quarta-feira, 25 de setembro de 2013

40 dias pelas vida: 25Set. - 3 Nov.

Caros amigos
Queriamos agradecer uma vez mais a sua participação nos "40 dias pela vida" do ano passado.
Damos graças pelas várias crianças salvas, pelas suas mães, e também pelo médico e a funcionária que se despediram. 

Este ano os "40 dias" decorrem de 25 de setembro a 3 de Novembro no período das 9:00-21:00.

Podem-se inscrever para turnos de apenas uma hora em www.40diaspelavida.org( clicar em participar)
Pedia-lhe o favor de voltar a participar, bem como o de se fazer co-responsável pelo sucesso destes novos "40 dias" conseguindo levar familiares e amigos.
Por favor tome dois minutos para seguir a sua lista de contactos no telemóvel identificando as pessoas que poderão querer associar-se. E convide-as uma a uma.
Foi prometido que não se perderia nada do que fosse feito por "um destes pequeninos".
Nos "40 dias" temos a oportunidade rara de salvar uma criança e mudar o mundo.
Por favor ajude-nos. 
Somos muito poucos. Todos somos precisos.
Com amizade

Paula Pimentel Calderón
(Plataforma 40 dias pela Vida)

terça-feira, 24 de setembro de 2013

faltam crianças, faltam famílias


    FONTE DO GRÁFICO: PORDATA

    OTelegraph publicou há dias uma crítica do livro «Money Runs Out» do economista Stephen D. King. A tese de fundo do livro é que a Europa tornou-se um caso de falência por causa do colapso demográfico.

    Os chamados"baby boomers", diz King, convencidos erradamente que o problema fundamental sempre foi o da superpopulação, pararam de fazer filhos mas continuaram a gastar e a endividar-se.

    O cálculo económico, segundo o autor, é simples:  se gerarmos despesas e nos endividarmos, sem fazer que os que vão pagar a conta sejam mais numerosos, deixamos-lhes por legado um fardo insuportável.

    É exactamente o que está a acontecer na Europa onde a ideia dos perigos da superpopulação cristalizou, mesmo sem base real, e gerou uma cultura antidemográfica: pense-se na eutanásia, na contracepção, na homossexualidade.

    Noutras zonas do mundo onde esta cultura não penetrou e se fazem mais filhos, assistimos a um contínuo processo de desenvolvimento.

    Esta queda demográfica é um problema grave na Europa.

    PORTUGAL    Um artigo recente do Washington Post dedicou-se a Portugal, que nos últimos 4 anos sofreu uma queda de nascimentos de 14%.

    Uma tendência que é uma constante em todos os países europeus desde o fim dos anos 60. Segundo as projecções dos economistas, por volta de 2030 em Portugal 27,4% da população estará reformada, com mais de 1 cidadão em cada 4 a ter mais de 65 anos.

sábado, 21 de setembro de 2013

Papa adverte políticos e eleitores

Por cá arrancou ontem o período oficial de campanha eleitoral para as eleições autárquicas.

Nem de propósito, o Papa lançou, ontem, na homilía da missa celebrada na capela de Santa Marta, no Vaticano, um duplo desafio aos políticos e aos eleitores. “Não se pode governar sem amor ao povo e sem humildade”, disse Francisco, aconselhando os que prestam serviço de governo a questionarem-se sobre dois assuntos: “Eu amo o meu povo para o servir melhor? Sou humilde e ouço toda gente, as várias opiniões, para depois escolher o melhor caminho?”

Para o Papa, se os políticos não fazem estas perguntas, a sua governação não será a melhor. Aos eleitores, Francisco lembrou que “ninguém se pode” excluir “nem pode dizer ‘eu não tenho nada a ver com isto, eles que governem’”.
 
 
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Já em Agosto, dissera também:
“Os pais são chamados a transmitir aos seus filhos a consciência de que esta [vida humana] deve sempre ser defendida, já desde o ventre materno, reconhecendo ali um dom de Deus e garantia do futuro da humanidade, mas também na atenção aos mais velhos, especialmente aos avós, que são a memória viva de um povo e transmissores da sabedoria da vida”
Por isso, os pais são chamados a serem testemunhas das “verdades fundamentais sobre a vida e o amor humanos”, diante da “cultura do descartável, que relativiza o valor da vida”.
  cit. Alfa e Ómega

quinta-feira, 25 de julho de 2013

solidariedade com as famílias das vítimas do acidente ferroviário de Santiago de Compostela

O «Portugal pro Vida» expressa ao povo-irmão da Galiza  e em particular às famílias das vítimas do trágico acidente ferroviário ontem ocorrido em Santiago de Compostela a sua mais profunda consternação e solidariedade humana.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Holocaustos

Ao ler um texto acerca dos “campos da morte” nazis (VP de 20130522), não pude deixar de pensar que os holocaustos nunca são iguais.
Muito recentemente o Papa Francisco manifestou o seu apoio à petição europeia “Um de nós” e exortou todos a manterem viva a atenção para um tema tão importante como o respeito pela vida humana desde a sua concepção até à morte natural. Sem o expressar directamente, o Papa lembrava um holocausto que está a ocorrer e que a maioria de nós, incluindo cristãos, procura esquecer; olhamos para o lado!
Mas nós estamos demasiado silenciosos. Martin Luther King  disse “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”.
No final da II Guerra Mundial, o General Eisenhower ordenou que fosse feito o maior número possível de fotos das vítimas dos campos de concentração e fez com que a população das cidades vizinhas fosse aqueles campos e até mesmo enterrassem os mortos. Ninguém queria acreditar naquilo que os olhos viam! Nós também não podemos acreditar que eles não soubessem de nada. Olhar para o lado é muito comum na história da humanidade.
Desde 2007 realizaram-se em Portugal mais de 80 mil abortos* "por opção da mulher", dos quais perto de 13 500 foram repetições, revela um estudo da Federação Portuguesa Pela Vida (FPV) feito com base nos dados oficiais disponíveis.
E qual o encargo que estes abortos significam para o erário público?
As mulheres trabalhadoras que abortam recebem 100 por cento do subsídio social, enquanto uma mãe que está de baixa para dar assistência ao filho só recebe 65 por cento do salário!
Informação publicada no "Correio da Manhã" os custos com os abortos atingiram até 2012 os 100 milhões de euros, relativos a subsídios sociais e despesas com deslocações. E somos nós que pagamos isto com os nossos impostos.
O que devemos fazer? Agir, nada mais!
Está a decorrer em Portugal, por uma iniciativa popular, uma recolha de assinaturas para requerer à Assembleia da República a convocação de um Referendo Nacional incidindo sobre a seguinte pergunta: «Concorda que a legislação portuguesa garanta a inviolabilidade da vida humana, desde o momento da concepção até à morte natural?».
Não tem sido fácil obter autorizações para recolha de assinaturas, mesmo junto a locais de culto católico, sendo mais gritante o que se passou recentemente em Fátima onde o Reitor do Santuário proibiu recolha de assinaturas pró-referendo à porta do recinto do Santuário de Fátima, por se tratar de um assunto que não é estritamente religioso! Será que Francisco I ultrapassou os limites estritamente religiosos da sua missão?
Termino com uma citação de Francisco I: “A Igreja precisa de zelo apostólico, não de cristãos de salão”.

Carlos Fernando da Conceição Sousa

* neste momento (Julho2013) teremos já ultrapassado os 110 mil abortos.

domingo, 23 de junho de 2013

CNE pelo pluralismo


A Comissão Nacional de Eleições (CNE) desmente categoricamente a existência de qualquer acordo, público ou secreto e confidencial, com a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) quanto à realização de debates eleitorais nas televisões.
As declarações proferidas nesse sentido pelo Presidente e um dos vogais da ERC na Assembleia da República no dia 11 de junho não correspondem à verdade.

14 de junho de 2013 - Comissão Nacional de Eleições

convidamos os democratas a apoiar esta posição pública que honra a CNE cne@cne.pt


quinta-feira, 6 de junho de 2013

abortismo de direita... dos mornos

por Juan Manuel de Prada, cit. pelo Infovitae
nota: o texto seguinte, analisando a situação espanhola, acaba por descrever de modo lapidar o que se passa em Portugal com a maioria PSD-CDS a conservar toda a legislação fracturante de Sócrates, embora sabendo que foi eleita por muitos iludidos pelo canto de seria do «mal menor» ou do «voto útil», para cujos perigos em devido tempo o PPV alertou, oferecendo-se como a única verdadeira alternativa para quem assume de forma consequente a defesa plena dos valores cristãos!

Decía Balmes que los partidos «de instinto moderado y sistema conservador» se convertían a la postre en conservadores «de los intereses creados de una revolución consumada y reconocida»; y que, a la postre, resultaban más útiles a la Revolución que los propios partidos revolucionarios.

Así ocurre en la cuestión del aborto, donde vemos cómo el partido conservador se convierte, mientras gobierna, en conservador de los «avances» del partido socialista, para que luego el partido socialista pueda seguir «avanzando» tan ricamente, en la seguridad de que el partido conservador conservará las cosas en el exacto punto en el que él las dejó.

La ofuscación ideológica interviene luego; y el defensor de la vida puede, incluso, llegar a la conclusión racionalmente absurda de que, en la cuestión del aborto, el partido conservador representa «el mal menor»; y que, por lo tanto, entre el «aborto de izquierdas» y el «aborto de derechas» debe optarse por el segundo. Pero el principio de que es lícito elegir un mal menor vale en determinados casos; no así en caso de error moral, donde no es posible elegir el «menor error». El error mezclado con medias verdades, o con morigeraciones hipócritas, es infinitamente más perverso que el error craso, pues el segundo provoca en la conciencia un repudio inmediato, mientras que el primero la ayuda a «contemporizar». Dos y dos son cuatro, no cinco ni veintisiete; si quien sabe que son cuatro se pone de parte de quienes afirman que son cinco, por no dar la razón a quienes afirman que son veintisiete, hace mucho más daño, pues el «error menor» puede llegar a ser asimilado mucho más fácilmente por las conciencias que el error craso; y la aceptación del «error menor» es condición indispensable para que, a la larga, el error craso se imponga y triunfe. Por eso el «aborto de derechas» es más útil al abortismo que el propio «aborto de izquierdas». La caracterización balmesiana vuelve a demostrarse infalible.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

IGAS favorável a introdução de taxa moderadora nos abortos reincidentes. E o governo PSD-CDS?...

A publicação recente do relatório de 2012 da Direcção-Geral de Saúde (DGS) e, hoje mesmo, do Relatório de 2012 da Inspecção-Geral de Actividades de Saúde (IGAS) vem permitir uma comparação de que se podem retirar  importantes ilações:

1. A IGAS defende  a criação de mecanismos de limitação dos abortos recorrentes, chegando mesmo a sugerir a criação de uma taxa moderadora, apontando o seu efeito "moralizador" perante o reconhecido facto de que o aborto se tem tornado um "método anticoncepcional".

2. Os dados publicados pela DGS em meados de Abril, não reflectiam afinal uma diminuição do numero de abortos, mas simplesmente um atraso no processo de reporte. O facto mais grave e preocupante prende-se com o acréscimo de 754 abortos que "apareceram" afinal nas instituições inspeccionadas em 2012 pela IGAS. Será que alguém anda a esconder abortos realizados para evitar algum alarme social? Se não tivessem sido "descobertos" pelas inspecções, aqueles 754 abortos nunca viriam a ser incluidos/ reconhecidos nas "cifras negras" do estado em Portugal?

3. Fruto de políticas (e políticos) socialmente irresponsáveis, continua a degradar-se a incidência do aborto em Portugal. De 172 (abortos/1000 nados-vivos) em 2008 passámos já para 209 em 2011. Dando como válidos os numeros da DGS, a região mais "perigosa" para um bebé ser concebido em Portugal é Lisboa e Vale do Tejo com 298 abortos/1000 nados-vivos, logo seguida do Algarve com 288. No norte verificam-se  211 abortos por cada 1000 nados-vivos, isto é, ainda mais do que um em cada seis bebés concebidos é sacrificado ao egoísmo mais sanguinário (literalmente).

4. Os dados mostram como a "produção de morte" em entidades privadas continua a crescer. Concretamente é interessante verificar como a entrada do Grupo Espírito-Santo saúde na Clínica de Oiã, teve como consequência imediata a cessação da realização de abortos naquela Clínica, o que é muito de se saudar. Perante o reforço do "negócio", um novo player - SOERAD sociedade de estudos radiológicos L.da, de Torres Vedras -  requereu e conseguiu em 20-03-2012 a sua licença para realizar abortos, embora ainda neste momento aquele serviço não se encontre publicitado no seu site. Não admira - quem se pode orgulhar de perverter a sua missão de prestar cuidados de saúde, matando deliberadamente seres humanos indefesos? Manteremos vigilância apertada sobre todas as entidades píblicas e privadas, envolvidas na "rede de aborto". Se, como receamos, pretenderem intensificar a sua actividade neste domínio publicitando o novo "serviço", no seu site, na imprensa escrita ou audio-visual, não hesitaremos em alertar os nossos amigos e simpatizantes da região oeste para o facto de aquela sociedade supostamente vocacionada para "estudos radiológicos" se pretender dedicar agora a "execuções em massa" de bebés humanos nas 10 primeiras semanas de vida.






sexta-feira, 17 de maio de 2013

comunicado da Direcção Politica Nacional - contra a adopção gay

COMUNICADO

Em Novembro/Dezembro de 2009, o recém-criado PPV alertava os portugueses para o perigo de que, se não sentissem a devida oposição social, os políticos poderiam vir a aprovar o casamento gay com direito de adopção de crianças. Para o evitar, promoveu uma campanha de adesão das autarquias locais (assembleias de freguesia e assembleias municipais) à seguinte declaração, inspirada no nº 7 da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança:

Toda a criança tem desde o nascimento o direito a ser criada e educada por um pai e uma mãe, sempre que possível os seus pais biológicos. 

Esta campanha saldou-se por um assinalável êxito, tendo chegado a atingir os representantes autárquicos de  3.022.103 cidadãos até meados de 2010.

Não obstante, três anos volvidos, eis que o "lobby gay" volta à Assembleia da República com a segunda fase do plano, pretendendo ver aprovada agora a adopção que na altura não tiveram a coragem de defender. Neste quadro e em nome de uma imensa maioria de cidadãos que sabemos estar contra esta medida, vimos exigir da Assembleia da República o respeito pelos valores e convicções mais firmes e estruturantes da sociedade portuguesa, reconhecendo que o "superior interesse da criança" está no defesa do seu direito a ser criada e educada por um pai e uma mãe.

Assim sendo, em nome do povo pro Vida e pro Familia de Portugal, exigimos dos senhores deputados à Assembleia da República que, nas votações das propostas de co-adopção por casais(?) homossexuais, do próximo dia 17 de Maio, representem adequadamente a vontade geral, votando contra ambos os projectos, do Partido Socialista e do Bloco de Esquerda. Num momento de aguda crise económica e social, consideramos ofensivo para tantas famílias em dificuldades que os "deputados da nação" percam tempo com debates e medidas desta natureza, que em nada contribuem para a resolução dos grandes problemas com que o nosso país se confronta.


Guimarães, 16 de Maio de 2013
PPV - Direcção Política Nacional



quinta-feira, 2 de maio de 2013

coligação nacional PPM-PPV para as autárquicas 2013 - «Plataforma de Cidadania»

O PPM e o PPV formalizam e apresentam amanhã - 3 de Maio - em Lisboa, pelas 16h00 na Biblioteca da Junta de Freguesia de São Jorge de Arroios, na Rua Passos Manuel nº 20, o acordo de  coligação de âmbito nacional "Plataforma de Cidadania" com vista à participação conjunta nas eleições autárquicas 2013. Convidamos toda a Comunicação Social e os simpatizantes de ambos os partidos integrantes a participar neste momento público.  Da sessão constará igualmente uma conferência de imprensa em que serão apresentadas as linhas gerais desta nova realidade política com a qual se espera dar uma "pedrada no charco" nas eleições que se avizinham, oferecendo aos grupos de cidadãos que se identifiquem com o "compromisso autárquico" a possibilidade de se candidatarem sob esta bandeira.

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Plataforma de Cidadania
...coligação nacional PPM-PPV para as eleições autárquicas 2013
+informações: 93777771
Facebook: PlataformaDeCidadania

domingo, 28 de abril de 2013

Lista de entidades que podem receber 0.5% do seu imposto

... há, entre estas, diversas entidades pro-Vida e pro-Família que faz bem em ajudar desta forma.

clicar aqui

alguns exemplos:
ADAV Associação de Defesa e Apoio à Vida (Aveiro) - 505085615
Fundação Santa Rafaela Maria - 509.502.091
Santa Casa da Misericórdia de Guimarães - 500.839.158 
Irmandade da  Misericórdia de Paredes - 500.835.454
Ajuda de Berço - 504 296 442
[...]

quarta-feira, 24 de abril de 2013

carta do PPV à Entidade Regul. Comunic. Social sobre modificações à Lei26/99 (pluralismo informativo)

Ex.mº Senhor Presidente da
Entidade Reguladora para a Comunicação Social,

O PPV manifesta a mais viva preocupação em resultado de notícias vindas recentemente a público (cf. jornais Correio da Manhã; Público e SOL*) de que estaria em marcha uma iniciativa da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (E.R.C.) visando uma alteração das regras relativas aos debates televisivos, limitando o acesso ao debate por parte dos partidos menos votados e, eventualmente, de cidadãos independentes.
A democracia tem regras que, desde o tempo da Assembleia Constituinte, foram desenhadas tendo em vista uma democracia pluralista. Um dos pressupostos básicos de qualquer eleição é o de que o povo é soberano e pode, se assim entender, alterar completamente a disposição de forças num determinado órgão representativo. Por isso, nas condições de acesso a tempos de antena, representação de partidos nas mesas de voto, etc., sempre se fez questão de dar a todos os partidos as mesmas condições de participação. O histórico, aqui, nada conta – faz-se tábua rasa. Também não podemos aceitar que – como já sucedeu em campanhas presidenciais - às decisões de cobertura jornalística possam voltar a presidir critérios tão arbitrários como um suposto “estatuto de figura pública”.
Tudo o que venha a pretender-se fazer no sentido de relativizar e degradar estes princípios democráticos, há muito consensualizados, deve pois ser considerado como uma ameaça à transparência democrática, independentemente das práticas seguidas noutros países europeus – alguns deles tão ou mais longe que nós da verdadeira democracia.
Um outro aspecto que naõ podemos deixar de é o facto de a ERC, embora dotada de autonomia administrativa e financeira , não possuir a necessária autonomia política, dependendo politicamente da “situação”, ou seja, do “bloco central” parlamentar. Neste quadro, mandaria a “decência política” que a E.R.C. se abstivesse de iniciativas que, além de eventualmente extravasar as respectivas competências, pudessem servir os interesses políticos de cuja concertação dependeu e depende a escolha da maioria dos seus membros, por essa via, do seu próprio Presidente.
Nos finais dos anos 70 assistiu-se à lenta e penosa submissão do poder militar ao poder civil e eis que agora, 40 anos depois, a questão volta a pôr-se em termos da re-submissão do poder económico-mediático ao poder civil e democrático. A mesma sociedade civil que mandou os militares “de volta aos quartéis” se encarregará de mandar os jornalistas “de volta às redacções”.
Os cidadãos têm, pela Constituição Portuguesa, direito a um completo esclarecimento. Isto implica a possibilidade de obterem, pelo serviço público de radio-televisão e por todos os canais disponíveis sob concessão pública, um conhecimento objectivo dos diferentes programas e candidatos que se apresentem a eleições. A ERC não pode ignorar que a Constituição da República Portuguesa no seu Capítulo II, concretamente no art. 48º consagrado à «Participação na vida pública», o ponto nº 2 assegura a todos os portugueses o direito de conhecer objectivamente as propostas políticas de todas as entidades públicas - onde se incluem os partidos políticos. Ali se pode ler «Todos os cidadãos têm o direito de ser esclarecidos objectivamente sobre actos do Estado e demais entidades públicas e de ser informados pelo Governo e outras autoridades acerca da gestão dos assuntos públicos.»
Parece-nos que o sentido da proposta da ERC, nos termos em que veio a público, irá ferir de forma insanável este princípio constitucional. Julgará porventura a E.R.C. que um consenso com os Sr.s Directores de Informação das televisões dispensa a observância da Constituição Portuguesa? Alguma destas figuras está acima da Lei, acima da Constituição?
Por outro lado, a Lei n.º 26/99, de 3 de Maio, veio alargar, entre outras coisas, a obrigação da neutralidade das entidades públicas à data da marcação das eleições ou do referendo. Ali se refere, no Artigo nº 2 sobre a Igualdade de Oportunidades: «Os partidos ou coligações e os grupos de cidadãos, tratando-se de acto eleitoral, os candidatos e os partidos políticos ou coligações que os propõem, tratando-se de referendo, têm direito a efectuar livremente e nas melhores condições a sua propaganda, devendo as entidades públicas e privadas proporcionar-lhes igual tratamento, salvo as excepções previstas na lei».
Também no Artigo 3.º vem reforçada esta ideia impondo-se explicitamente uma exigência de neutralidade e imparcialidade das entidades públicas que, parece-nos, se extende à presente iniciativa da ERC, a seis meses que estamos de novo acto eleitoral: « 1 — Os órgãos do Estado, [...], das demais pessoas colectivas de direito público, das sociedades de capitais públicos ou de economia mista e das sociedades concessionárias de serviços públicos, de bens do domínio público ou de obras públicas, […] não podem intervir directa ou indirectamente em campanha eleitoral ou para referendo, nem praticar quaisquer actos que favoreçam ou prejudiquem uma posição em detrimento ou vantagem de outra ou outras, devendo assegurar a igualdade de tratamento e a imparcialidade em qualquer intervenção nos procedimentos eleitorais ou referendários.
2 — Os funcionários e agentes das entidades referidas no número anterior observam, no exercício das suas funções, rigorosa neutralidade perante as diversas posições, bem como perante os diversos partidos e grupos de cidadãos eleitores.»
Sendo missão da E.R.C. assegurar «a regulação e supervisão de todas as entidades que prossigam actividades de comunicação social em Portugal» parece-nos natural esperar que esta Entidade actue como defensora do interesse público junto da Imprensa, e não como Corporação dos Interesses Televisivos, legítimos mas subordinados à Lei e à Constituição. Pela parte do PPV sempre nos oporemos a que o rotativismo, no caso entre o PSD e o PS, venha algum dia a alcandorar-se a valor democrático de jure ou de facto, destronando o Pluralismo. Qualquer iniciativa que ponha em causa a «igualdade de tratamento» põe igualmente em causa a Democracia e contará com a nossa firme oposição.

PPV - Direcção Política Nacional,
Guimarães, 22 de Abril de 2013 

carta do PPV à Comissão Nac. de Eleições sobre modificações à Lei26/99 (pluralismo informativo)

Ex.mº Senhor Presidente da
Comissão Nacional de Eleições,

assunto: posição do PPV sobre modificações à Lei26/99 (pluralismo informativo)
O PPV manifesta a mais viva preocupação em resultado de notícias vindas recentemente a público (cf. jornais Correio da Manhã; Público e SOL*) de que estaria em marcha uma iniciativa da E.R.C. visando uma alteração das regras relativas aos debates televisivos, limitando o acesso ao debate por parte dos partidos menos votados e, eventualmente, de cidadãos independentes.
A democracia tem regras que, desde o tempo da Assembleia Constituinte, foram desenhadas tendo em vista uma democracia pluralista. Um dos pressupostos básicos de qualquer eleição é o de que o povo é soberano e pode, se assim entender, alterar completamente a disposição de forças num determinado órgão representativo. Por isso, nas condições de acesso a tempos de antena, representação de partidos nas mesas de voto, etc., sempre se fez questão de dar a todos os partidos as mesmas condições de participação. O histórico, aqui, nada conta – faz-se tábua rasa. Também não podemos aceitar que – como já sucedeu em campanhas presidenciais - às decisões de cobertura jornalística possam voltar a presidir critérios tão arbitrários como um suposto “estatuto de figura pública”.
Tudo o que venha a pretender-se fazer no sentido de relativizar e degradar estes princípios democráticos, há muito consensualizados, deve pois ser considerado como uma ameaça à transparência democrática, independentemente das práticas seguidas noutros países europeus – alguns deles tão ou mais longe que nós da verdadeira democracia.
Um outro aspecto que queremos destacar é o facto de a ERC, embora dotada de autonomia administrativa e financeira , não possuir a necessária autonomia política, dependendo politicamente da “situação”, ou seja, do “bloco central” parlamentar. Neste quadro, mandaria a “decência política” que a E.R.C. se abstivesse de iniciativas que, além de eventualmente extravasar as respectivas competências, pudessem servir os interesses políticos de cuja concertação dependeu e depende a escolha da maioria dos seus membros, por essa via, do seu próprio Presidente.
Nos finais dos anos 70 assistiu-se à lenta e penosa submissão do poder militar ao poder civil e eis que agora, 40 anos depois, a questão volta a pôr-se em termos da re-submissão do poder económico-mediático ao poder civil e democrático. A mesma sociedade civil que mandou os militares “de volta aos quartéis” se encarregará de mandar os jornalistas “de volta às redacções”.
Os cidadãos têm, pela Constituição Portuguesa, direito a um completo esclarecimento. Isto implica a possibilidade de obterem, pelo serviço público de radio-televisão e por todos os canais disponíveis sob concessão pública, um conhecimento objectivo dos diferentes programas e candidatos que se apresentem a eleições. A ERC não pode ignorar que a Constituição da República Portuguesa no seu Capítulo II, concretamente no art. 48º consagrado à «Participação na vida pública», o ponto nº 2 assegura a todos os portugueses o direito de conhecer objectivamente as propostas políticas de todas as entidades públicas - onde se incluem os partidos políticos. Ali se pode ler «Todos os cidadãos têm o direito de ser esclarecidos objectivamente sobre actos do Estado e demais entidades públicas e de ser informados pelo Governo e outras autoridades acerca da gestão dos assuntos públicos.»
Parece-nos que o sentido da proposta da E.R.C., nos termos em que veio a público, irá ferir de forma insanável este princípio constitucional. Julgará porventura a E.R.C. que um consenso com os Sr.s Directores de Informação das televisões dispensa a observância da Constituição Portuguesa? Alguma destas figuras está acima da Lei, acima da Constituição?
Por outro lado, a Lei n.º 26/99, de 3 de Maio, veio alargar, entre outras coisas, a obrigação da neutralidade das entidades públicas à data da marcação das eleições ou do referendo. Ali se refere, no Artigo nº 2 sobre a Igualdade de Oportunidades: «Os partidos ou coligações e os grupos de cidadãos, tratando-se de acto eleitoral, os candidatos e os partidos políticos ou coligações que os propõem, tratando-se de referendo, têm direito a efectuar livremente e nas melhores condições a sua propaganda, devendo as entidades públicas e privadas proporcionar-lhes igual tratamento, salvo as excepções previstas na lei».
Também no Artigo 3.º vem reforçada esta ideia impondo-se explicitamente uma exigência de neutralidade e imparcialidade das entidades públicas que, parece-nos, se extende à presente iniciativa da ERC, a seis meses que estamos de novo acto eleitoral: « 1 — Os órgãos do Estado, [...], das demais pessoas colectivas de direito público, das sociedades de capitais públicos ou de economia mista e das sociedades concessionárias de serviços públicos, de bens do domínio público ou de obras públicas, […] não podem intervir directa ou indirectamente em campanha eleitoral ou para referendo, nem praticar quaisquer actos que favoreçam ou prejudiquem uma posição em detrimento ou vantagem de outra ou outras, devendo assegurar a igualdade de tratamento e a imparcialidade em qualquer intervenção nos procedimentos eleitorais ou referendários.
2 — Os funcionários e agentes das entidades referidas no número anterior observam, no exercício das suas funções, rigorosa neutralidade perante as diversas posições, bem como perante os diversos partidos e grupos de cidadãos eleitores.»

Sendo uma das principais atribuições da C.N.E. «Assegurar a igualdade de oportunidades de ação e propaganda das candidaturas a determinada eleição e dos intervenientes nas campanhas para os referendos.» parece-nos natural esperar que esta Comissão Nacional mantenha e aprofunde a posição adoptada no seu comunicado de 12/04/2013, o qual apoiamos integralmente. Pela parte do PPV, sempre nos oporemos a que o rotativismo, no caso entre o PSD e o PS, venha algum dia a alcandorar-se a valor democrático de jure ou de facto, destronando o Pluralismo. Exortamos a C.N.E. a opor-se por todos os seus meios a projectos ou tentações anti-democráticas cuja existência esta iniciativa da E.R.C. denuncia.


PPV - Direcção Política Nacional,
Guimarães, 22 de Abril de 2013