terça-feira, 2 de junho de 2009

Pode o cristão apoiar com o seu voto programas políticos contrários aos fundamentos da fé?

(...) A consciência cristã bem formada não permite a ninguém favorecer, com o próprio voto, a actuação de um programa político ou de uma só lei, onde os conteúdos fundamentais da fé e da moral sejam subvertidos com a apresentação de propostas alternativas ou contrárias aos mesmos.
Uma vez que a fé constitui como que uma unidade indivisível, não é lógico isolar um só dos seus conteúdos em prejuízo da totalidade da doutrina católica.
Não basta o empenho político em favor de um aspecto isolado da doutrina social da Igreja para esgotar a responsabilidade pelo bem comum. Nem um católico pode pensar em delegar a outros o empenho que, como cristão, lhe vem do evangelho de Jesus Cristo de anunciar e realizar a verdade sobre o homem e o mundo.
Quando a acção política se confronta com princípios morais que não admitem abdicações, excepções ou compromissos de qualquer espécie, é então que o empenho dos católicos se torna mais evidente e grávido de responsabilidade. Perante essas exigências éticas fundamentais e irrenunciáveis, os crentes têm, efectivamente, de saber que está em jogo a essência da ordem moral, que diz respeito ao bem integral da pessoa.
  • É o caso das leis civis em matéria de aborto e de eutanásia (a não confundir com a renúncia ao excesso terapêutico, legítimo, mesmo sob o ponto de vista moral), que devem tutelar o direito primário à vida, desde o seu concebimento até ao seu termo natural.
  • Do mesmo modo, há que afirmar o dever de respeitar e proteger os direitos do embrião humano.
  • Analogamente, devem ser salvaguardadas a tutela e promoção da família, fundada no matrimónio monogâmico entre pessoas de sexo diferente e protegida na sua unidade e estabilidade, perante as leis modernas em matéria de divórcio: não se pode, de maneira nenhuma, pôr juridicamente no mesmo plano com a família outras formas de convivência, nem estas podem receber, como tais, um reconhecimento legal.
  • Igualmente, a garantia da liberdade de educação, que os pais têm em relação aos próprios filhos, é um direito inalienável, aliás reconhecido nas Declarações internacionais dos direitos humanos.
  • No mesmo plano, devem incluir-se a tutela social dos menores e a libertação das vítimas das modernas formas de escravidão (pense-se, por exemplo, na droga e na exploração da prostituição).
  • Não podem ficar fora deste elenco o direito à liberdade religiosa e o progresso para uma economia que esteja ao serviço da pessoa e do bem comum, no respeito da justiça social, do princípio da solidariedade humana e do de subsidariedade, segundo o qual “os direitos das pessoas, das famílias e dos grupos, e o seu exercício têm de ser reconhecidos”.
  • Como não incluir, enfim, nesta exemplificação, o grande tema da paz? Uma visão irénica e ideológica tende, por vezes, a secularizar o valor da paz; noutros casos, cede-se a um juízo ético sumário, esquecendo a complexidade das razões em questão. A paz é sempre “fruto da justiça e efeito da caridade”; exige a recusa radical e absoluta da violência e do terrorismo e requer um empenho constante e vigilante da parte de quem está investido da responsabilidade política.

Solidariedade com famílias das vítimas do voo AF447

O movimento «Portugal pro Vida» expressa a mais sentida solidariedade com as famílias das vítimas do desastre que terá ocorrido com o avião da Air France que, com 228 pessoas a bordo, fazia a ligação entre o Rio de Janeiro e Paris. Que Deus se compadeça das suas almas e conforte os seus familiares e amigos enlutados.

Para memória e exemplo aos estadistas do "velho mundo", aqui ficam algumas palavras do Presidente Lula da Silva: «o governo (brasileiro) está fazendo todo o esforço possível para encontrar o avião [...] Esse momento é só de solidariedade... e de pedir a Deus que não aconteça de novo»


segunda-feira, 1 de junho de 2009

financiamentos partidários

sem comentários...

«O PSD convida o(a) Companheiro(a) a participar no jantar de campanha das eleicoes Europeias dia 4 de Junho, 20h00, Fundacao Cupertino de Miranda-Porto. Com presenca Dr. Paulo Rangel e Dra. Manuela Ferreira Leite, entrada gratuita, levante o seu bilhete junto da sua seccao do PSD.»

mensagem circulada por sms neste dia da criança - 1 de Junho. Por que não se terão lembrado, já agora, de um lanche para a pequenada? Seria porque... criança não vota?

a JS e o «direito de ser Mãe»


Soubemos agora que no dia 3 de Maio - dia da Mãe - algumas das secções locais da Juventude Socialista, senão todas, distribuíram pelas mães portuguesas como brinde uns saquinhos perfumados*. O seu custo unitário pode ser facilmente estimado numa rápida consulta ao sítio www.brindes.com onde o mais barato (mais pobre e menor que o da JS) orça em 2,79€. Deixando para já de lado a questão do custo duma tal operação de "charme", comecemos por questionar a mensagem na etiqueta anexa ao saquinho: «De todos os direitos de ser Mulher, o maior é (o) de ser Mãe...»
(verso da folha anexa aos brindes)

Não será isto hipocrisia e falta de vergonha da parte de uma organização que, nada tendo feito para facilitar o exercício do suposto "direito de ser Mãe", antes pelo contrário muito trabalhou ao longo de anos e após dois referendos para a legalização do «direito de não ser Mãe»?

Será legítimo gastar tanto dinheiro público (dos financiamentos partidários?) para, em ano eleitoral, oferecer "umas coisinhas" às pessoas, em vez de se promover o seu esclarecimento como era suposto? Se for verdade que os partidos podem receber cerca de 3 euros por eleitor, depois de assim gastar 2,79€ com cada eleitora, de onde virá o resto do dinheiro para as vistosas (e caras...) campanhas e para o próprio funcionamento duma estrutura pesada profissional como a do Partido Socialista?

Tanto se criticou (e critica ainda) a oferta de electrodomésticos pelo Major Valentim Loureiro... sendo certo que o major não os oferecia sequer a eleitores individuais mas a instituições sociais que, enquanto tal, não votam. Hoje, sem o mínimo pudor, procura-se insidiosamente "comprar" directamente o eleitor e nada acontece...

Nada poderia acontecer, é claro, quando os regulamentos e Leis são feitos pelos próprios sequestradores da pobre democracia portuguesa...

domingo, 31 de maio de 2009

o aborto banalizado...


in revista "Sábado" nº264, 21 a 27 de Maio 2009, p.135

O ABORTO COMO FORMA DE ARTE
«A. S., aluna de Belas-Artes, gerou polémica na Universidade de Yale, no ano passado, quando anunciou o seu projecto final. A estudante queria mostrar os vídeos dos abortos a que se tinha submetido, voluntariamente, ao longo de nove meses. [...]»

O valor das Associações de Pais

Liberdade do ensino sexual nas escolas

Os governantes têm por dever decidir o que de melhor entendem para a população do país a que pertencem. Mas devem fazê-lo sem ferir, no mínimo, as pessoas que compõem este agregado. Devem decidir, tratando-se de valores morais, com o devido cuidado para não provocar agressões nem deixar mazelas que motivem, com o decorrer do tempo, sentimentos de revolta ou arrependimento. Aos governantes compete decidir. Às famílias compete consentir.

A recente mais valia, conquistada pelo direito ao associativismo, vem colocar as Associações de Pais de cada escola, numa posição de relevo, de forma a poderem ser notadas, para poderem ser consultadas, quando necessário. A última decisão parlamentar sobre a forma da Educação Sexual a dar nas escolas, veio violar os canais da liberdade democrática, ao impor uma nova condição de ensino sexual nas escolas, sem consulta por referendo às Associações de Pais, que representam os que mais direitos têm sobre quem mais julgam penalizados - as crianças das escolas.

Sendo assim, a recente tentativa política, assim interpretada por muitos, para a oficialização da educação sexual nas escolas, pela simples caça ao voto partidário, vem transparecer para a população portuguesa, uma nítida sobreposição de autoritarismo governamental sobre as famílias, desrespeitando desta maneira as vontades das Associações de Pais, que respondem directamente pelos valores e vontades, daqueles que têm os maiores direitos e deveres por essas crianças, por serem os seus pais.

È que as famílias têm sempre razão, quando se trata dos seus filhos.
È que os filhos são delas!

Luís Fânzeres - GEP www.CombatentesporPortugal.org

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Testamento vital

COMUNICADO

Está em discussão na Assembleia da República uma proposta de Lei do P.S. relativamente ao "testamento vital". Embora o não confessem alguns dos seus promotores, este é um passo no sentido da eutanásia - como reconhece implicitamente o Dr. Rui Nunes - presidente da associação que promoveu esta iniciativa legislativa: "A sociedade portuguesa ainda não está preparada para debater esta questão [eutanásia]. Temos que ir dando pequenos passos"


No PS procura-se fundamentar a legitimidade desta legislação num suposto "direito à autodeterminação da vontade do próprio". Mas um tal princípio está longe de determinar as nossas leis - desde logo porque a vontade individual incondicionada colide amiúde com o "bem comum". Mesmo quando aparentemente os efeitos dessa vontade se limitam à própria pessoa, o princípio não vale. É, a título de exemplo, o caso do uso do "cinto de segurança": um condutor não pode escolher usá-lo ou não, embora o risco inerente recaia exactamente sobre si próprio. Ele nem sequer poderá num futuro e eventual "testamento vital" precindir de qualquer tratamento no Serviço Nacional de Saúde, em troca de poder conduzir o seu automóvel sem o incómodo espartilho do "cinto".

Como facilmente se percebe, se o espírito do legislador fosse efectivamente o de proporcionar aos cidadãos um mais amplo campo de realização da sua vontade (Liberdade) individual, não faltariam possibilidades. Estamos portanto a dar "pequenos passos" no sentido da tentativa de legalização da eutanásia - como facilmente percebem os portugueses, especialmente os mais velhos a quem estas propostas muito estão a preocupar!

Em face de mais esta ofensiva contra o sagrado direito à Vida, o movimento «Portugal pro Vida» vem afirmar a sua posição:

1. Segundo um estudo (divulgado em Maio) da Entidade Reguladora da Saúde, "os doentes são muitas vezes mal informados sobre o diagnóstico da sua doença, o que os impede de fazer uma opção verdadeiramente informada". Às próprias mães que pretendem abortar não é mostrada a ecografia do seu bebé. Isto demonstra que não existe, da parte do Estado, uma verdadeira cultura de "consentimento informado". Não se pode, por conseguinte, invocar o "consentimento informado" para justificar a bondade do "testamento vital", uma vez que reconhecidamente não existem ainda condições reais objectivas para o "consentimento informado" no nosso país.

2. A proposta de Lei é complexa e ininteligível para a imensa maioria dos cidadãos; e feita de tal modo apressado (e eventualmente oportunista) que não esperou sequer por um parecer favorável do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida. Em matéria grave e "de Vida ou de morte" como esta, um tal parecer deverá ser absolutamente indispensável. E se a Assembleia da República o dispensar, apelamos desde já para o Sr. Presidente da República no sentido de não deixar passar o diploma, quando e se este vier a ser-lhe apresentado para homologação.

3. Milhares de pessoas em todo o mundo recuperaram de coma e/ou de paragens cardio-respiratórias para viver ainda muitos anos junto dos seus familiares e amigos. Eles vivem entre nós - podem ser entrevistados pelos sr.s jornalistas. Uma grande maioria destas pessoas experimenta uma grande pacificação e crecente apego ao valor da Vida, fruto do momento traumático. Era possível que, perguntadas anos antes, estas pessoas tivessem facilmente aceite lavrar um "testamento vital" a recusar tratamentos que, afinal, lhes salvaram a Vida. Como podemos prever e determinar hoje a nossa posição diante da Vida (e dos tratamentos necessários à sua conservação) daqui a alguns anos e em circunstâncias extremas que hoje mal se podem imaginar? Será isto um "consentimento informado", com um contexto tão diverso duma realidade remota?

4. A evolução da tecnologia, das práticas médicas, não tornarão mais pacífico, útil e proporcionado um tratamento que hoje se nos possa apresentar "fútil e desproporcionado"? A colocação de um simples "by-pass" no coração, hoje banal, há poucos anos poderia ser considerado um tratamento "fútil e desproporcionado". Perante a possibilidade do "testamento vital", muitas pessoas que conhecemos não estariam hoje entre nós. Será legítimo confrontar assim uma pessoa com a "possibilidade" de "não ser um peso" para a sociedade? Se a dita sociedade pretende, isso sim, reduzir os custos com os cuidados médicos e outros aos mais velhos e debilitados, devia ter-lhes antes dado igualmente a possibilidade de não contribuir. Se o não fez nem faz, então não pode furtar-se às suas responsabilidades vitais.

5. A dura realidade que os portugueses sentem é a falta de acesso à saúde e não o excesso de cuidados de saúde. Os promotores desta proposta, em última análise, dizem pretender evitar o "encarniçamento terapêutico". Ora se este existisse em grau significativo, seria já hoje uma "má prática médica" que os próprios profissionais não hesitariam em denunciar. Em Portugal há, isso sim, médicos, enfermeiros e para-médicos que nos hospitais ou nas viaturas de primeiro socorro lutam denodadamente para salvar vidas e esse esforço deve ser reconhecido e valorizado até ao limite do possível e razoável em face das limitações de meios. A haver, serão muito poucos os casos de "tratamentos fúteis ou desproporcionados" em Portugal. As notícias que temos são de doentes que não resistem a seis ou sete horas de viagem até ao hospital; de longas filas de espera para consultas e operações; de centros de saúde e urgências a fechar. É muito preocupante e condenável ver os nossos políticos ocupados com a "qualidade da morte" em vez de zelar pela "qualidade da Vida". O povo português não deixará de dar-lhes uma resposta nas eleições.

Portugal pro Vida
Guimarães, 28 de Maio de 2009

o sexo e os cristãos

por Margarida Castel-Branco, in Correio de Coimbra

Quando a minha filha Isabel era pequenita, gostávamos de ir às livrarias e passar longos minutos a folhear livros infantis. Algumas livrarias têm espaços preparados para crianças, onde temos a possibilidade de perscrutar um mundo fantástico de cores, sons e cheiros que nos transportam para outra realidade. Aí, pais e filhos são convidados a mergulhar na inocência de uma infância feliz.

Foi numa manhã de sábado chuvosa que me deparei com livros sobre sexualidade dirigidos a crianças de tenra idade. Curiosa, folheei alguns. Inquieta, detive-me nalgumas partes. A certa altura, um autor dizia qualquer coisa como isto: “Todos os dias a tua mãe toma um comprimidinho para não ter mais bebés. Um dia, quando a tua mamã e o teu papá resolverem dar-te um irmão, ela parará de tomar esse comprimido…”.

No meu imaginário de criança, os comprimidos tomavam-se para tratar doenças. Aliás, a minha decisão de ser farmacêutica passou exactamente por aí: por conhecer bem o corpo humano para, através dos medicamentos, poder ajudá-lo a recuperar a saúde, sem, contudo, ter de me envolver directamente na relação médico-doente, para a qual não sentia particular vocação. “Medicamento versus doença” era o mote. Mas, neste caso, a situação estava invertida: a mãe da criança do livro, saudável, tomava todos os dias um comprimidinho para… não ter bebés; donde, uma criança inteligente facilmente conclui que ter bebés é… uma doença!

Regressando ao presente, verifico que, afinal, é exactamente esta a mensagem que atravessa toda a sociedade. Mais ou menos explícita, é ideia amplamente difundida a defesa da dissociação entre sexo e procriação. Como se fossem actos independentes. Endeusa-se o primeiro, recorrendo-se ao segundo apenas quando é necessário. Uma, eventualmente duas vezes na vida. E se, por acaso, de um acto sexual resulta um bebé… “que estranho, não era suposto; há que eliminar este produto da concepção!”

Cedo percebeu Karol Wojtyla a necessidade de apontar um caminho novo ao mundo, no âmbito da moral sexual. Foi com os jovens da sua paróquia de São Floriano, em Cracóvia, que, no início dos anos 50, começou, nas suas palavras, a “aprender a amar o amor humano”. Durante 25 anos, escutou, aconselhou e acompanhou os seus jovens jovens, que eram e se foram fazendo namorados, intelectuais, cientistas, noivos, filósofos e teólogos. E muitos casaram. Daí surgiram novas reflexões sobre o amor humano. Das suas questões e dificuldades, das muitas horas de confessionário e das conversas fora dele, nasceu um estudo célebre: “Amor e Responsabilidade”(1). A doutrina moral da Igreja era apresentada, pela primeira vez, não em termos do que é permitido ou proibido, mas a partir de uma reflexão sobre a pessoa. No contexto dos anos 60, ele sabia que era urgente apresentar as regras da moral católica como um itinerário que conduz homens e mulheres a uma maior realização de si próprios. Mais tarde, João Paulo II aproveitaria as audiências gerais de 4.ª-feira para, semana após semana, durante mais de quatro anos (de 5.9.1979 a 28.11.1984), explorar “Amor e Responsabilidade” de uma forma muito mais alargada, incluindo o ponto de vista teológico. Procurava, deste modo, responder aos problemas pastorais nascidos da publicação da Humanae Vitae, fornecendo os esclarecimentos necessários para se poder compreender até que ponto são bem fundadas as normas éticas aí enunciadas. Nascia assim a “Teologia do Corpo”, dedicada ao amor humano no plano divino(2).

Tenho-me questionado por que razão me suscita repulsa a ideia da obrigatoriedade da educação sexual nas escolas. Teoricamente, ela seria parte de uma educação para a saúde, e, como tal, benéfica do ponto de vista da preparação das novas gerações. Mas basta olhar para os manuais propostos ou para as manchetes de jornais dos últimos dias para perceber que não se trata de verdadeira educação sexual, mas antes de uns ensinamentos sobre como fazer sexo sem fazer bebés e sem ficar doente. Falta falar de Amor. Parece que os mentores dos projectos se esquecem de que, no ser humano, os aspectos biológicos e psicológicos se complementam para dar à sexualidade um duplo significado: não só o da transmissão da vida a novos seres, como também o da expressão do amor que se estabelece entre homem e mulher. O complexo funcionamento dos órgãos sexuais masculinos e femininos sugere essa dupla finalidade, na medida em que é da própria organização do sistema sexual humano no seu conjunto que resulta a possibilidade de ocorrer ou não uma gravidez num determinado momento da vida do casal.

Diz-se, no nº 12 da Humanae Vitae, que, “pela sua estrutura íntima, o acto conjugal, ao mesmo tempo que une profundamente os esposos, torna-os aptos para a geração de novas vidas, segundo leis inscritas no próprio ser do homem e da mulher”. São estas leis da natureza que precisamos de ensinar. E de aprender. A regulação natural da fecundidade é um meio concreto para se viver a sexualidade conjugal de um modo mais pleno. Por isso, o CADC propõe-se realizar um Curso de Métodos Naturais de Planeamento Familiar já nos próximos dias 30 de Maio e 20 de Junho. E promete, para breve, o aprofundamento, em Coimbra, da Teologia do Corpo de João Paulo II.
A não perder.

(1) Karol Wojtyla. “Amor e Responsabilidade”. Lisboa: Editora Rei dos Livros, 1999.
(2) Yves Semen. “A Sexualidade segundo João Paulo II”. Estoril: Principia Editora, 2006.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Food, taste and hunger

Uma sugestão do nosso amigo, P.e Artur Moreira...

25.000 pessoas morrem de fome a cada dia!

Vale a pena pensar nisto...

Quer fazer algo? Pode, por exemplo, oferecer um dia ou umas horas da sua vida como voluntário do BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME*. Não custa nada mas significa muito!

A próxima campanha é já este fim de semana de 30 e 31 de Maio!

ALIMENTE ESTA IDEIA!

* o B.A.C.F. e o Portugal pro Vida são entidades completamente autónomas uma da outra. O PPV limita-se a sugerir aos leitores do blogue a participação numa campanha que, pelos seus méritos cristãos, merece todo o nosso apoio, divulgação e até a participação (a título individual) de muitos apoiantes nossos.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

São Nuno e o Vaticano II


Bento XVI, na solene canonização do Condestável, exaltou, a figura do cavaleiro cristão empenhado na «militia Christi, ou seja, no testemunho que cada cristão é chamado a dar no mundo». Já na pastoral colectiva do episcopado português, de 1960, se reconhecia que «Nuno Álvares foi sempre igual a si mesmo: cavaleiro invencível na guerra, cristão exemplar no cumprimento das virtudes» e, por isso, «a emissão dos votos canónicos foi apenas a consagração de uma vida já de há muito profundamente cristã». Em termos semelhantes, o nosso Patriarca, no encerramento do processo diocesano, sublinhava: «Em D. Nuno Álvares Pereira foi impressionante esta síntese harmónica da vivência da sua fé e o desempenho das altas funções que a Nação lhe atribuiu».

Se este foi o entendimento do Santo Padre e dos nossos Bispos, outro foi o parecer dos fiéis que manifestaram algum desconforto pela canonização de um guerreiro. Para estes, a glorificação do Condestável seria suportável só porque esse seu passado mais não seria do que uma etapa prévia à sua conversão, sobre a qual viria agora a incidir a bênção da canonização. Entendem portanto que só o monge foi elevado aos altares, permanecendo apeado o leigo cristão, o militar valeroso, o dadivoso milionário, o filho obediente, o marido fiel, o casto viúvo, o pai exemplar, o leal conselheiro do rei, o humilde conde e o invencível condestável.

Se a nobilitação de Camilo Castelo Branco inspirou uma divertida caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro, em que o novo titular expulsava o genial escritor, dir-se-ia que a canonização de São Nuno deu azo a serôdios episódios de ultramontano clericalismo, na voz dos que insistem em ignorar a vida santa do santo leigo e teimosamente pretendem ainda, ao arrepio dos ensinamentos conciliares, que a santidade é um privilégio exclusivo da casta sacerdotal e da vida religiosa em geral.

Assim sendo, perdoa-se ao Santo Condestável o seu passado laical, em nome da consagração religiosa que coroou a sua vivência cristã, ignorando-se que a sua identificação com Cristo não ocorre apenas, nem principalmente, no último episódio da sua vida, mas é a realidade que vivifica toda a sua anterior existência, profunda e essencialmente secular. São Nuno não foi santo apesar do seu estado laical e da sua vida profissional, mas, pelo contrário, santificou-se em e através do fiel cumprimento dos seus deveres de estado, como filho, esposo e pai de uma família cristã, como competentíssimo profissional da guerra e como fidelíssimo cidadão. A sua tardia profissão religiosa não é a mais significativa expressão da sua santidade, mas apenas o seu último episódio. São Nuno, como afirmou D. José Policarpo na acção de graças pela sua canonização, «continua a dizer-nos que é possível viver com fé todas as realidades humanas, sociais, políticas, militares, familiares, religiosas; continua a dizer-nos que é possível ser santo em todas elas, que se pode viver toda a vida com Deus, que nos vai sugerindo, em cada momento e em cada circunstância, a maneira de acreditar e de amar».

Releve-se o que da exaltação da santidade laical do Condestável possa parecer de menos apreço pela vida religiosa, mas sem esquecer que a multissecular tradição da Igreja atribuiu, desde tempos imemoriais, o título de santíssima a uma única criatura: Maria, a filha de Joaquim e de Ana, a esposa de José e mãe de Jesus, que nunca professou na vida religiosa e se santificou através dos seus deveres familiares, religiosos, sociais e profissionais. Não estranha, pois, que tenha sido esta santíssima mulher o exemplo de santa virtude que iluminou toda a vida santa de São Nuno de Santa Maria.

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

sexta-feira, 22 de maio de 2009

MATRÍCULAS ESCOLARES (do 1º ao 3º ciclo)

SABIA QUE

A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PRETENDE

IMPOR
EDUCAÇÃO SEXUAL NAS
ESCOLAS
OBRIGATÓRIA PARA TODOS

SEGUNDO IDEOLOGIAS
SÓ de ALGUNS?!!!

  • O que aconteceu em ESPINHO na EB 2.3 Sá Couto, podia acontecer na turma do seu filho.

  • Gostava de sujeitar ao mesmo o seu filho ou a sua filha?

  • Enquanto Pai e encarregado de educação, tem a responsabilidade e o direito de exigir que isto não aconteça com os seus!

  • Seja um dos milhares de Pais que no momento da matricula (Maio/Junho) estão a apresentar nas escolas a carta que se encontra em:

http://portugalprovida.googlegroups.com/web/MATRICULAS-CARTA.doc


INFORMAÇÕES:

Fernanda Neves Mendes – tm. 917887202 – e-mail: fernanda@solardamarta.com

Artur Mesquita Guimarães – tm. 963408216 – e-mail: mesquita_guimaraes@sapo.pt

Leonor Ribeiro e Castro – tm. 913053811 – e-mail: fernando.r.castro@clix.pt

Luís Botelho Ribeiro – tm.934450384 – e-mail: luisbotelhoribeiro@gmail.com

quinta-feira, 21 de maio de 2009

PPV aceita o voto do (e)leitor de "o inimputável"

O PPV responde à ao eleitor que no blogue "o inimputável" o oferecia em post de 12.05 nos seguintes termos:

Venho oferecer o meu voto ao partido que nas próximas eleições, sem equívocos, se comprometa no programa eleitoral:
1. Com a não obrigatoriedade de qualquer forma de educação sexual em meio escolar.
SIM

2. Defenda a necessidade de não descriminar fiscalmente as pessoas casadas e que tenha na medida justa a ponderação do número de filhos.
SIM

3. Incremente verdadeiras políticas de protecção à família.
SIM

4. Proteja a vida desde a concepção até à morte natural.
SIM

5. Crie incentivos fiscais e medidas de protecção no emprego para as famílias que decidam ficar com os familiares idosos a seu cargo.
SIM

6. Altere a iníqua Lei do divórcio.
SIM

7. Promova um apelo aos valores e ao sentido ético na sociedade e na economia.
SIM

8. Institua nas escolas, no curriculum escolar, uma carga horária destinada à concretização de um trabalho de voluntariado numa instituição reconhecida como de utilidade pública.
SIM (interessante proposta que não constava do nosso programa mas merece análise)

9. Valorize a renovação da vida partidária dando oportunidades às gerações mais jovens de participar (sem oportunismos) na vida política.
SIM

10. Termine com o espírito de subsídio-dependência que alastra na sociedade, promove a ociosidade social, e incentiva à marginalidade. Ou seja, dito de outra maneira: que promova o trabalho como instrumento de valorização pessoal.
SIM

11. Que o mérito seja, na realidade, uma alavanca para a ascensão e reconhecimento social em vez da popularidade estéril.
SIM (embora, na realidade, muito deste processo escape - e ainda bem - ao controlo político!)

12. De uma vez por todas, incremente as medidas necessárias para que a justiça deste país funcione.
SIM (aqui há toda uma revolução tranquila(?) a fazer)

13. Explique aos portugueses que a riqueza de uma nação provém do trabalho, esforço, perseverança, inteligência, e não dos créditos pessoais ou do “quero já”!
SIM (explicar, essencialmente, pelo exemplo e pelos critérios seguidos "dentro de casa")

O que se passa (ou não) no Tribunal Constitucional?

Um pedido de declaração da inconstitucionalidade da "Lei do Aborto",
subscrito por cerca de 30 deputados*, apresentado no Tribunal Constitucional (TC) em 5 de Julho de 2007 registado sob o n.º de entrada 733/2007**, ainda nem sequer foi «distribuído» a um juiz-relator.

... E estamos em Maio de 2009!!!

Ao que nos informaram na secção central do TC, encontra-se à espera de um memorando da responsabilidade do Sr. presidente do TC o Sr. Dr. Juiz Rui Moura Ramos, para poder ser apreciado pelo tribunal e, só então, distribuído.

Não será este um caso de Vida ou de morte
(32.000 mortes, na verdade!) a merecer maior celeridade na apreciação da sua constitucionalidade?

Não terão sido
entretanto despachados numerosos pedidos de fiscalização constitucional sobre matérias bem menos relevantes?

E será
assim tão problemático o n.º1 do artigo 24º da Constituição, apresentando uma redacção aparentemente tão cristalina como esta?
«A vida humana é inviolável.»

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* cerca de três dezenas de deputados do PS, PSD e CDS-PP, dentre os quais o jornal Publico destacava Teresa Venda e Matilde Sousa Franco (PS), José Paulo Carvalho e Hélder Amaral (CDS-PP) e Zita Seabra, Rosário Águas, Miguel Frasquilho, Helena Lopes da Costa, Henrique de Freitas, Hugo Velosa, Rui Gomes da Silva e Luís Montenegro (PSD)

** tendo-lhe sido atribuído um tal número de referência (.../007) até nem admira que quase não se dê pela sua existência...

terça-feira, 19 de maio de 2009

com a Educação Sexual obrigatória como será?

Professora acusada por abuso sexual de menores

Braga: docente da EB 2/3 André Soares terá induzido três alunos à prática de actos sexuais. Julgamento a 8 de Junho.

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E o caso do dia...

Professora suspensa por conversas sobre orgias sexuais

Provavelmente, uma vez aprovada a legislação proposta pelo PS aquilo que hoje é a excepção tenderia a tornar-se... regra.

Quem pode, pois, acusá-los de dissimulação quando confessadamente pretendem «acabar com os tabus»?...

Vigília de reparação pelos pecados contra a inocência das crianças

AVEIRO
Paróquia da Moita - Anadia
Dia 19 de Maio de 2009
Das 20.00H até às 08.00 do dia 20 de Maio

BEJA
Paróquia de S. João Baptista
Dia 20 de Maio de 2009
Das 08.00H até às 13.00H

COIMBRA
Paróquia de S. José
Dia 19 de Maio de 2009
18.30H Terço
19.00H Missa
Velada de Oração Reparadora
Das 21.00H até às 23.00H

ÉVORA
Paróquia de S. Mamede
Dia 19 de Maio de 2009
Das 22.00H até às 24.00H

FARO
Capela de S. Luís
Dia 19 de Maio de 2009 – 21H
Capela de Santo António do Alto
Dia 21 de Maio 21.00H

FÁTIMA
Capela do Convento das Irmãs de Santa Cruz
R. S. João Eudes
Dia 19 de Maio de 2009
Das 21.00H até às 06.00H do dia 20 de Maio

GUARDA

Casa de Saúde Bento Meni
Dia 19 de Maio de 2009
Das 21.00H Terço Reparador

LISBOA
Igreja dos Mártires
R. Garrett – Baixa-Chiado
DIA 19 DE MAIO DE 2009
Das 22.30H até às 08.00H do dia 20 de Maio

SETÚBAL
Igreja Paroquial da Moita
Dia 19 de Maio de 2009
Das 22.30H às 24.00H


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Como sempre, o PPV divulgará qualquer iniciativa de cariz cívico e/ou espiritual na defesa da Vida, da Família e das crianças.