice, uma enorme negociata, que faz com que nas famílias um irmão nunca possa passar os seus livros para um irmão mais novo.

pergunta: Essa é uma reivindicação já antiga. O que falta para mudar isso?

Fernando Castro: Falta vontade política. [...] O governo de uma vez por todas tem de decidir: estou ao serviço da educação, estou ao serviço das famílias, estou ao serviço das crianças, estou ao serviço do país - ou estou ao serviço da indústria [editorial] educativa?


è bom que o estado acabe de vez com esta negociata, com este disparate que faz com que os livros não possam ser reutilizáveis. Confrange ver por vezes os deputados e membros do governo anunciar a criação de um "banco de livros escolares". Não façam nada disso. Limitem-se a alterar a lei que faz com que [hoje] os livros [e todo e qualquer material impresso] não sejam reutilizáveis. Acabem de vez com a história de os livros serem criados para serem destruídos pelos alunos.

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Nota final: citações / respigos sujeitos a involuntárias imprecisões; para conhecer o discurso exacto do entrevistado, deve ser visionada a entrevista integral, clicando na figura acime ou aqui.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

concepção e humanidade: toda a verdade científica


«A seguir à união sexual dos dois progenitores do novo indivíduo, decorrem cerca de 6 horas até ao encontro da célula masculina (espermatozóide) com a célula feminina (óvulo). Estas células, chamadas germinais, são muito especiais e têm, cada uma, só 23 cromossomas no seu núcleo. Assim, cada célula germinal é viva mas incapaz, sozinha, de evoluir para um novo ser (a). Porém, cerca de 20 horas depois da união dos progenitores, acontece um facto maravilhoso: os núcleos das células germinais fundem-se num novo núcleo de 46 cromossomas iniciando um ser humano original, distinto do pai e da mãe pois todas as informações genéticas (genoma) desse novo conjunto de cromossomas são só dele. É o momento da fecundação ou concepção.»

excerto de um estudo compilado por Eduardo Torcato David (vd. texto integral aqui)

terça-feira, 26 de julho de 2011

comunicado da Direcção Política Nacional

1. O senhor Ministro da Economia considera que a Madeira poderá um dia tornar-se independente se quiser*. Mantendo a mesma lógica de raciocínio, deve igualmente defender no Conselho de Ministros que os cidadãos possam ser dispensados de contribuir com os seus impostos para a  prática de abortos, se não quiserem. Os cidadão têm o direito de exercer a sua objecção de consciência fiscal**.

2. Seguindo o mesmo princípio de liberdade individual, cada cidadão também deve poder optar por não contribuir com os seus impostos para abjecções televisivas como o «último a sair», emitidas em horário nobre no canal (de serviço público) RTP1. Na emissão de 20.07.2011 foram tantos e tais os dislates que se justifica a venda imediata do "formato" de Bruno Nogueira a custo zero para qualquer estação privada que o quisesse adquirir. Pede-se ao governo e à Direcção da RTP que zelem pela boa aplicação dos impostos pagos pelos cidadãos.

3. A entidade (Conselho de Finanças Públicas) criada pelo governo para conferir credibilidade às contas públicas portuguesas perante os mercados internacionais, conforme o PPV já alertou***, além de invadir competências do Ministro das Finanças, arrisca-se a falhar o objectivo central. A sua credibilidade não resulta da inclusão de académicos mais ou menos reputados e especialistas internacionais. O mercado segue uma regra básica e universal que escapa a académicos e politicos. Quem é o titular da folha de pagamentos da Entidade? Quem paga a factura? O mercado sabe que esta Entidade dirá o que convém a quem lhe paga - ou, no mínimo, di-lo-á do modo e no momento mais conveniente. Os mercados atenderão pouco ou mesma nada os pareceres que sobre as finanças públicas portuguesas irá emitir um Conselho cuja folha de pagamentos é apresentada ao Estado POrtuguês. Os mercados perceberão ainda que, para além do desperdício de dinheiro com a criação de mais uma Entidade irrelevante (depois de o acordo com a Troika apontar para a redução do seu número), o governo português não entende a lógica dos mercados.

4. O PPV apoiará a convocação de um novo referendo nacional de iniciativa popular incidindo sobre a dignidade e inviolabilidade da vida humana.

5. O PPV congratula-se com a passagem do nono centenário da data natalícia do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, nascido a 25 de Julho de 1111, dia de Santiago, em Guimarães, segundo a mais antiga tradição. O PPV assinala igualmente a passagem de mais um aniversário sobre a data da Batalha de Ourique, 25.07.1139 na qual, segundo a tradição, pela primeira vez D. Afonso Henriques foi pelos portugueses aclamado como rei.

Guimarães, 25 de Julho de 2011

* http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/ministro-da-economia-acha-que-a-madeira-podera-tornarse-independente_1501309
** http://portugalprovida.blogspot.com/2008/03/portugal-pro-vida-ppv.html
*** http://portugalprovida.blogspot.com/2011/06/direccao-politica-comunicado-sobre.html
http://noticias.pt.msn.com/politica/membros-do-conselho-de-finan%C3%A7as-p%C3%BAblicas-nomeados-pelo-tribunal-de-contas-e-banco-de-portugal-1


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Portugal pro Vida
..ser ou não ser, eis a questão.

Hospitais devem eliminar objectos alusivos à infância ou do foro religioso de salas para aborto?

A Inspeção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) recomenda aos hospitais públicos que retirem dos gabinetes onde atendem mulheres para interrupção voluntária da gravidez objetos que possam interferir com a escolha das utentes.
Esta é uma das recomendações que resultou da inspeção realizada no ano passado a 22 estabelecimentos de saúde que realizam abortos por opção da mulher até às 10 semanas de gravidez, que a legislação em vigor há quatro anos veio permitir.

No relatório da IGAS, é recomendado que objetos alusivos à infância ou do foro religioso sejam removidos dos gabinetes médicos e de apoio psicológico e social onde é prestado atendimento a estas utentes.

A inspeção diz ainda que as unidades de saúde devem criar um telefone direto para a consulta hospitalar da interrupção voluntária da gravidez (IVG), “facilitando o cumprimento dos prazos legais”.

Deve ainda existir um contacto disponível de um profissional de saúde, em horário útil, para esclarecer possíveis dúvidas “durante todo o processo de IVG, minimizando o recurso desnecessário ao serviço de urgência”.

A IGAS diz ainda que a Direção Geral da Saúde deve atualizar a informação disponível na Internet relativamente à consulta de IVG, com indicação dos dias, horários da consulta e profissionais de saúde adstritos.

Apesar das recomendações, a inspeção reconhece que o sistema público tem procurado dar resposta para “a realização de um aborto seguro”, mesmo com a escassez de recursos e com o “elevado número de profissionais” que se declararam objetores de consciência.

Ainda assim, a inspeção detetou falhas no cumprimento da lei nos serviços públicos.

Segundo o relatório, havia, em 2010, um centro hospitalar no qual em cada unidade onde se realiza a consulta de IVG apenas há um médico, o que faz com que a comprovação da idade gestacional não seja feita por um clínico diferente daquele que realiza o abroto, como determina a lei.

“Apesar de existir certificado de assinatura por médico diferente, esta assinatura não passa de um ato meramente formal, pois é feita à posteriori pelo outro médico da unidade e vice-versa”, refere o Relatório de Actividades do IGAS, divulgado na Internet.

SOL / Lusa

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O lema deste novo "estado novo" parece ser mesmo: «tudo pelo aborto, nada contra o aborto»