sexta-feira, 24 de outubro de 2008

encontros de 20 de Outubro - em fotos

Encontro com Dom Alfio Rapisarda, Ex.mº Núncio Apostólico em Portugal

Visita e entrega de carta à Comunidade Islâmica de Lisboa

Encontro com Dom Jorge Ortiga, Dig.mº Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa

O dia fecha com chave de ouro com a Eucaristia na capelinha das aparições em Fátima

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Eleições americanas - bispos tomam posição

Bispos orientam católicos a não votarem em quem apoia o aborto

Fonte Zenit

Dois bispos dos Estados Unidos, Dom Kevin J. Farell (Dallas) e Kevin W. Vann (Fort Worth), numa carta dirigida aos fiéis católicos daquele país, asseguram que um católico "não pode votar num candidato que apoie um mal intrínseco como o aborto".

Os bispos publicaram uma carta, divulgada pela agência Fides ontem, 21, sobre as próximas eleições presidenciais que serão realizadas nos Estados Unidos no próximo dia 6.

Nela, advertem que a justificação da legalização do aborto, a promoção do casamento homossexual, a repressão à liberdade religiosa, as políticas públicas de eutanásia, a discriminação radical ou destruição dos embriões humanos, entre outros, são actos "intrinsecamente maus" porque "sempre são incompatíveis com o amor a Deus e ao próximo".

"Estas acções são tão profundamente vazias que sempre são opostas ao autêntico bem das pessoas. Desde a legalização do aborto nos Estados Unidos, foram praticados 48 milhões de abortos legais neste país, e acrescentaram que muitas outras vidas se perdem pelas pesquisas com embriões", advertiram os bispos.

Para os prelados, este tempo prévio às eleições deve ser aproveitado como uma oportunidade para promover a cultura da Vida: "Como católicos, estamos obrigados a rezar, actuar e votar para abolir o mal do aborto nos Estados Unidos, limitando-o tanto quanto possamos até que finalmente seja erradicado".

Os bispos referiram-se também a outros temas, como os imigrantes, a assistência à saúde, a economia, o cuidado e a preocupação pelos pobres, a guerra e o terrorismo.

"Como católicos, devemos preocupar-nos com estes temas e trabalhar para tentar conseguir soluções justas", afirmaram, mas declarando que isso "não é moralmente equivalente aos temas que concernem aos males intrínsecos".

"Não importa quanta razão tenha um candidato sobre estes temas, se não superar a posição inaceitável a favor de um mal intrínseco, como o aborto", acrescentam.

Afirmaram que a única possibilidade moral para que um católico possa votar conscientemente por um candidato que apoie o aborto é no caso de não existir uma opção diferente ou caso o oponente apoie medidas que superam o mal do aborto, ainda que "e este é um raciocínio moral que existe, não haja um dano verdadeiramente moral ou de proporcionadas razões que possa superar os milhões de vidas inocentes que são directamente assassinadas pelo aborto legal cada ano".

"Votar em um candidato que apoia o mal intrínseco do aborto ou o direito ao aborto quando há uma alternativa moral aceitável seria cooperar com o mal e, por conseguinte, é moralmente inadmissível", acrescentam.

"As decisões que nós tomarmos no campo político e moral afectarão não só a paz e a prosperidade da sociedade em geral, mas também podem [comprometer] a salvação de cada indivíduo", concluíram os bispos.

desinformação X leitura acrítica = ...

Um dos mais importantes óbices ao desenvolvimento da sociedade portuguesa prende-se com a conjunção de dois factores:
- a produção de "informação deturpada", deliberada ou involuntariamente, pela imprensa;
- a deficiente capacidade de leitura crítica do público leitor associada à sua reduzida dimensão;

E, assim, quando "nos toca a vez" de encontrar as nossas mensagens mal explicadas e/ou mal compreendidas na imprensa - o que, apesar de tudo, é melhor do que vê-las de todo abafadas - sentimos a responsabilidade de dar o nosso modesto contributo para uma relação de maior Verdade* entre o mundo da Informação e os destinatários a informar.

Tomemos um pequeno exemplo tirado da notícia de Junho sobre a primeira Velada em Guimarães:

A citação de um sms de convocatória é documental e por isso fiel:
"Vamos rezar o terço por todas as vítimas do aborto"

No título, enviado pela Lusa para a imprensa de todo o país, porém, já se lê o seguinte:
"Aborto: Católicos rezam contra o aborto em Faro, Portimão, Lisboa, Leiria"

Ecos vários reproduziram acriticamente o título da Lusa:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Pais/Interior.aspx?content_id=984146

http://net-mulher.com/index.php?topic=3807.0
http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=26585

Isto leva a que em vários sítios e nomeadamente no Forum Nacional várias pessoas questionassem, e bem, o que é isso de "rezar contra". Infelizmente, partiram imediatamente para a condenação e a classificação geralmente depreciativa da iniciativa, sem lerem o artigo todo, onde - e honra seja feita à LUSA - constava a transcrição do apelo sms.
http://www.forumnacional.net/showthread.php?t=30436

Mas há excepções. E o diário IOL foi uma delas, colocando em título aquilo que era efectivamente documental (o sms):

Católicos rezam pelas «vítimas de aborto»

É certo que não resistiram a colocar no texto a versão da LUSA. Menos mal - não embarcaram na onda sensacionalista que tende a incendiar os títulos e moderar os textos!

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Outra é a questão «Católicos rezam».

É verdade! Mas também rezam, não o rosário católico mas as suas próprias orações, fieis de outras igrejas e até de outras religiões. Pelo respeito (pode ler-se "sacralidade"...) da Vida Humana, convergem nas Nações Unidas (e também em Portugal) cristãos católicos e outros, judeus, muçulmanos, budistas, hinduistas, bahai e outros.

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Sobre as notícias publicadas na sequência da jornada de 20 de Outubro, parece-nos redutor e passivel de interpretações distorcidas o sub-título:
«Movimento pede apoio à Igreja»

Na realidade, a nota de imprensa que antecipadamente aqui publicámos refere o sentido essencial que era o da abertura de canais de diálogo institucional com a Igreja Católica, a Comunidade Islâmica de Lisboa e outras instituições pro-Vida. Esta proposta fundamenta-se num princípio de Diálogo e Abertura - o mesmo, afinal, que sustenta o diálogo institucional entre a Igreja Católica e o Estado Português. Rejeitamos inteiramente que a nossa proposta possa ser entendida como um "pedido de apoio" - o qual, a verificar-se, representaria uma grave de falta de respeito para com todos os destinatários das nossas cartas e levaria a que, certamente, não fossemos recebidos como efectivamente fomos.

Outra coisa bem diferente é o considerarmos que "as iniciativas concretas a favor da Vida" precisam e devem merecer uma palavra pública, de correcção ou de estímulo, por parte das Hierarquias Religiosas. Pensamos assim porque os cidadãos-crentes têm o direito de saber que as principais questões da Vida (aborto, eutanásia) e da Família (divórcio, "casamento" de homossexuais, educação sexual, educação para a cidadania, etc.) são também eminentes "questões religiosas", ou seja, fazem parte do grande número de questões sobre as quais, por muito que desagrade a "certos sectores", a Fé pode e deve lançar alguma Luz.

Para que sobre tudo isto não fique a pairar a mais pequena dúvida, aqui publicaremos juntamente com as respostas que recebermos também as cartas que em mão entregámos no passado dia 20.

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[...], presidente do movimento

O Portugal pro Vida está em fase de formação, não tem formalmente criados quaisquer orgãos nem ainda estatutos. Existe apenas uma comissão instaladora informal e um conjunto de porta-vozes que apresentam as iniciativas de viva voz e alimentam o blogue oficial: http://portugalprovida.blogspot.com



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* ou não fosse a exortação de 2008 no Santuário de Fátima justamente «Viver na Verdade»!

encontros de 20 de Outubro - ecos na imprensa

Defesa da Vida

20-10-2008 18:44

Movimento pede apoio à Igreja

Estabelecer o diálogo institucional com a Igreja Católica em defesa dos valores da vida, é este o propósito do encontro de hoje entre o Movimento Portugal Pró-Vida e o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga.


“Vimos aqui para, junto da Igreja portuguesa, manifestarmos o nosso desejo de sermos fiéis representantes do Evangelho da vida”, diz Luís Botelho Ribeiro, responsável por este movimento.

O Portugal Pró-Vida vai pedir também “uma palavra da Igreja não só de correcção, quando eventualmente nos desviarmos, mas também de apoio quando para as nossas iniciativas precisarmos dessa palavra da Igreja”.

Ainda hoje este grupo esteve também reunido com o Núncio Apostólico em Portugal, a quem transmitiu a mesma mensagem e a quem entregou uma carta dirigida ao Papa Bento XVI a pedir uma audiência.

O Movimento Portugal Pró-Vida quer constituir-se como partido e , para tal, já está a reunir assinaturas, porque considera importante que no Parlamento haja uma voz em defesa dos valores da vida.

Notícia R. Renascença
(http://www.rr.pt/informacaoDetalhe.aspx?ContentId=263870&AreaId=11&SubAreaId=23&ZoneId=39)
Versão audio

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http://www.mega.fm/detalhe.aspx?act=263870

sábado, 18 de outubro de 2008

jornada de diálogo institucional com a Igreja Católica e outras instituições activas na defesa da Vida Humana


nota de imprensa


Uma delegação do movimento «Portugal pro Vida» desloca-se a Lisboa na próxima segunda-feira, 20 de Outubro, para uma ronda de contactos com diversas instituições com interesse pela Agenda pro Vida. Às 12h00 esta representação será recebida pelo Núncio Apostólico em Portugal, Dom Alfio Rapisarda, para apresentação de cumprimentos e duma carta dirigida a Sua Santidade o Papa Bento XVI. Pelas 17h00 será recebida na sede da Conferência Episcopal Portuguesa pelo seu Presidente D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas, para uma apresentação de diversas iniciativas dos leigos em Portugal a favor do "Evangelho da Vida" e a entrega de uma carta de apresentação da missão e objectivos do movimento. Esta ronda completa-se com visitas à Federação Portuguesa Pela Vida e à Comunidade Islâmica de Lisboa.

O movimento «Portugal Pro Vida» está em vias de constituição como força eleitoral, tomando como primeira referência ideológica a Doutrina Social da Igreja, e assume como preocupações centrais as questões da Vida, da Família, da Liberdade de Educação e Liberdade Religiosa.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

barco do aborto volta a at(r)acar!


A ONG holandesa "Mulheres (que) vão na onda..." (Women on waves), criada pela Drª Rebbeca Gomperts,

percorre o mundo visitando países a bordo do "seu" barco "Langenort", onde se praticam abortos "livres" a mulheres grávidas de mais de sete semanas, ao abrigo da legislação holandesa. Para tal, embarcam previamente as mulheres en algum porto previamente seleccionado, e depois saiem até águas internacionais sob pavilhão holandês, supostamente fora do alcance da legislação do país visitado.

Esta semana regressam a Espanha, em concreto ao porto de Valencia, onde atracarão a 16 de outubro pelas 17:30, próximo do edifício "Veles e Vents" de Valencia. O grupo «Jovens pro Vida de Valencia» convocou para este dia una manifestação no local de atracagem do barco-abortadouro. Mexe-te - chegou a hora!,

A plataforma "Derecho a Vivir" convoca todos os cidadãos a manifestar-se ao lado dos «Jovens pro Vida» frente ao barco da morte! Podes estabelecer contacto em: juventudesprovida@gmail.com ou ligando a Juan Rivera no nº (+34) 695561818.

Podes também colaborar solicitando às autoridades competentes, a «Autoridad Portuaria de Valencia» e o «Ayuntamiento de la ciudad», que tomem as necessárias medidas para fazer respeitar a legislação vigente em Espanha em matéria de aborto, à semelhança do ocorrido em Portugal em 2004, prevenindo a possibilidade de que que no barco possam vir a ter lugar práticas contrárias à Lei vigente. Basta, para isso, clicar em:

http://www.hazteoir.org/node/14732

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post scriptum: ao contrário da marinha portuguesa em 2004, a real marinha espanhola não conseguiu opor-se à atracagem pirata da «Menina», o veleiro do aborto. Com uma tal falta de capacidade operacional diante de uma "ameaça" com pré-aviso e a manobrar à luz do dia "nas barbas" das autoridades, não se percebe como pode a marinha espanhola pretender opor-se à imigração clandestina, ao tráfico de droga nas suas costas. Mais um desastre, enfim, numa longa história (ou tragi-comédia?) tragico-marítima que teve o seu ponto mais baixo no desaire da Armada (dita) Invencível!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Convicções


CONVICÇÕES
de Julie Frères

07/10 16H FNAC STA CATARINA | 13/10 18H FNAC CHIADO
14/10 18H FNAC GAIASHOPPING | 16/10 18H FNAC CASCAIS
17/10 21H30 FNAC ALMADA | 28/10 21H30 FNAC COIMBRA

Uma realizadora belga esteve em Portugal a filmar a preparação para o referendo do aborto. Andou durante cerca de um ano e meio atrás de pessoas do Sim e do Não e acabou por fazer um filme em que tenta dar ao público uma visão dos dois lados, com os seus argumentos, formas de actuar, etc... O documentário pode ser visionado gratuitamente por estes dias na FNAC.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

memória da GUERRA CRISTERA

"No dia 31 de Julho de 1926, alguns homens fizeram com que Nosso Senhor se ausentasse de seus templos, de seus altares, dos lugares dos católicos, mas outros homens fizeram com que voltasse; estes homens não viram que o governo tinha muitos soldados, muito armamento e muito dinheiro para fazer-lhes a guerra; isto eles não viram, o que viram foi defender seu Deus, sua Religião, sua Mãe, que é a Santa Igreja, isto é o que eles viram. A estes homens não importou deixar suas casas, seus pais, seus filhos, suas esposas e tudo o que possuíam; foram aos campos de batalha procurar Deus Nosso Senhor. Os rios, as montanhas, os montes, as colinas são as testemunhas de que aqueles homens falaram a Deus Nosso Senhor com o Santo Nome de Viva Cristo Rei, Viva a Santíssima Virgem de Guadalupe, Viva o México. Os mesmos lugares são o testemunho de que aqueles homens regaram o solo com seu sangue e, não contentes com isto, deram mesmo suas vidas para que Deus Nosso Senhor voltasse. E vendo Deus Nosso Senhor que aqueles homens realmente o procuravam, se dignou vir outra vez a seus templos, a seus altares, aos lugares dos católicos como estamos vendo agora, e recomendou aos jovens de hoje que, se no futuro aparecer novamente o problema, não se esqueçam do exemplo que nos deixaram nossos antepassados”

carta de Francisco Campos, Santiago Bayacora, Durango

Cit. in http://www.permanencia.org.br/revista/historia/Dossie/Guerra.htm

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En ese Grito [de Guadalajara], 21 de julio de 1934, Calles--en su oficiosa condición de "jefe máximo de la Revolución mexicana"--hacía un llamado para que Revolución, triunfante en lo militar, se trasladara a partir de ese momento al ámbito de la conciencia, de la educación y, de manera más específica, de la educación de los niños. El Grito de Guadalajara marcó el inicio de una serie de reformas al sistema educativo mexicano que culminaron con el proyecto de la así llamada "educación socialista"...

[...que prossegue agora em Portugal! ]


In http://es.wikipedia.org/wiki/Guerra_Cristera

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Petição proVida proFamília junto da ONU



Está a decorrer uma petição com vista a uma correcta interpretação pro-Vida da Declaração Universal dos Direitos do Homem, por ocasião do seu 60º aniversário.

Apelamos a todo o Povo proVida de Portugal, Brasil, Timor e PALOP's para que a subscreva e divulgue:

http://www.c-fam.org/publications/id.95/default.asp





Nós, os cidadãos de estados-membros da ONU, neste ano em que se comemora o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem (DUDH), adoptada e proclamada pela Resolução 217 A (III) da Assembleia-Geral das Nações Unidas de 10 de Dezembro de 1948,

Considerando que:

A Declaração Universal DUDH constitui um padrão comum adquirido para todos os povos e todas as Nações,

Tendo presente que:

Direitos Humanos, dignidade, liberdade, equidade, solidariedade e justiça constituem o património moral e espiritual no qual assenta a União entre as Nações,


Defendemos que:

Deve ser dada a devida atenção ao

1. Direito à Vida de todo o ser o humano, desde a concepção até à morte natural, reconhecendo-se a cada criança o direito a ser concebida, nascida e educada na família, com base no casamento entre uma mulher e um homem, constituindo a família a célula fundamental da sociedade,

2. Direito de cada criança a ser educada pelos seus pais, aos quais será reconhecido o direito fundamental e prioritário à escolha do tipo de educação a dar aos seus filhos.


Por conseguinte, apelamos:

A todos os governos para que interpretem correctamente a Declaração Universal dos Direitos Humanos de forma a que

Todos beneficiem do direito à vida, liberdade e segurança pessoal (Artigo 3º)

Homens e mulhers adultos, sem qualquer limitação por motivo de raça, nacionalidade ou religião, beneficiem do direito a casar e formar uma família (Artigo 16º).

Se reconheça a Família como a célula natural e fundamental da sociedade, sendo-lhe garantida protecção por parte da sociedade e do Estado (Artigo 16º).

Mães e filhos tenham acesso a cuidados especiais e assistência (Artigo 25º).

Os pais gozem do direito fundamental e prioritário à escolha do tipo de educação a dar aos seus filhos (Artigo 26º).


domingo, 5 de outubro de 2008

abortófilos agridem católicos em oração




A "simples" oração incomoda. Depois da Europa, a agitação dos abortófilos passa agora pela Argentina.

Assassinos de bebés, insultam e chamam assassinos aos que rezam.

E, como outros fizeram a Cristo, também estes cospem na cara dos cristãos, onde talvez vejam uma pálida imagem do rosto de Jesus.









E, como manda o Mestre, «se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra.»

(Mt 5, 39)


Aconteceu em Neuquén na Argentina, a 17 de Agosto de 2008.

Ver no YouTube

fonte: ACI @ YouTube

terça-feira, 30 de setembro de 2008

A Extraordinária Ordem dos Médicos

por Nuno Serras Pereira

29. 09. 2008

1. Depois de muito estudarem, pensarem, reunirem e debaterem os membros da Ordem dos Médicos (OM) concluíram que ignoravam aquilo que todos os médicos, até hoje, sempre souberam - quando começa a vida humana. A novidade desta descoberta genial ficará certamente na história da humanidade como uma prova evidente da sagacidade dos médicos portugueses. Como não é possível saber quando a vida se inicia é deixado ao critério da consciência de cada médico pressentir, adivinhar ou decidir esse momento. Mas uma vez que a ignorância é absoluta e não há critérios objectivos para aferir da existência da vida podemos achar, opinar ou decidir que ela começa no nascimento ou aos 6 anos de idade ou aos 18 ou aos 90. Poderemos inclusive perguntar-nos se os médicos que chegaram a esta brilhante conclusão já começaram a viver ou não. Ou até se a vida alguma vez começa, se existirá ou não vida humana. Não deixa porém de ser estranho que os doutores que ignoram quando a vida começa pareçam saber exactamente quando se dá a morte. Pois se a gente não sabe se aquilo está vivo, se é um aquele, como poderemos saber o que é um aborto ou distingui-lo de uma cirurgia tumoral? Mais, como poderemos saber, quando aquilo é grande, se lhe aplicar ou não a eutanásia ou a distanásia? Aliás, se não se sabe quando se dá o início da vida como se pode saber quando acontece a morte? Há, por esse mundo fora, muitas discussões sobre os sinais da morte. Sendo assim como é que os médicos portugueses que não sabem quando começa a vida sabem exactamente quando ela termina?

2. Razão tinha o Professor Luís Botelho Ribeiro em alertar para o relativismo ético deste novo “código deontológico” que pretende ser um documento ético. Pena é que o senhor Bastonário e demais responsáveis não percebam, ou finjam não entender, que onde entra o relativismo a ética é escorraçada. Este novo código representa uma vitória “póstuma” do ex-ministro Correia de Campos, o sanguinolento.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Velada pela Vida: ressonâncias de Setembro

A força da Fé não se pode quantificar. Quando dois ou três nos reunirmos para rezar em Seu Nome Ele estará no nosso meio. Mas quando em lugar de dois ou três formos 200, como aconteceu na primeira Velada em Vila Real, então a força do Espírito torna-se visível mesmo para os não crentes!

Em Vila Real, convocadas pelo Acácio Valente, rezaram 200 pessoas, de terço e vela na mão, com vários padres e religiosas a participar também num só coração com leigos vindos de várias partes de Trás-os-Montes.

Em Guimarães, o Luís Paiva contou cerca de 85 pessoas frente ao Hospital de Nossa Senhora da Oliveira.

Em Braga, com Lisete Baltasar, rezaram 150 junto do Hospital de São Marcos.

Em Cascais/Estoril esteve o Jaime a lançar a primeira Velada com cerca de 14 pessoas e em Famalicão a Olinda Abreu com 5.

Na Póvoa de Varzim, com a Paula Silva e o Pedro Pereira estiveram em oração 44 pessoas, Graças a Deus.

Em Penafiel, juntando o grupo frente ao Hospital e os membros dos "Cursos de Cristandade" que fizeram a Velada no seu centro, por dificuldade em organizar as coisas de outra forma neste dia, estivemos em oração cerca de 100 pessoas, contadas pelo P.e Manuel Silva de Alpendorada.

Em Leiria, com a Fernanda e o Armando estiveram cerca de 120 pessoas a rezar frente ao Hospital de Leiria. Com as suas Avé-Marias levaram o Coração de Maria a envolver aquele serviço de obstetrícia. Poderia o inimigo da Vida permanecer para sempre num lugar que a Virgem guardou no Seu coração?

Em Faro e Portimão as coisas estão a reorganizar-se sob os auspícios do Movimento de Renovamento Carismático. É possível que já hoje tenha sido rezado o terço das Veladas - aguardamos confirmação.

Relativamente a Lisboa e Porto não temos números mas a oração foi, de certeza, muito vivida e calou fundo no coração de todos os presentes, que saíram animados pelo propósito de passar palavra e regressar em Outubro para reparar o imenso sofrimento causado pelo Aborto aos homens, mulheres e bebés nesta terra e a Deus.

De resto há grupos a formar-se em Bragança, Viseu, Beja, Aveiro, Coimbra e... Paris! Na verdade, chegou-nos um pedido de apoio para o arranque das Veladas em terras gaulesas, ainda tão recentemente abençoadas com a visita do Santo Padre Bento XVI e já a produzir fruto entre os leigos, sensíveis às crescentes ameaças ao Valor Sagrado da Vida Humana.

Conferência Episcopal apoia a Oração pela Vida

Dado que, graças a Deus, não há hospitais e clínicas abortistas em todas as terras de Portugal, mas há igrejas, e que nem toda a gente se pode deslocar à noite para as Veladas, aqui se divulga uma carta de exortação aos párocos para que promovam nas suas igrejas momentos de Oração pela Vida. Se alguma dúvida pudesse existir sobre os méritos desta oração, os promotores desta iniciativa, concretamente a Thereza Ameal, contam com o apoio e reconhecimento da Conferência Episcopal Portuguesa.

Esta é uma iniciativa complementar das Veladas, podendo realizar-se em qualquer local do País e que não impede, antes estimula os fiéis a participar também nas «Veladas pela Vida» sempre que se proporcione ocasião.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Veladas pela Vida - 25 de Setembro

Prosseguem, consolidam-se e alargam-se as "Veladas pela Vida". Todos os dias 25 de cada mês, pelas 21h30, reza-se o terço pelas vitimas do aborto, por Portugal, diante de hospitais, clínicas e maternidades onde o aborto é praticado:

* Lisboa - frente à Clínica dos Arcos, R. da Mãe de Água, 15-A
* Guimarães - frente ao Hospital de Nossa Senhora da Oliveira
* Braga - frente ao Hospital de São Marcos
* Leiria - frente ao Hospital de Santo André
* Penafiel - frente ao Hospital Padre Américo
* Faro, na entrada da Rua Cidade de Bolama





Pela primeira vez, realizar-se-ão Veladas nos seguintes locais:

* Porto - frente ao Hospital de S. João, junto da estação do metro
* Vila Real, frente ao Hospital de Lordelo (Vila Real - com cobertura da TVI)
* Póvoa de Varzim, Hospital S. Pedro Pescador
* Vila Nova de Famalicão, frente ao Hospital da Misericordia (CHMA)
* Cascais/Estoril, Hospital de Cascais - Condes de Castro-Guimarães, R. Dr. Francisco Avillez/Praia Tamariz, Capela Nossa Senhora da Piedade.


Em Setembro teremos especialmente presentes nas nossas orações as seguintes ameaças à Vida:

* A proposta de Código Deontológico da Ordem dos Médicos que abre a porta ao «relativismo ético» e, na prática, aceita o aborto no conjunto das boas práticas médicas;

* A lei do divórcio novamente aprovada no parlamento e cuja última palavra cabe ao Senhor Presidente da República;

* A actual «Lei do aborto» que tem vindo a desbaratar o valor da vida humana, ao permitir três e quatro abortos pela mesma mulher em apenas um ano de vigência, e cuja revisão se está a procurar promover através de uma petição;

* A falta de segurança nas áreas de obstetrícia dos hospitais e maternidades, evidenciada por dois casos de "roubo de bebés" ocorridos no Hospital de Penafiel;

* Os ataques contra a Moral Cristã na formação dos jovens, nomeadamente através dos programas de Educação Sexual nas Escolas;

* O «Inverno Demográfico» resultante de uma mentalidade dominante e também de legislação que enfraqueceu a Família e subverteu Valores fundantes da nossa sociedade;

terça-feira, 23 de setembro de 2008

home schooling, JÁ!

Perante a verdade histórica de que todas as ditaduras e totalitarismos se procuraram servir do Sistema Educativo como instrumento de (mais ou menos subtil) propaganda e auto-perpetuação, o tema que aqui trazemos hoje para reflexão não pode deixar de ser considerada uma questão fundamental da situação actual do exercício da cidadania em Portugal.

Em Fevereiro deste ano, num texto intitulado "opções" apresentámos como prioridade do movimento «Portugal pro Vida» e verdadeiramente um direito dos cidadãos
- a opção de educar os seus filhos segundo a sua carta de Valores;

No blogue cidadaniaPT e na publicação colectiva Nova Águia, defendemos a "Liberdade Educativa", enfrentando então alguma polémica que é ainda possível consultar na caixa de comentários do referido artigo.

Em Espanha, professores têm sustentado uma brava luta pelos seus «direitos de objecção de consciência» relativamente à tentativa de o Estado os pretender forçar a "ensinar" matérias no âmbito da "educação para a cidadania" cujo conteúdo ofende gravemente a sua consciência. Eis o tema de um outro escrito, desta feita no blogue vida-por-vida.

Ultimamente, tivemos conhecimento de uma iniciativa de pais portugueses que, no último patamar do inconformismo com a situação que se vai desenhando no campo da "educação sexual", entenderam apresentar nas suas escolas e solicitar a maior divulgação para a carta que a seguir se publica. Por coerência com o que neste domínio temos vindo a defender, recomendamos vivamente a sua leitura atenta e inspiradora dos pais portugueses sobre novas formas de protecção dos seus filhos relativamente à campanha de "corrupção da juventude" em curso.

Um certo Sócrates, na antiguidade, terá sido condenado à morte por alegadamente promover a "corrupção da juventude", quando afinal a educava, incutindo-lhe espírito crítico e ironia filosófica. Ao que parece, os "Sócrates" de hoje, fazem exactamente o contrário e (até ver!) parecem colher certo favor da multidão segundo o oráculo (encomendado?) das sondagens...

Para alguns pais, assegurado um conjunto mínimo de condições logísticas e pedagógicas, começa a ser equacionada seriamente a opção pelo "home schooling". Além de se tratar duma opção ambientalmente mais sustentável, evitando emissões brutais de CO2 dos trajectos diários de milhões de "papás e mamãs" portugueses que levam os meninos à escola, havendo em cada rua, em cada bairro, em cada freguesia um número suficiente de pais a optar por esta modalidade, também a componente de socialização dos filhos fica assegurada. E uma questão incontornável, logo a seguir, será o Direito destes pais a receber e gerir o "valor que o Estado poupa, na medida em que estes recusam os conteúdos do ensino oficial", na linha do que de forma muito clarividente e fundamentada tem vindo a ser defendido pelo «Fórum para a Liberdade de Educação».

Eis, pois, a carta que recebemos das primeiras famílias que a escreveram e entregaram já. Mutatis mutandis, convidamos todos os pais portugueses que não se identifiquem com a ideologia subjacente aos programas oficiais de "Educação Sexual" a associarem-se a este movimento de objecão de consciência, preenchendo-a e entregando-a nas escolas dos seus filhos.

Tratando-se de uma acção publicitada à escala nacional e já com precedentes noutros países, garante-se igualmente que os seus filhos não ficarão isolados na confrontação do Sistema com as suas Objecções de Consciência. E este gesto de resistência cívica pode animar muitos professores a assumir, também eles, as suas objecções de consciência, à semelhança do que já vem sucedendo na vizinha Espanha, em defesa da sua Dignidade Pessoal e Profissional.

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Exmo.(a) Senhor(a) Director(a)

Escola …………………………

Rua …………………………

Código postal - localidade…….


Localidade_______, 23 de Setembro de 2008


Assunto: ….nome filho………………….., .. ano, turma…….

.nome filho………………….., .. ano, turma…….

Exmo(a) Senhor(a) Director(a)

Temos vindo a assistir à introdução progressiva de matérias intituladas de “educação sexual” no ensino escolar português.

Em Setembro de 2007, a comunicação social fez saber que foram apresentadas e quais as conclusões de um grupo de trabalho escolhido pelo Ministério da Educação com as propostas para a estrutura final do modo como essa “educação sexual” deve passar a ser veiculada aos alunos nas escolas desde o 1º ao 12º ano de escolaridade.

Ficou evidente que se pretende que o Ministério da Educação ignore e, mais do que isso, desrespeite e contrarie o direito que os pais (ou Encarregados de Educação…) têm de ser os primeiros e principais educadores de seus filhos (ou educandos…). Aliás consagrados na Constituição da República Portuguesa (art. 36.º, n.º5) “Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos”.

Em democracia a escola serve para ajudar aqueles nessa função, mas não pode sobrepor-se ou contrariar os pais no que diz respeito à educação dos seus filhos. Art. 43.º n.º2 da C.R.P. “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas”.

Estamos num Estado de Direito. Art. 26.º da C.R.P “A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade … à reserva da intimidade da vida privada e familiar”.

Os pais têm o direito à liberdade de pensamento, de ideologias e de religião, e a escola tem unicamente o dever de transmitir conhecimentos científicos e literários, jamais tendo o direito de veicular, em matérias e disciplinas obrigatórias, qualquer tendência de pensamento ou ideológica, pois nesse caso estaria a violar directa e abertamente os direitos dos pais.

Mais se acrescenta que a educação sexual envolve a estrutura total e intrínseca da pessoa humana, que nasce sexuada, e, por isso, está muito para além de uma matéria ou disciplina escolar. Envolvendo, sempre, critérios valorativos inerentes que não podem ser ignorados. Recordamos que a sexualidade tange com direitos de consciência que nenhum Estado ou ideologia pode ditar ou violentar. Tal tem sido o sentido da Jurisprudência firmada pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Esta é aliás uma visão inclusiva e moderna de uma sociedade plural.

Como pais, vimos, pois, exigir o nosso direito consagrado constitucionalmente e reconhecido na C.E.D.H e na D.U.D.H. à liberdade de educação dos nossos filhos. Não admitimos que a escola interfira, sem que haja o nosso perfeito e total conhecimento e consentimento, na educação sexual dos nossos filhos.

Deixamos aqui bem explícito que a educação sexual dos nossos filhos (educandos) é algo que nós fazemos, como pais, desde o seu nascimento, de um modo natural, integrado, progressivo, completo e respeitando as exigências das suas necessidades, do seu crescimento e da sua dignidade como pessoa.

Reservamo-nos o direito de o continuar a fazer nós mesmos, porventura com o recurso a ajudas exteriores escolhidas por nós e/ou dadas com o nosso consentimentos explícito.

Neste sentido fica, a partir deste momento, a escola proibida de dar aos nossos filhos e estes não autorizados a estar presentes, sem o nosso conhecimento atempado e consentimento explícito, em toda e qualquer disciplina, matéria, acção ou aconselhamento relativos a “educação sexual”, mesmo que sejam considerados – ABUSIVAMENTE! – obrigatórios pelo Ministério da Educação ou pela escola.

Sempre que tais situações se verificarem, exigimos ser informados, para podermos decidir acerca da participação ou não dos nossos filhos, sendo que, sempre que não houver possibilidade desse aviso, a nossa decisão é de que eles não participarão.

Na certeza de que será respeitada esta exigência a que temos direito pela consagração da liberdade ideológica e religiosa e de educação no Estado Democrático Português, apresentamos os nossos mais respeitosos cumprimentos,

De V. Exa.

Atenciosamente,


Mãe: __________________________________________________________



Pai (encarregado educação): _______________________________________


Pela Escola – recebido em: ___/ ___/ ______, _____________________