quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Barrigas de aluguer - Maçonaria - Desobediência civil

O parlamento português prepara-se para dar hoje mais um passo no sentido do retrocesso civilizacional, consagrando a "maternidade de substituição", o aluguer de barrigas. Passando levianamente por sobre os graves impactos que tal prática acarreta para todos os envolvidos, mas especialmente para a criança e também para a "mãe de aluguer", a apresentação de propostas de vários partidos deixa supor que há um consenso parlamentar quanto à questão-base, divergindo apenas no alcance: uns aceitam a extensão desta figura a "casais" homossexuais, outros não.

Para o PPV, a própria questão-base já está mal colocada, centrando toda a discussão em torno de um suposto "direito à maternidade", mas esmagando completamente o direito da criança a ter "um pai e uma mãe". Não se deve impor a uma criança uma família com dois pais, com duas mães, com um pai e duas mães ou mesmo com três pais e três mães como recentes resultados(?) da ciência parecem indicar como biologicamente viável, embora moralmente monstruoso.

Certa classe política pode julgar-se no direito de ditar a seu bel-prazer as regras de engenharia-social para uma "nova ordem social", apesar da oposição do povo (claramente demonstrada na sondagem de opinião pública recentemente realizada no blogue daconcepcaoateamortenatural.blogspot.com). E até pode levar a sua «descolagem da realidade» ao ponto de (nos querer fazer) pensar que tal função de maternidade de substituição poderia ser exercida gratuitamente... Tal não impedirá que no futuro, a médio prazo, se acumulem as mais nefastas consequências e, com graves custos, a sociedade venha a rectificar os erros hoje cometidos. Portugal já hoje paga penosamente o preço de erros cometidos no passado em obediência à mesma lógica desviante que hoje se prepara para triunfar ruidosamente num parlamento dominado pela maçonaria, como o recente debate finalmente tem trazido a lume.

Com legislação desta anti-natureza e uma selecção tão notoriamente distorcida por critérios não-democráticos, qual seja o da fraternidade maçónica, um parlamento perde a sua base de legitimidade e a própria razão de ser, posto que em vez de representar a vontade de uma sociedade, actua publica e notoriamente à sua revelia. Com tal comportamento, é o próprio parlamento que legitima o amplo movimento de desobediência civil a que os cidadãos - ainda que inconscientemente - têm vindo a aderir e se manifesta de forma particularmente grave no abandono do país, no desrespeito pelas leis, pelos dirigentes políticos e pelas obrigações fiscais.

Luís Botelho
Guimarães, 19 de Janeiro de 2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

adopção gay - a ofensiva continua

Eles não desistem de mudar a nossa "percepção" sobre as "famílias arco-íris".
 Ninguém se surpreenda se daqui a algumas semanas recomeçar nova campanha de "sensibilização"...

http://familias.ilga-portugal.pt/o-pessoal-e-politico-aparece
[...] projeto fotográfico que pretende dar visibilidade à parentalidade das pessoas LGBT.
[...] mudar o ponto de partida na discussão sobre o superior interesse das crianças e os direitos de parentalidade das pessoas LGBT.
[...] grande visibilidade que gostaríamos que o projeto adquirisse

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

o PPV continua, o PPV vai crescer - contamos consigo!

Caros filiados no Portugal pro Vida,

Reunida em Guimarães no dia 1º de Dezembro de 2011, a Convenção Nacional tomou por unanimidade a decisão de manter e revitalizar o PPV, apelando à renovação do compromisso por parte de todos os seus filiados. Das várias intervenções efectuadas resultou muito clara a necessidade de manter e reforçar o único projecto político que em Portugal afirma inequivocamente os Valores da Vida e da Família, tão caros à vasta maioria da sociedade portuguesa.

A experiência tem mostrado que o apoio do PPV à campanha pro referendo-Vida (patenteado no tempo de antena de 30.11), em nada a prejudicou. Já a apoia quem a apoiaria sem o PPV. E os poucos que diziam esperar a dissolução do PPV para apoiar o referendo...não o apoiaram antes de conhecer a posição do PPV e também não o apoiariam depois.

Para que o PPV possa aprofundar a sua actividade e crescer, é fundamental melhorar a sua estrutura de funcionamento, aproveitando da melhor forma as competências dos seus filiados e simpatizantes em diferentes domínios (comunicação, jurídico, administrativo, informático, etc.). Um partido visa a conquista do poder pela via democrática - e o PPV não pode alhear-se desta vocação comum às organizações desta natureza, embora a si mesmo impondo rigorosas directrizes ético-filosóficas de promoção do bem comum.

Somos o único partido que não descrimina etariamente os seus filiados no acesso à participação ou na hora da tomada de decisões, o único que dispensa o pagamento de qualquer quota, o único que exige uma declaração de não pertença a qualquer sociedade secreta (maçonaria ou afim). Tais sociedades minam a transparência do sistema democrático, impedem o real escrutínio das decisões pelos cidadãos (desde logo as de nomeação!) e subvertem, em suma, a ordem social, a justiça, a progressão pelo mérito e pelo esforço, a verdade. Pela sua própria natureza, contribuem para a corrupção, o nepotismo e, em geral, para a grave crise que se vive hoje em Portugal. Assim nos continuaremos a distinguir do ambiente reinante na política portuguesa, evitando os graves desvios que por aí grassam (e nos desgraçam).

Defendendo a inviolabilidade da Vida Humana, desde a concepção até à morte natural, sustentamos o primeiro pilar da convivência social pacífica e democrática entre cidadãos livres. Defendendo a Família, afirmamos a importância da célula-base da sociedade, cuja fecundidade assegura só por si a sua subsistência futura. Praticando uma cidadania interna sem discriminação etária ou pecuniária, tornamo-nos casa comum para acolher todos os cidadãos que, subscrevendo os nossos princípios, desejam participar de forma activa e subsidiária na construção de um Portugal melhor, de um Portugal social, ambiental e economicamente sustentável.

Os filiados do PPV, mais do que os de qualquer outro partido, são co-responsáveis pela afirmação e crescimento deste que nasceu e segue sendo, antes de mais, um movimento de Sociedade Civil consciente dos Valores que representa. O PPV sabe o que quer para Portugal, para a Europa, para a Lusofonia. Por esta razão, a condição de filiado implica a colaboração activa no crescimento do PPV, angariando novos membros na família, no ambiente de trabalho, nos movimentos de sociedade ou religiosos em que cada um se insere.


  1. Espera-se por isso que cada filiado angarie outro a cada trimestre que passa.
  2. Espera-se que cada filiado colabore activamente nas campanhas cívicas que o PPV promove ou apoia. Actualmente, decorre a campanha pro referendo-vida: todos temos de dar o nosso contributo, angariando assinaturas e redistribuindo folhas para se conseguir o efeito multiplicativo que nos permita apresentar no Parlamento o pedido de referendo muito em breve.
  3. Espera-se que cada filiado assuma a responsabilidade territorial pela sua freguesia (ou por uma freguesia vizinha, se a sua já estiver atribuída), dinamizando aí as actividades de esclarecimento, de recolha de assinaturas, de mobilização de elementos para as mesas de voto, de dinamização da apresentação de candidaturas autárquicas próprias ou em coligação, sempre que tal se proporcione.
Por um Portugal pro Vida e pro Família,

A Direcção Política Nacional do PPV
Guimarães, 6 de Dezembro de 2011

( 826º aniversário do passamento de D. Afonso Henriques )

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

que mais será preciso para se demitir o Procurador-Geral da República?

O PPV mantém a posição de quebra da confiança institucional no P.G.R. Pinto Monteiro, posição assumida há quase dois anos (11.02.2010) e em função da qual deixou de recorrer a este órgão institucional do Estado, por nós considerado sede vacante:


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João Palma - Sócrates ousou o que nenhum outro primeiro-ministro tentara neste país. Dominador, manipulador, levou a sua obsessão ao sector da justiça e fez abalar os seus alicerces. Desrespeitando a independência do poder judicial, elaborou um plano que visava desacreditar os tribunais para mais facilmente os poder controlar.

Alterou leis, desorganizou, usou a comunicação social, promoveu aos cargos de cúpula pessoas escolhidas a dedo em função de determinado perfil de subserviência. Quase conseguiu. Só isso explica que certas pessoas ocupem certos cargos para os quais não têm, manifestamente, perfil.
Os tempos mudaram e, naturalmente, a falta de independência desses senhores só pode ter uma consequência: a sua queda, o seu afastamento a prazo. Foram os próprios que cavaram a sua sepultura. Seca a fonte, morre o fruto. O pecado não está em substituí-los. O pecado foi escolhê-los ou promovê-los. Em nome da normalidade e da reposição da credibilidade da justiça, há que devolvê-los ao lugar que a história lhes reserva. Não há populismo que os salve. O povo já percebeu que não servem e onde querem chegar.
João Palma | Correio da Manhã | 28-11-2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Parlamento europeu promove aborto a coberto da luta contra o sida

Apesar da mensagem enviada a todos os euro-deputados portugueses, a UE decidiu a favor do "aborto". Não espanta que esta "União" Europeia caminhe a passos largos para a sua auto-destruição.
É a mesma que se recusa a escutar a vontade dos cidadãos!


A mensagem que enviámos:
Ex.mº(ª) Senhor(a) Euro-Deputado(a),

Na qualidade de cidadão seu constituinte, venho pedir que vote contra a “resolução sobre a resposta da UE para fazer frente ao VIH/sida na UE e países vizinhos” enquanto esta pretender dar igualmente cobertura ao "direito ao aborto", indiscriminado, universal e gratuito.

Saudações democráticas

A resolução aprovada no PE (verdadeiro "tiro no pé"):

World AIDS Day Brussels -Thursday 01/12/2011

Resolução do P.E. sobre a resposta global da UE ao VIH/SIDA na UE e nos países vizinhos - Revisão intercalar da Comunicação da Comissão Europeia COM(2009)569

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Tempo de antena pro Referendo-Vida

O PPV consagrou o seu último tempo de antena de 2011 à campanha para o referendo de iniciativa popular. Este tempo de antena, com a participação de várias pessoas, irá para o ar  no dia 30 de Novembro, entre as 19h45 e as 20h00 (possivelmente às 19h54) na RTP1.
 
Assista e divulgue! 

Encontro pro-Vida em Guimarães, tarde de 1 de Dezembro

 
No dia 1º de Dezembro de 2011, 5ª FEIRA, a partir das 14h30, o povo pró-Vida reúne-se na biblioteca da colegiada da Oliveira em Guimarães, na R. de Santa Maria, junto do largo da N. Srª da Oliveira.

Quem vier de automóvel pode estacionar no parque dentro da muralha, com entrada pela R. Nuno Álvares, junto ao Tribunal (coord. GPS   Lat. 41°26'41.27"N,  Long.   8°17'28.80"W). Quem chegar a pé pelo centro histórico, encontrará a entrada assinalada, em frente da recepção da Pousada de Nossa Senhora da Oliveira.

Nesta reunião o movimento «Portugal pro Vida» propõe uma reflexão sobre  os caminhos da Causa da cidadania pro Vida. Por isso desejamos que este debate seja aberto a todos os nossos amigos e simpatizantes. 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

contágio

por João César das Neves, in DN

Na era da globalização um dos piores medos é a pandemia. Já surgiram várias: a sida desde 1981, SARS em 2003, gripe das aves (H5N1) em 2005 e gripe A (H1N1) em 2009. Teme-se uma pior, descrita no último filme de Steven Soderbergh, Contágio (2011). Mas o mundo sofre já a pandemia de um vírus muito mais virulento: a desconfiança.
Hoje não se acredita no sistema, autoridades, especialistas. A sociedade mediática até institucionalizou a suspeita. Uma crise financeira é um assunto perigoso e delicado, mas fica muito mais perigoso se for enfrentada ao lado de jornais que histericamente exageram cada dificuldade, antecipam obstáculos imaginários, auguram os piores fiascos. No meio de tanta gritaria mediática o que espanta é que as coisas não estejam pior.
Nos casos mais avançados da infecção incrédula vemos quem suspeita e insulta o Estado para pôr a sua fé em boatos desmiolados ou bloggers desconhecidos (como Soderbergh relata no filme). Os disparates extremistas e irónicos do Bloco de Esquerda têm mais credibilidade que discursos de ministros e estudos de organizações internacionais. As atoardas incendiárias de manifestações são levados a sério por pessoas pacatas.
No fundo dá-nos gozo ver os políticos às aranhas incapazes de solucionar a crise. Parece justiça poética e muitos sentem-se vingados e felizes com a imagem. Sem perceber que se os chefes falharem, quem sofre não são eles, mas nós. Se o capitalismo chegar ao fim, se o euro acabar, se Portugal falhar na troika, o desemprego e a austeridade de hoje parecerão brincadeira. Ao menos era bom não rir disso.
Porque esta desconfiança e cinismo significam serrar o próprio ramo em que nos sentamos. Senão por inteligência ao menos por medo devíamos acreditar no que temos, desejar que as soluções vinguem, apostar nos que mandam, em vez de torcer sempre pelo pior. Isto é uma grave doença social, que leva ao desastre. A saudável caricatura que ironiza sobre os poderosos para manter o equilíbrio social nada tem a ver com esta mesquinha calúnia que considera os responsáveis alvos das piores acusações simplesmente por serem responsáveis. Não se punem os culpados, como os ex-ministros, insultam-se os poderosos do momento. Por serem poderosos.
Qual é a causa desta atitude infecto-contagiosa? Muitos dizem que é a má qualidade dos políticos. Esta tese constitui aliás a explicação mais comum para a crise. Mas não faz sentido. Primeiro porque os actuais dirigentes não são muito diferentes dos das épocas de prosperidade. Obama não é pior que Kennedy, Sarkozy que Giscard, Passos que Soares, até Berlusconi que Mussolini. Depois, porque, ao contrário de tempos antigos, os responsáveis que temos foram escolhidos por nós. São consequência, não causa.
A origem da desconfiança é o esquecimento de um princípio muito simples, absolutamente evidente, que sempre se ensinou às crianças, mas hoje foi invertido. Desde pequeno aprendi a enorme dívida que tenho para com a sociedade onde vivo. Aquilo que ela me dá, a todos os níveis, é muito mais do que consigo entender. A cultura, segurança, alimentação, infraestruturas são apenas a parte visível. Sem ela, numa ilha deserta, viveria na miséria, se sobrevivesse. Dessa verdade sai a exigência que eu contribua o mais que possa para a comunidade, de forma a minimizar o meu débito. É importante estudar, trabalhar, poupar e esforçar-se, não para ganhar o que nunca posso merecer, mas para contribuir para o povo a quem devo tudo o que sou.
É verdade que este princípio foi abusado por alguns, usando-o em proveito próprio. Isso inverteu a atitude e hoje os indivíduos sentem que é a sociedade que lhes deve algo. As pessoas têm direito que a comunidade lhes dê emprego, casa, vida próspera. Se não dá, a culpa é dela, não nossa. Caímos numa cultura de exigência, não de cidadania, de reivindicação, não de produção e dedicação.
A última vez que esta pandemia de incredulidade surgiu no mundo, após a gripe espanhola em 1918, gerou ditaduras totalitárias que quase destruíram a humanidade.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Portugal tem a segunda taxa de fecundidade mais baixa do mundo

vd texto integral na TSF online

Nações Unidas admitem que «a falta de mão de obra ameaça bloquear as economias de alguns países industrializados». As baixas taxas de fecundidade significam menos pessoas a entrar no mercado de trabalho, numa tendência que põe em causa o crescimento económico e a viabilidade da segurança social. (consequência directa de políticas abortófilas e anti-família, como o PPV tem alertado)

A ONU diz que em alguns países mais ricos, a falta de jovens «significa incerteza sobre quem vai cuidar dos idosos e sobre quem pagará os beneficios dos mais velhos». O caso nacional nao é referido, mas nos números apresentados no relatório, Portugal surge destacado. É o segundo país do mundo com uma taxa de fecundidade mais baixa, numa medida que ajuda a prever o declínio da população.
Abaixo de Portugal só a Bósnia-Herzegóvina. Estamos iguais à Áustria e a Malta.

Enquanto a falta de mão de obra ameaça bloquear as economias de alguns países industrializados, os desempregados dos países em desenvolvimento encontram fronteiras cada cada vez mais fechadas. (em Portugal convergem os dois problemas)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Convenção Nacional extraordinária - 1 de Dezembro, Guimarães

Convocatória

De acordo com o nº 3 do Artigo 19.º dos estatutos do Portugal pro Vida, a pedido da Ex.mª Direcção Política Nacional, convocamos todos os filiados do PPV para a sessão extraordinária da Convenção Nacional a realizar em Guimarães, no dia 1º de Dezembro de 2011, a partir das 14h30.

Se à hora marcada não houver quorum, os trabalhos desta Assembleia terão início meia hora mais tarde com qualquer número de presentes.

A agenda inclui como ponto único da ordem de trabalhos o seguinte:
       

1. extinção do partido «Portugal pro Vida»
Guimarães, 25 de Outubro de 2011



O Presidente da Mesa da Convenção Nacional,

José Carlos Areias

O Responsável-geral,

Luís Botelho Ribeiro


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Anexo - síntese da fundamentação do pedido apresentado pela DPN

Reunida no dia 22 de Setembro a Direcção Política Nacional, foi analisada e discutida uma proposta de convocação de uma Convenção Nacional extraordinária para decidir sobre a eventual extinção do PPV. Por falta de quorum foi a decisão partilhada no dia seguinte via email com os membros ausentes e suplentes. 

A proposta - apresentada pelo responsável-Geral - considera que quando promovemos a criação do PPV, tínhamos por objectivo constituir um instrumento eficaz da luta pela dignidade da vida humana em Portugal. O PPV não era, pois, um fim em si mesmo mas um meio para procurar tornar Portugal um país mais amigo da Vida e da Família. Ao longo do seu tempo de existência travámos algumas lutas que nos pareceram e parecem importantes mas, chegados ao momento presente - com um movimento nacional transversal e apartidário «pro referendo vida» já lançado e a adquirir velocidade - pode muito bem suceder que a continuidade do PPV - em que militam alguns dos principais promotores - acabe por prejudicar a Causa, retraindo adesões pessoais (p. ex. militantes de partidos) e apoios institucionais (p. ex. Igreja Católica e Rádio Renascença) que de outro modo estariam a trabalhar activamente para tornar este referendo uma realidade.

Assim, tal como nos ensina o Evangelho «se a tua mão é para ti ocasião de queda, corta-a; (Mc 9, 43)», também nós temos de ser capazes de cortar o que quer que possa causar estorvo à causa, quando, por outro lado, também sabemos que não foi possível levar até ao povo português a nossa mensagem, em virtude de graves limitações ao debate democrático (para dizer o mínimo). Esta "mudança de armas" na luta que permanece com o mesmo ânimo de sempre convida-nos a olhar para a frente sem desistir, tal como também fizeram aqueles a que nos opomos e que, pela sua persistência, conseguiram consumar a queda de Portugal na noite do "aborto livre". Cabe-nos a nós, com não menos persistência e inteligência, resgatá-lo para a civilização da Vida. Como escreveu S. Paulo aos Filipenses:  «uma coisa faço: esquecendo-me daquilo que está para trás e lançando-me para o que vem à frente, corro em direcção à meta» (Fl 3, 13-14). A nossa meta, com ou sem um movimento ou partido político PPV, continua a ser aquele Portugal pro Vida e pro Família que queremos legar a nossos filhos.

Considerando as respostas recebidas dos membros da DPN - as que contam para efeitos de votação oficial - apurou-se um resultado de 4 votos a favor da convocação de uma Convenção Nacional  e uma abstenção (Helder Sousa), sendo que Miguel Lima manifestou preferir ter esta discussão após a conclusão da campanha pro referendo, o que, no entanto, colidiria com os pressupostos invocados.

Assim, e embora - nos termos do número 3 do art.º 19º dos estatutos do PPV - a DPN pudesse convocar directamente uma Convenção Nacional extraordinária, entende a DPN fazê-lo através e em coordenação com o Senhor Presidente da Mesa da Convenção Nacional. Vimos, pois, solicitar a V. Exª a convocação de uma Convenção Nacional tendo como único ponto na agenda a discussão da eventual extinção do PPV.

Sem prejuízo das razões acima invocadas, pesa igualmente no ânimo dos dirigentes do PPV a situação de passividade, conformismo, indiferença e algum divisionismo que, como vimos alertando, se sente alastrar entre o povo pro-Vida e de que é eloquente sinal a extrema lentidão da petição a favor de um Referendo Nacional de Iniciativa Popular a favor da inviolabilidade da vida humana desde a concepção até à morte natural.

Guimarães, 28 de Setembro de 2011

Solidariamente, a DPN constituída por
Luís Botelho Ribeiro
Luís de Freitas Paiva
Miguel de Martel Lima
Helder Alves de Sousa
Carlos Varandas Nunes

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

a vergonha

por JOÃO CÉSAR DAS NEVES, in DN 2011.10.24

Cada época vive valores que considera supremos, descurando os complementares. A França da revolução dedicou-se à liberdade e igualdade, cometendo atrocidades em seu nome, como os imperialistas de Oitocentos deixaram o amor pela glória e honra cair na opressão. As gerações seguintes costumam condenar as tristes consequências das omissões, esquecendo a grandiosidade dos objectivos.

Uma sociedade deve sempre envergonhar-se de tudo o que faz de mal, mesmo se o sacrificou a belos ideais. A pior vergonha cultural não está, porém, nos crimes cometidos em nomes de grandes princípios. A degradação máxima é ser infiel àquilo mesmo que se erigiu como supremo. Robespierre, que assassinou centenas em nome da liberdade, é menos vil que Napoleão, que assassinou a liberdade em nome da liberdade. A maior baixeza é trair o próprio ideal.

A geração actual é herdeira de outras que cometeram terríveis violações dos direitos humanos. A nossa marca de dignidade é ter proclamado esses princípios como referência fundamental. Os futuros certamente terão muito a criticar-nos, como nós o fazemos aos antigos, mas nunca nos poderão tirar a glória dos largos esforços em prol da dignidade, liberdade e realização pessoal de todos os seres humanos. Este é o padrão por que queremos ser julgados, a referência que tomámos como guia.
É verdade que, apesar disso, na era dos direitos humanos permanecem muitas e graves violações. Todas são de lamentar, mas as mais infames são cometidas pelos que juram seguir esses ideais. Os terríveis abusos de Kadhafi, Mugabe e Chávez envergonham menos esta geração que as atrocidades de Guantánamo, defendidas por George W. Bush em nome da lei. Os primeiros atacam os direitos, enquanto o segundo os manipula dizendo defendê-los.

Nem estes casos isolados são os piores. A maior traição, a vergonha máxima seria uma sociedade que, defendendo um princípio sagrado, viesse a aceitar toda ela uma clara violação de tal valor por puro interesse. A situação mais ignóbil seria uma cultura que hipocritamente aceitasse, aberta e assumidamente, a institucionalização daquilo mesmo que jura repudiar, só porque dá jeito. Não é fácil encontrar situações dessas, mas o nosso tempo conseguiu-o. Existem seres humanos correntemente privados por lei dos seus mais elementares direitos, perante a passividade geral e o aplauso de alguns.

Ninguém pode duvidar de que um embrião constitui uma vida humana. E ela pode ser legalmente assassinada. Qualquer que seja o prisma de onde se aborde, o aborto é matar uma pessoa em gestação, violação gravíssima do direito supremo à vida. Alguém que, segundo o Código Civil pode ser perfilhado (arts. 1847.º, 1854.º e 1855.º), receber doações (952.º) e heranças (2033.º), mas a quem não se respeita a mais elementar defesa, e cuja morte é subsidiada pelo Estado. Simplesmente porque essa vida é inconveniente. Aplicada a qualquer outra, tais raciocínios levantariam objecções enfurecidas em nome dos valores actuais. Indignamo-nos pelo menor atropelo à dignidade de alguém, mas isto aceitamos sem problemas.

É verdade que tal incongruência tem razões ponderosas. Neste caso, a sociedade foi apanhada num terrível conflito de referências básicas. Dentro dos direitos humanos, o nosso tempo apregoa acima de tudo a liberdade pessoal. Somos visceralmente contra qualquer limite e opressão. Orgulhamo-nos de combater as tiranias político-económicas, mas existe outra que, sendo de foro íntimo, gostamos ainda mais de desafiar. O império do pudor e decência é muito forte; daí o axioma básico que no campo sexual deve vigorar a mais completa liberdade. Todos os comportamentos voluntários são admissíveis, e até equivalentes, em nome da sagrada liberdade erótica.

O drama surge quando esse ideal choca com os direitos básicos de alguém, que para mais não tem voz nem voto. Nesse confronto, o nosso tempo já fez a escolha. Perdeu o direito à vida. Temos toneladas de elaborações retóricas para justificar a injúria. É precisamente por isso que esta é a nossa maior vergonha.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

pelo fim dos orçamentos "de sangue" - MEXA-SE!!!

Caro/a amigo/a

Se é verdadeiramente pela Vida em palavras e acções, tem agora uma excelente oportunidade de agir e fazer a diferença, sem prejuízo da iniciativa pro-referendo que temos vindo a promover. Notícias vindas a público indicam que o Governo está a ultimar a sua proposta de Orçamento de Estado e deve apresentá-la ao Parlamento no dia 15. Por isso, temos poucos dias para lembrar aos Sr.s Ministros das Finanças e da Saúde, bem como ao Sr. Primeiro-Ministro, algumas verbas onde se poderá cortar vários milhões de euros em custos directos e indirectos (ainda mal quantificados), hoje gastos com a política de promoção e incentivo ao aborto, posta em marcha pelo governo Sócrates. Pedimos-lhe que envie já por email ou escreva no formulário do Portal das Finanças, em baixo indicado, o seguinte apelo:

«
Ex.mº Sr. Primeiro Ministro,
Ex.mº Sr. Ministro das Finanças,
Ex.mº Sr. Ministro da Saúde,
 
Hoje mesmo, 10 de Outubro, o Sr. Primeiro-Ministro lamentou publicamente a extrema dificuldade em localizar mais despesa pública passível de ser cortada na proposta de Orçamento de Estado. Vimos, por isso, lembrar ao Governo algumas verbas onde poderão ser cortados vários milhões de euros em custos directos e indirectos (ainda mal quantificados), gastos com a política de promoção e incentivo ao aborto, posta em marcha pelo governo Sócrates:

- Acabe-se imediatamente com o "aborto gratuito" no Serviço Nacional de Saúde: no referendo (não-vinculativo) o povo apenas aprovou a despenalização, não a promoção do aborto, através de subsídios públicos;
- Acabe-se
imediatamente com a atribuição do "subsídio de maternidade" e a licença de 30 dias para as mulheres que abortam, uma, duas, três... até dez vezes no mesmo ano!!!
- Acabe-se
imediatamente com a viagem e estadia paga às mulheres das regiões autónomas que vêm abortar a Lisboa;

Os Portugueses não aceitam que o dinheiro dos seus impostos seja usado para matar o seu futuro, para manchar de sangue as mãos dos profissionais de saúde e dos políticos que preparam e aprovam os Orçamentos de Estado.

Os Portugueses sabem que enquanto não sarar esta ferida aberta na nossa sociedade, nenhuma recuperação social ou económica será possível.


Enquanto matarmos os nossos filhos no ventre de suas mães, como uma maldição, tudo o que tentarmos construir ruirá! Todas as medidas para escapar à crise falharão!

Saudações cidadãs,
(nome, data)
»

Pode agora adoptar uma das duas formas possíveis de envio:

1. Preencher formulário no portal das finanças (clicar em http://213.58.158.155/wwwgp/pedido.aspx)
Nome:
Numero de contribuinte:
Assunto: proposta de cortes na despesa com o ABORTO
Descrição: (texto acima)

2. Enviar o texto acima para os seguintes endereços de email:
pm@pm.gov.pt - Primeiro-Ministro
paula.cordeiro@mf.gov.pt
, anapaula.pires@mf.gov.pt - secretárias do Sr. Ministro das Finanças
gms@ms.gov.pt - Ministro da Saúde 
gp_pp@cds.parlamento.pt - grupo parlamentar do CDS-PP
gp_psd@psd.parlamento.pt
- grupo parlamentar do PSD

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Comissão Nacional pro Referendo-Vida
Leonor Ribeiro e Castro, Maria das Dores Folque, Vera de Abreu Coelho, Carlos Fernandes, Luís Botelho, Luís Paiva, Miguel Lima, Rodrigo Castro

contactos:

email: proreferendovida@clix.pt ...... blogue: http://daconcepcaoamortenatural.blogspot.com/