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quarta-feira, 24 de abril de 2013

PS contra o experimentalismo social?

Caro Dr. António José Seguro,
Dig.mº Secretário-Geral do Partido Socialista,

Cordiais cumprimentos em meu nome pessoal e em nome do PPV - Portugal pro Vida.

Acusou V. Ex.ª há dias o Governo de "experimentalismo social". Não estamos em condições de discutir a justiça do epíteto, embora nos pareça que se trata de uma acusação muito grave. É fácil reconhecer que qualquer medida governativa está sujeita àquele grau de incerteza que levava Salazar a confessar "pondero com dúvida, mas decido com esperança" (cit. de memória). Daí um certo carácter experimental inerente à decisão política.

Mas quem ouviu a sua declaração do "experimentalismo social", compreendeu uma intenção que vai muito além - a acusação de insensibilidade social elevada à máxima potência, de algum modo suportada no famoso "custe o que custar". Quem o ouviu e creu, pensará que o Governo como que "se diverte" a usar o seu povo como cobaia de experiências, independentemente dos benefícios que possam resultar - pior! - independentemente dos danos e sofrimento que possam vir a infligir às pessoas e às famílias.

Mas não é exactamente esta postura de "experimentalismo social" que o Partido Socialista tem vindo a seguir ao longo dos últimos anos, especialmente durante o consulado de José Sócrates, apadrinhando todas as "rupturas fracturantes" que iam ocorrendo ao Bloco de Esquerda?

  • Não foi assim com a banalização total do aborto até às 10 semanas, independentemente de este vir a tornar-se de facto um método contraceptivo?
  • Não foi assim com o "casamento homossexual", primeiro sem adopção e logo a seguir com "apadrinhamento civil", independentemente de tal vir a relativizar e enfraquecer ainda mais a instituição familiar, concentrando a atenção dos governantes sobre supostos "direitos das minorias" mas deixando pelas ruas da amargura os "direitos das maiorias"? Onde está o direito à educação tendencialmente gratuita? O direito à saúde? O direito à reforma? O direito à segurança? O direito à propriedade legitimamente adquirida?
  • Não foi assim também com o "divórcio simplex" que tem vindo a deixar o "elo mais fraco" das famílias sempre mais vulnerável?
Caro Dr. António José Seguro, que melhor classificação poderíamos nós encontrar para o fio condutor de todas estas "políticas modernas" senão aquela que V. Exª em boa hora trouxe para a reflexão e debate político em Portugal? Puro (e duro) Experimentalismo Social! Quero, portanto, concluir esta breve mensagem com um aplauso e uma exortação.

O aplauso para a coragem e lucidez demonstrada, identificando um dos mecanismos que têm efectivamente contribuído para a insustentabilidade do modelo de governação que vem sendo seguido pelos vários governos de Portugal.

A exortação para que seja consequente com a posição assumida, renunciando e demarcando-se publicamente das dimensões acima identificadas da agenda do «experimentalismo social» internacional que o Partido Socialista tem vindo a patrocinar em Portugal, especialmente sob o precedente consulado de José Sócrates.

Saudações democráticas,
Luís Botelho
 -- -------------------------------------------------------------------
Portugal pro Vida
 ...ser ou não ser, eis a questão.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Comunicado do PPV sobre a promulgação da lei do casamento homossexual

Considerando que:

1. O Presidente da República sabe que, de acordo com todos os estudos de opinião pública, a maioria dos portugueses está contra a lei do casamento homossexual. Cavaco Silva sabe também que, sem os votos daqueles que hoje estão em frontal desacordo com a promulgação desta lei degradante, não teria sido eleito presidente.

2. Ao contrário do que pretendeu fazer crer no seu discurso1, o presidente sabe que não é necessariamente verdade que, no caso de vetar a “lei”, ela passaria de qualquer maneira, porque um Presidente pode dissolver a assembleia da república e pode também renunciar ao mandato para não assinar um diploma que viole a sua consciência. Sabe também que o governo a quem estendeu a mão da "cooperação estratégica", jamais colocaria em causa a continuidade do actual presidente que, mais que qualquer outro, lhe interessa manter no lugar. E até sabe que, forçando a demissão do presidente, a sua reeleição estaria mais do que assegurada, como provou Alberto João Jardim nas eleições regionais que provocou em 2007 e veio a vencer com maioria reforçada.

3. A hierarquia católica do Patriarcado de Lisboa terá dado garantias a José Sócrates em Outubro de 2009 de que «a decisão do governo não provocará nenhuma guerra santa. [..] A Igreja continuará a repetir a sua doutrina sobre o assunto mas não sairá à rua.» segundo noticia do jornal i 2. Dividida a Igreja, o governo sentiu-se naturalmente encorajado a avançar com esta lei. Também D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa e organizador da visita do Papa, defendia publicamente2 que o assunto fosse «despachado o mais depressa possível» e que quando o Papa viesse a Portugal, em Maio, a questão do casamento entre homossexuais não fosse abordada. Afinal a questão foi mesmo levantada por iniciativa do próprio Papa no encontro com as Organizações da Pastoral Social, em que Bento XVI disse3: «As iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher, ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum». A pedra rejeitada pelos “construtores” tornou-se pedra angular - os temas-tabu, a não abordar, para o Santo Padre, pelo contrário, encerram «alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum»3.


Perante estes factos, o PPV vem a público manifestar a sua posição política

1. O PPV discorda e lamenta profundamente a decisão de promulgação da lei do casamento homossexual pelo presidente da república. Todos os pressupostos relevantes, invocados pelo presidente no seu esboço de auto-justificação, apontavam para uma decisão de sentido contrário ao anunciado. Delapidou a sua base de apoio e deu um exemplo mais da incoerência entre os valores pessoais e a acção pública – de que temos numerosos exemplos na política portuguesa. Os portugueses não compreendem esta “facada nas costas” do Papa Bento XVI, pouco depois da aparente cordialidade durante toda a sua visita, terminada apenas há 3 dias.

2. Impõe-se, cada vez mais, que os portugueses conscientes da importância da Família para o futuro da sociedade portuguesa encontrem uma personalidade disponível para se candidatar à Presidência oferecendo garantias de agir sem receio de sacrificar a carreira política aos ditames da sua consciência. Nenhum dos candidatos anunciados preenche este requisito - nem Cavaco Silva, nem Manuel Alegre, nem Fernando Nobre que hoje mesmo (17.05) assumiu a sua divergência em relação ao Papa nas questões do aborto e família. Seria uma tragédia cívica que os milhões de portugueses que partilham as nossas posições relativamente ao aborto e à família, não tivessem em quem votar nas próximas presidenciais, e se vissem constrangidos pela consciência a abster-se ou votar em branco.


3. Perante a confusão instalada entre os seus fiéis, bom seria que a hierarquia católica e os bispos evangélicos esclarecessem os cristãos sobre as reais implicações do compromisso de «imitação de Cristo». Não parece conciliável a postura passiva defendida por alguns reponsáveis cristãos com a atitude do próprio Cristo que saiu à rua a enfrentar os “vendilhões do templo” a quem «fazendo um chicote de cordas» (Jo 2, 15) expulsou Ele mesmo do Templo.

4. A concluir a sua mensagem, disse o presidente: «Há momentos na vida de um País em que a ética da responsabilidade tem de ser colocada acima das convicções pessoais de cada um». Registamos esta declaração de assunção de responsabilidades políticas e morais de Cavaco Silva pelas consequências que trará à sociedade e economia portuguesas esta lei do casamento homossexual.

Portugal pro Vida (e pro Familia)


1http://www.presidencia.pt/?idc=22&idi=41152

2http://www.ionline.pt/conteudo/38003-socrates-tranquilo-cardeal-recusa-guerra-santa-ao-casamento-gay

3http://www.bentoxviportugal.pt/documentos_ver.asp?noticiaid=894

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Encorajamento ao Sr. Presidente da República

Esta noite, pelas 20h15, o Sr. Presidente da República fará uma comunicação ao país a propósito da Lei do Casamento Homossexual cujo prazo para o veto está prestes a expirar. Pedimos aos nossos leitores que escrevam ao Presidente, no sitio http://www.presidencia.pt/?action=3 encorajando-o mais ou menos nestes termos:

Coragem, Sr. Presidente, defenda a família. Na comunicação desta noite, os verddeiros portugueses esperam do seu presidente que tome posição pela dignidade do verdadeiro casamento e pelo direito das crianças a um pai e uma mãe. Seria muito mau, depois de tantas atenções com o Santo Padre, espetar-lhe agora esta "faca nas costas", aprovando o "casamento homossexual".

Melhores cumprimentos,
(nome)

sábado, 15 de maio de 2010

Bento XVI pela Vida, para a civilização do amor

Exprimo profundo apreço a todas aquelas iniciativas sociais e pastorais que procuram lutar contra os mecanismos sócio-económicos e culturais que levam ao aborto e que têm em vista a defesa da vida e a reconciliação e cura das pessoas feridas pelo drama do aborto.

As iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher, ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum.

Tais iniciativas constituem, juntamente com muitas outras formas de compromisso, elementos essenciais para a construção da civilização do amor.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Paranhos (Porto) exemplar na solidariedade com os Direitos das Crianças

20.12.2009 - O Presidente de Junta comprometeu-se a agendar e levou a moção a reunião do executivo;
22.12.2009 - O executivo decidiu por unanimidade levar o assunto à Assembleia de Freguesia de Paranhos (Porto), representantiva de mais de 42.000 cidadãos eleitores;


29.12.2009 - A Assembleia de Freguesia aprovou a moção e registou em acta os 11 votos a favor, 3 abstenções e 4 votos contra. Estes (*) que votaram contra o Direito a um Pai e uma Mãe deviam explicar-se a quem neles votou - provavelmente são contra um ou vários pontos da Convenção Internacional sobre os Direitos das Crianças, subscrita por Portugal.

( * se fossem consequentes, deveriam propor aos respectivos partidos na Assembleia da República que apresentassem um projecto de abandono desta convenção por parte de Portugal )

Felicitamos os cidadãos da freguesia de Paranhos, na cidade do Porto, pela coragem e dignidade demonstrada pelos seus autarcas, a começar pelo Presidente de Junta, o Sr. Dr. Alberto A. Guedes Machado.

Enquanto outros se enredam em cálculos de "oportunidade política" ou em estudos de "legitimidade jurídica" de uma moção autárquica, os autarcas de Paranhos acolhem, discutem e votam democraticamente as questões que lhes são colocadas pelos cidadãos. Dão-lhes resposta em tempo útil, como se exige, e assim dignificam a função política que, em genuína proximidade com os seus eleitores, exercem.

Esperamos que, em face dos crescentes sinais de que o Governo se prepara para incluir a adopção de crianças na legislação do casamento homossexual, também as Assembleias Municipais de Lisboa e do Porto discutam e se pronunciem a favor ou contra a moção:

Toda a criança tem desde o nascimento o direito a ser criada e educada
por um pai e uma mãe, sempre que possível os seus pais biológicos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

COMUNICADO da Direcção Política Nacional

assunto: casamento homossexual, direito de adopção, rejeição do Referendo pela A.R.

A Assembleia da República (A.R.) rejeitou no passado dia 8 de Janeiro uma petição de iniciativa popular a favor de um referendo sobre a proposta governamental de legalização de "casamentos" homossexuais. Na mesma sessão, aprovou uma proposta de Legalização, supostamente sem direito de candidatura à adopção, apresentada pelo Governo e ali defendida pelo primeiro ministro e pelo ministro e católico Pedro Silva Pereira. Relativamente à situação criada, entendeu a Direcção Política do PPV ser seu dever tomar a seguinte posição pública.

1. A rejeição do pedido de referendo sobre esta matéria, assinado por quase 100.000 cidadãos, representa uma "bofetada" nos seculares direitos de cidadania dos portugueses, um rude golpe na Democracia e lança uma mancha indelével sobre as comemorações do centenário da República - uma mancha que envergonha todo o verdadeiro republicano. Impõe-se que o legislador reveja a Lei do Referendo e considere a introdução das seguintes alterações:
- definição de um número de subscritores vinculativo, ou seja, verificado o qual o Parlamento não possa impedir a realização do referendo
- definição de um prazo limitado de recolha de assinaturas, contado a partir do registo no Parlamento da lista de mandatários de cada iniciativa popular pro referendo
- definição de um «período de nojo» diferenciado para os referendos que resultem não-vinculativos (10 anos) e para os vinculativos (20 anos)

2. O PPV propõe-se, com o apoio dos cidadãos, intensificar a sua oposição a esta iniciativa de degradação do casamento, apesar de co-liderada por um católico no governo e mesmo mau-grado a promessa de condescendência sem "pacto" do Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa, já internacionalmente criticada.

3. Sem prejuízo da nossa oposição determinada a esta Lei, assinalamos que a campanha de convite ao pronunciamento de Autarquias Locais a favor do reconhecimento do direito a uma mãe e um pai, promovida pelo PPV, deverá ter contribuído para a divisão verificada entre os promotores do casamento homossexual, tendo enfim triunfado a tese menos extremista que rejeitava a possibilidade de adopção, com efeitos não só sobre crianças institucionalizadas mas também sobre a procriação medicamente assistida.

4. Se, porém, em qualquer momento do processo legislativo, nomeadamente em face dum eventual "chumbo" do Tribunal Constitucional, o Governo pretender incluir também e desde já a adopção, depois de em pleno parlamento ter assumido que para tal não possuía mandato popular nesta legislatura, o PPV declarará a quebra do contrato desta legislatura com os portugueses e apelará ao Sr. Presidente da República para que, no uso dos seus poderes, dissolva a Assembleia da República se esta se dispuser a abusar de forma grave, como seria o caso, do seu mandato.

5. Completa-se hoje um ano sobre a mediática acção
de entrega no Parlamento da nossa petição a favor da suspensão da Lei do Aborto e embora também essa petição não obtivesse o acolhimento da Assembleia da República - tal como, já em 2006, não o obtivera um pedido de referendo à PMA por parte de 82.000 cidadãos - toda essa dinâmica acabou por criar condições para a rápida formação do partido «Portugal pro Vida», o único que, na política portuguesa, afirma bem alto os valores da Vida e da Família tal como estes se encontram definidos e defendidos pela Doutrina Social da Igreja; o único que não se conforma com as quase 50.000 vítimas de sangue do "crime de Estado" que é o aborto em Portugal; nem se cala perante os crescentes atropelos ao "direito ao trabalho" por parte de alguns empregadores oportunistas em face da crise económica. Por isso, aqui reafirmamos algumas das nossas exigências políticas:
- em sede de Orçamento de Estado para 2010, eliminação imediata dos subsídios ao 2º aborto e seguintes, com reafectação integral dessas verbas para a ajuda as Famílias com filhos, IPSS's de efectivo apoio à maternidade e, no caso das despesas com aborto químico em Centros de Saúde, a sua reafectação para a contratação de mais médicos de família para as pessoas necessitadas;
- ainda em sede de Orçamento, reconhecimento aos contribuintes do Direito de Objecção de Consciência Fiscal, escolhendo o destino a dar à parte dos seus impostos que hoje é abusivamente usada para pagar abortos
- pronta divulgação dos números oficiais dos abortos "a pedido" (I.V.G.s) praticados em 2009 pelo Serviço Nacional de Saúde - em Hospitais públicos e clínicas privadas que se dedicam à "morte planeada";

6.
A crise não se compadece com a distracção do nosso governo, entretido a promover a sua agenda Gay. Ao PPV vão chegando sinais indiciadores de um crescente abuso do despedimento por "extinção do posto de trabalho", designadamente por parte de empregadores com resultados positivos (lucros). Por isso mesmo estamos a lançar um apelo a todos os nossos amigos e simpatizantes no sentido de que nos dêem conhecimento de situações destas, de modo a que o PPV possa despoletar junto da Inspecção as correspondentes acções correctivas que, por vezes, os directamente implicados não sabem ou não podem requerer. Não estando o PPV representado no parlamento, convidamos todos os Grupos Parlamentares, particularmente da ala esquerda, a propor legislação ou medidas tendentes à convocação automática duma fiscalização da Inspecção-Geral do Trabalho para as situações de despedimento por "extinção do posto de trabalho" em empresas que vêm apresentando lucros e crescimento.

7.
Perante o degradado estado a que chegou a nossa democracia e as ameaças crescentes à causa da Vida e da Família, tal como as entendemos nós e - estamos certos - a maioria silenciosa e silenciada da sociedade portuguesa, importa que a próxima eleição presidencial não constitua uma oportunidade perdida para os defensores desta Causa. Temos presente que, ao contrário do ex-presidente Jorge Sampaio que travou algumas ofensivas dos nossos adversários, o actual Presidente tem assinado praticamente tudo o que de pior vem sendo feito, do divórcio simplex, ao aborto e à deseducação sexual obrigatória nas escolas. E não tem querido ou sabido atalhar o permanente enxovalho da Justiça e da Democracia portuguesas nos sucessivos escândalos envolvendo altas figuras do Estado (Governo, Conselho de Estado, Procurador-Geral da República) e/ou grupos económicos (casa-Pia, Face Oculta, Freeport, pressões sobre magistrados, caso da Independente, licenciaturas ao Domingo, BPN, BPP, submarinos, Portucale, etc.). O Povo pro Vida tem, pois, a responsabilidade histórica de apresentar aos portugueses um candidato presidencial que, em ano de centenário da República, se comprometa seriamente com os nossos valores e assuma com clareza e coragem a sua representação. Estamos a consultar os nossos amigos e simpatizantes no sentido de se encontrar uma personalidade simultaneamente credível, disponível e com o perfil adequado à patriótica missão.

Guimarães, 14 de Janeiro de 2009
PPV - Direcção Política Nacional

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Problemas

DESTAK | 07 | 01 | 2010 08.27H

João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

Os maus governos são aqueles que não resolvem os problemas que o país tem. mas andam muito atarefados a resolver problemas que o país não tem. Por cá, nunca faltaram governos maus, mas ultimamente este traço tem sido bastante saliente.

O caso da avaliação dos professores é bem evidente. A educação anda mal há muito, mas uma das poucas coisas que funcionava era o valor dos educadores. Não tínhamos um problema de má qualidade dos docentes. Mas, depois muito trabalho, o Ministério parece agora quase conseguir resolver o problema da contestação à avaliação dos professores, que nós não tínhamos antes do Governo se lembrar disso.

Pode dizer-se que o TGV, novo aeroporto e obras afins são também enormes sarilhos a que o país era alheio até os políticos os terem criado. Isto para não falar na corrupção, escândalos, burocracia, revisão constitucional e conflitos partidários, balbúrdias que foram inventadas pelo sistema que foi criado só para nos tratar dos problemas.

Toda esta actividade não se justifica por falta de dificuldades nacionais. Portugal tem muitos e graves males que precisam de atenção, mas que não ocupam os líderes. Sobre desemprego, pobreza, atraso estrutural, erros na justiça, educação e saúde eles pouco mais dizem que conversa mole e soluções vagas. Entretanto, estão muito empenhados em tratar do casamento dos homossexuais, como antes do aborto ou da regionalização, temas em que nós até nem tínhamos pensado antes de eles os terem imaginado, só para fingirem conseguir resolver alguma coisa.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

pronunciamento local pelos Direitos das Crianças



concelhos de Portugal no sítio da ANMP

Últimas adesões comunicadas à plataforma:


Assembleias Municipais:
Lisboa, Cascais, Penafiel, Paredes, Porto, Guimarães, Braga, Alenquer, Sintra, Barreiro, Oeiras, Moita, Loures, Faro, Vila Real, Funchal, Ferreira do Zêzere, Ponta Delgada, Ovar, ...
........................... 2.417.163 cidadãos representados

Assembleias de Freguesia:
ALENQUER - Abrigada
ANADIA - Mogofores
BARREIRO - Alto do Seixalinho
CASCAIS - Alcabideche, Carcavelos, S. Domingos de Rana
ESPOSENDE - Mar
GONDOMAR - Rio Tinto
GUIMARÃES- Oliveira do Castelo, São Paio, São Sebastião, São Torcato,
Creixomil, Fermentões
FARO - Sé
GUARDA - Vila Fernando, S. Miguel de Jarmelo, Sé, S. Vicente
LISBOA - Alto do Pina, S. João de Deus, S. João de Brito, Santa Isabel, S. Domingos
de Benfica
LOURES - S. António dos Cavaleiros
MOITA - Baixa da Banheira
OEIRAS - Oeiras e S. Julião da Barra, Paço de Arcos
OVAR - Válega
PAREDES - Castelões de Cepeda, Duas Igrejas, Lordelo, Sobrosa, Rebordosa, Gandra
PENAFIEL - Penafiel
PONTA DELGADA - S. Pedro, Fajã de Baixo
PONTE DE LIMA - Anais
PORTO - Campanhã, Paranhos
SANTO TIRSO - Vila das Aves
SINTRA - S. Martinho,
VILA FRANCA DE XIRA - Alverca
VILA NOVA DE FAMALICÃO - Riba de Ave, Joane
VILA NOVA DE GAIA - Mafamude
VILA REAL - Nossa Senhora da Conceição
VISEU - São José
........................... 628.518 cidadãos representados
TOTAL............. 3.045.681 cidadãos

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Pode-se adaptar o exemplo de moção a favor dos direitos das crianças aqui disponível.

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Ao blogue Do Portugal Profundo, pelo posicionamento fundamentado e colaboração na divulgação desta acção - enquanto muitos outros se calam - aqui fica o nosso Muito Obrigado!

(particularmente interessante a acesa discussão na caixa de comentários)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

equívocos

por António Costa

A oferta

Não sei por que carga de água, a que título ou para prendar o quê, recebi um contentor com mais de uma tonelada que ocupa o logradouro da minha residência.

Acompanhava-o um livro de instruções, perfeitamente identificado quanto ao destinatário, com número de B.I. e contribuinte, identificando o conteúdo: MERCEDES SL 220 D.

A pressa de abrir tão inusitada oferta, para a qual nada despendi, ainda que a título de portes ou frete, foi muita e, no seu interior, perfeitamente embrulhados, um a um, os milhares de componentes, com garantia de não faltar nenhum, desse referido carro.

Uma advertência, porém, me chamou a atenção: a letras garrafais e a vermelho lia-se antes do mais, no livro de instruções, que, independentemente do destinatário, o carro pertenceria a quem o montasse.

Não sendo eu mecânico, uma de três hipóteses se me punha, dá-lo para que outrem o montasse, aprender a montar, ou deixá-lo onde ainda se encontra.

Embora, para todos os efeitos, esteja completo o MERCEDES, que até gasóleo, lubrificantes, óleo de travões, etc., inclui, não tenho ainda um MERCEDES SL 220 D. Parado no meu terreno, perfeitamente embalado, ao dispor de quem mo roube, está um carro que não é carro.

As peças têm a aptência e a competência para que, delas resulte o produto final, mas falta uma condição para que seja aquilo que pode vir a ser: A montagem!

Se um dia alguém carregar o contentor e desaparecer com ele, poderei apresentar queixa? Acaso posso dizer que me roubaram o carro? Não será mera sucata, em estado de novo, o que agora possuo?


O ser humano

Achei que poderia começar com esta analogia para falar da realidade humana, tão apta a ser, como aquelas peças embaladas, mas ainda não, porque lhe falta a realização.

Realizar é pôr no real, fazer acontecer, o que não passa ainda de mera aptidão, carece de intervenção para que cada peça se ajuste na devida posição e, em inter-acção com todas as outras, possibilite a sua eficácia plena.

Embora não haja dúvida (e alguns a manifestam em relação a alguns estágios prévios da plena funcionalidade) o humano já é mas ainda não e gasta uma vida a tornar-se.

Há, contudo, nesta funcionalidade e eficácia um risco, a saber: o de montar as peças fora do sítio ou deixar algumas de fora.

Não passaria pela cabeça de ninguém, colocar os pneus no lugar dos assentos ou a barra de direcção como veio de transmissão, ou, memos ainda, deitar o líquido refrigerante no depósito e o gasóleo no radiador.

Poderá parecer estranho este comentário mas, quando oiço falar da liberdade de orientação sexual, por exemplo, não me ocorre melhor comparação do que esta.

Se não sou capaz de montar o carro, sou bem capaz de discernir, com um pouco de estudo de anatomia, qual a verdadeira E ÚNICA finalidade de qualquer órgão que compõe o corpo humano e nenhum deles existe com o mero propósito de gozar.

Poderemos ter muito prazer em comer determinados acepipes, mas o facto é que a comida tem, por exclusivo fim, alimentar o corpo, fornecendo-lhe a necessária energia para agir e inter-agir com os demais num percurso de dignificação e libertação mútuas.

Até recorremos à medicina para anular a tendência que alguns humanos experimentam, de comer por prazer e depois vomitarem para, de novo, comer.

Bolimia, creio que é assim que se chama esta anomalia, é, por mais razões e satisfações que o indivíduo alegue, uma doença a combater.

Por outro lado, parece-me que não é necessário um curso extensivo de filosofia ou psicologia para entender que existimos não para exaltar o nosso individualismo, mas para descobrir que nada somos sem os outros e para eles.

Tanto que falta dizer para que se entenda que SER PESSOA é SER HUMANO e ser humano não é ser individualista.

O “eu” para “mim mesmo” é, na súmula da verdade humana, um atentado a esta humanidade que cada qual deverá realizar em si e, de si, para os outros, podendo mesmo afirmar-se que o individualista é desumano.

Onde se insere, nesta reflexão, a homossexualidade? Que procura cada um no outro do mesmo sexo, senão satisfação da sua própria banalidade?

É chocante esta afirmação? Que seja. Demonstro, sem sair da ciência biológica, que tudo se desenvolve num processo contra-natura nessa procura frustrante da melhor e mais sublime capacidade de cada um dos intervenientes, nessa tão exaltada experiência.

Diga-se o que se quiser, mas há órgãos (curiosamente apenas eficazes no encontro masculino+feminino) que são desviados da sua eficiência e os seus detentores, frustrados na eficácia, quando num doentio apego à sua desestruturação psicológico-afectiva reivindicam o estatuto de natural para tal perversão da natureza.

Garanto que fiz uma vez, na disciplina de ciências naturais, a experiência de pegar num feijão, após algum tempo no germinador, e colocá-lo na terra de radícula para cima e caulículo para baixo.

Não sei por que livros e em que faculdades o feijão aprendeu, mas o certo é que acabou por irromper da terra o caule e folhas e imergiu no húmus a raiz.

É preciso não conhecer a própria natureza das coisas para desprezar essa natureza e dar outro fim ao que tem um fim próprio e exclusivo, por mais gozo que daí advenha e, com essa procura, nada mais se consegue do que reduzir a esterco a humanidade da pessoa, num subterfúgio abominável de o fazer em nome de uma realidade, a única que motiva e justifica quanto façamos: O AMOR.

Todavia, é esta tensão DE AMAR, a primeira realidade que se procura profanar. É que amar não é nada do que esses “pares” (diria antes: parelhas) apregoam. Porque amo tanto as outras mulheres como a minha, nada quero delas, no plano da intimidade e tudo realizo com aquela que aceitou tornar-se a finalidade da minha vida, na construção de uma família, na qual revejo o valor do meu percurso na história.

Amar é ser construtor do outro pelo dom de nós mesmos e se não posso conviver um projecto exclusivo e definitivo de construção mútua com alguém, levando-o à realização de todas as suas capacidades então amar é dizer não a apelos, impulsos, solicitações ou apetites, por mais naturais que se me proponham.

Neste quadro diria mesmo que amei algumas mulheres casadas, mais do que os seus maridos, porque não prescindi do respeito que tributo às minhas irmãs, às minhas filhas ou à minha própria mãe.

Amar um homem, eu, homem como ele, é estar disponível para que, pelo concurso e empenho da minha acção, o ajudar a descobrir que, na relação íntima, só a mulher o pode realizar e viabilizar a sua paternidade potencial (ainda que impossibilitada por factores congénitos) e, por essa paternidade, realizar um bem maior que é tornar-se co-criador.

Terei sido claro? Não sei, mas é assim que vejo este mistério do homem para a mulher e desta para o homem. O contrário disto é aberração, doença, má formação de carácter, imaturidade afectiva, banal busca da diferença pela diferença, ou o que seja… mas tudo menos natural porque a natureza também produz anomalias… e só a estupidez levará a querer que se tenha por natural e apreciável a anomalia.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A 'coisificação' da criança

por Maria José Nogueira Pinto

(artigo publicado no DN, 12.11.2009)

No recente estudo de opinião efectuado pela Eurosondagem, 45,5% dos inquiridos concordam com o casamento homossexual, contra 49,5%, que se opõem. Contudo, à pergunta "E com a adopção por casais homossexuais?", o resultado do "não" (68,4%) mais que triplica o do "sim" (21,8%).
Um número significativo dos inquiridos - embora não maioritário - concorda que a união de duas pessoas do mesmo sexo possa ser integrada na categoria de um casamento civil, porque, julgam eles, o contrário significaria uma discriminação. Não têm tempo, paciência ou liberdade de espírito para pegar na questão e pô-la no seu lugar certo, nem que seja por um mero exercício intelectual: não há discriminação quando se trata diferentemente o que é diferente, nem o que é diferente passa a ser igual através da alteração de alguns artigos do Código Civil. A única consequência será destituir de qualquer sentido o casamento civil, que, ao perder os seus pressupostos e objectivos, fica reduzido a um contrato subtraído à liberdade contratual das partes, por uma inexplicável ingerência do Estado. Porque se duas pessoas do mesmo sexo se podem casar não há razão para proibir o casamento a termo certo (5, 10, 20 anos) ou o casamento poligâmico (um homem e três mulheres, uma mulher e dois homens). Fazia mais sentido a devolução deste contrato às partes, hetero ou homossexuais, permitindo que cada um estabelecesse livremente o modelo da sua união.
Quanto à segunda pergunta, isto é, se concorda ou não que casais homossexuais adoptem crianças, quase metade dos que antes diziam "sim" ao casamento dizem, agora, "não" à adopção. É que enquanto o casamento só envolve os próprios, a adopção implica terceiros, crianças que não têm capacidade de exprimir a sua vontade e, por isso, precisam de quem as represente. Ora, sendo ao Estado que compete esta função, e sendo o Estado, ele próprio, o legislador, na prática as crianças ficam sem representante que defenda o seus superiores interesses. Aqui a situação complica-se e, à cautela, quem antes dizia sim passa a dizer não.
A ausência de debate permitiu que uns ocultem, e muitos desconheçam, um inexorável nexo de causalidade: o casamento dos homossexuais acarretará, automaticamente, o direito a adoptarem. Também aqui, basta um mero exercício intelectual. De facto, assentando a iniciativa legislativa no princípio da igualdade, uma vez esta estabelecida por lei, não poderá manter-se uma capitis diminutio em nome da diferença. Porque é ela - a diferença - que cria dúvidas quanto à adopção, dúvidas que terão de ser engolidas após a aprovação da lei sob pena de se estar a consagrar casamentos de primeira e casamentos de segunda, ao arrepio de todo o discurso oficial e, julgo mesmo - agora sim -, da Constituição.
É esta a verdadeira questão. Não estamos perante um mero exercício intelectual, nem no âmbito restrito da contenda política. É mais grave, é mais sério. As crianças adoptáveis são crianças privadas, por diversos motivos, dos seus pais biológicos. Vêm de famílias tão ausentes que se tornaram inexistentes e são entregues à tutela do Estado, a quem compete providenciar um novo projecto de vida que passa pela realização do direito de cada criança a ter um pai e uma mãe adoptivos, na falta dos biológicos. A tarefa é enorme e só quem nunca lidou com estas crianças, os seus percursos, as dúvidas e angústias na construção de um novo destino assente no respeito absoluto pelo melhor interesse de cada uma delas, pensa que uma promessa eleitoral transformada em lei pelo Parlamento, sem um maior escrutínio da sociedade, pode varrer todos os valores e princípios que enformam o sistema de protecção dos menores.
Esta lei pode ser a consagração da "coisificação" das crianças, a sua utilização como uma coisa, um adorno de uma mera simbologia. Uma irresponsabilidade atroz para a qual ninguém recebeu mandato.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

dois milhões...

sem agências de comunicação a fabricar "factos políticos"...
com os jornais nacionais distraídos...
com o "lobby gay" à perna...

Quer as cúpulas queiram, quer não queiram...
... o povo vai falar!

Convidamos todos os cidadãos a informar-se da data e hora da sua Assembleia de Freguesia e Assembleia Municipal. Embora não podendo intervir, poderá ser interessante assistir e verificar as diferenças entre o discurso das cúpulas dos actuais partidos portugueses... e as suas bases, os elementos mais próximos do Povo.

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COMUNICADO

Ao contrário do Governo que pretende legalizar o casamento homossexual sobre um fundo de silêncio...

.. nós tornamos o silêncio ensurdecedor. Já estamos a dar voz a 2.033.830 cidadãos!

Já lançámos a discussão nas Assembleias Municipais de Lisboa, Cascais, Penafiel, Paredes, Porto, Guimarães, Braga, Alenquer, Sintra, Barreiro, Oeiras, convidando os respectivos autarcas a lançar agendar o assunto sempre oportuno dos Direitos das Crianças.

E o «silêncio ensurdecedor» vai chegar também às freguesias de Mogofores ANADIA, Guimarães (Oliveira do Castelo) GUIMARÃES, Guimarães (São Paio) GUIMARÃES, Guimarães (São Sebastião) GUIMARÃES, São Torcato GUIMARÃES, Alto do Pina LISBOA, Rio Tinto GONDOMAR, Castelões de Cepeda PAREDES, Duas Igrejas PAREDES, Lordelo PAREDES, Sobrosa PAREDES, Penafiel PENAFIEL,Mafamude VILA NOVA DE GAIA, Anais PONTE DE LIMA, Viseu (São José) VISEU, S. Domingos de Rana CASCAIS, Rebordosa PAREDES, Riba de Ave FAMALICÃO, Vila das Aves SANTO TIRSO, Joane FAMALICÃO, Campanhã PORTO, Creixomil GUIMARÃES, Fermentões GUIMARÃES, S. Martinho SINTRA, Oeiras e S. Julião da Barra, OEIRAS, S. João de Deus LISBOA, Alto do Seixalinho BARREIRO, ...

.. e a cada dia mais freguesias e concelhos aderem!

Lisboa 25.11.2009
Plataforma Nacional pelos Direitos das Crianças

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

pelo superior interesse das crianças

Alinhar ao centro(identificar cada concelho clicando aqui)

11 DE NOVEMBRO - mapa actual da adesão à campanha nacional de pronunciamento das freguesias e concelhos relativamente à Declaração a favor do «Direito das Crianças a um pai e uma mãe» (após c. de 46.500 emails enviados)

Legenda:
AZUL - mais de 50% das Assembleias aderiram
azul claro - mais adesões do que rejeições (menos de 50%)
VERDE - mais de 50% dos presidentes COMPROMETEU-SE a agendar p/ discussão
verde claro -
maioria prometeu agendar (menos de 50%)
amarelo – cartas deram entrada – nenhuma indicação quanto ao agendamento
VERMELHO - deram entrada da carta mas decidiram não agendar
rosa -
maioria decidiu não agendar (menos de 50%)
PRETO - mais de 50% das Assembleias votaram contra a Declaração
cinzento - maioria votou contra (menos de 50%)
notas:
  • a cor usada no preenchimento de cada concelho identifica o seu estado segundo a legenda acima;
  • os bordos concelhios têm uma coloração indicativa do distrito
  • a atribuição a um concelho de uma cor clara indica o estado de uma maioria de freguesias ainda inferior a 50% do total nesse concelho
  • a atribuição a um concelho de uma cor carregada indica o estado de uma maioria de freguesias já superior a 50% do total no concelho
  • qualquer dúvida na identificação de concelhos pode ser dissipada graficamente no sítio da ANMP

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

casamento homossexual? A voz ao povo!

O Bloco de Esquerda apressou-se a apresentar no Parlamento um projecto de degradação do casamento. E a par de movimentações de «socialistas católicos» no sentido de se realizar um referendo, Francisco Louçã - que no caso do Tratado de Lisboa era a favor de uma aprovação por referendo - pronuncia-se agora contra um referendo alegando que a vontade da maioria poderia esmagar a da minoria. Seria difícil imaginar uma declaração mais anti-democrática. Ficou patente o receio de que, levada ao povo, esta questão viesse a ter um desfecho diferente daquele que estará já a ser «cozinhado» no parlamento.

O nosso dever democrático, portanto, só pode ser o de trabalhar para conseguir que seja ouvida e respeitada a voz e a vontade do povo, expressa por si ou pelos seus representantes mais próximos - os autarcas, recentemente legitimados.

No PPV estamos convictos de que a democracia portuguesa, onde a vox populi se sente dia a dia mais abafada, possui potencialidades ainda não exploradas e ao alcance até de um movimento de cidadãos sem representação parlamentar. Eis, pois, o sentido da interpelação aos cidadãos que, por email e no blogue portugalprovida.blogspot.com, o PPV vem lançando nos últimos dias, apelando em especial ao forte sentido de participação cívica do «povo pro Vida» e pro família.

Conhecemos bem o sentimento de profunda repulsa que aquela proposta do Bloco de Esquerda está a gerar na larga maioria dos portugueses. Contamos com o seu sentido de responsabilidade e de defesa do bem comum para em conjunto encontrarmos formas eficazes e porventura inovadoras de influenciar a decisão política no bom sentido.

E temos de apelar ao sentido patriótico de todas as instituições, ONGs, jornais e blogues que, pela sua orientação e lucidez, percebem que este projecto de Lei visa facilitar o acesso de parelhas homossexuais à adopção de crianças. É agora o tempo propício - não mais tarde – para estas instituições darem o corajoso passo em frente. Não podem abandonar à sua sorte milhões de portugueses que nelas confiam.

Luís Botelho Ribeiro

28-10-2009

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

E você? Conforma-se?





NÃO


...primeiro o «casamento homossexual»
...segue-se a adopção de crianças

e você conforma-se???

Vai chegar a hora, e já se aproxima...
Levantai-vos, vamos!
Se está pelo «SUPERIOR INTERESSE DAS CRIANÇAS» e disposto a fazer alguma coisa, por favor escreva-nos expondo a sua ideia PARA ACÇÃO IMEDIATA!


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Breve história duma tragédia anunciada:

Fevereiro 2006:
O socialista João Cravinho considera que o casamento entre homossexuais deve ser uma prioridade na agenda política. "É urgente e é prioritário, porque se trata de liberdades, direitos e garantias", declarações no programa "Falar Claro" da Rádio Renascença

Setembro 2008:
«Tenho pena que a juventude socialista fale destas coisas ditas fracturantes e que estão na moda e não fale das grandes questões sociais», Manuel Alegre ao TVI24

Janeiro 2009:
«Opus Gay quer casamento primeiro e adopção mais tarde», in Diário IOL, 20.01.2009

Fevereiro 2009:
A Conferência Episcopal Portuguesa pronunciou-se com toda a clareza:

"Em favor do verdadeiro casamento"

Redefinir os conceitos de casamento e família "constituíria fonte de perturbação para adolescentes e jovens, com a sua identidade em estruturação, e enfraqueceria a instituição da família, célula base de todas as sociedades".

"A família, fundada no casamento entre um homem e uma mulher, tem o direito a ver reconhecida a sua identidade única, inconfundível e incomparável, sem misturas nem confusões com outras formas de convivência", lê-se na nota pastoral.

Os bispos criticam também a possibilidade de adopção de crianças por casais do mesmo sexo. Na nota, a Conferência Episcopal Portuguesa diz que "uma lei que permita a adopção de crianças por homossexuais" seria "uma alteração grave das bases antropológicas da família e com ela de toda a sociedade".

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«vai ser seguida a belíssima regra da democracia portuguesa, a qual tem sido a de não confundir filiação religiosa e voto político», Augusto Santos Silva à agência Lusa


Outubro 2009:

Bloco de Esquerda apresenta novo projecto de «casamento homossexual», RTP online, 16.10.2009

PS dispõe-se a aprovar ressalvando (para já) a adopção de crianças enquanto «socialistas católicos consideram "aberrante" o casamento homossexual» e lançam petição pro referendo, RTP online 26.10.2009

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«as organizações da Igreja movimentar-se-ão» para passar a mensagem defendida pelo episcopado português, «não contra ninguém, mas em favor de uma causa», P.e Manuel Morujão - porta-voz da Conf. Episcopal Portuguesa - ao canal TVI24

PSD sem posição face ao casamento homossexual

segundo o i online, «o PSD deve permitir liberdade de voto aos seus deputados».

Mas será que o eleitorado do PSD está assim tão indeciso relativamente a esta questão, especialmente quando é publicamente assumida a intenção de que este dito «casamento» abra a porta à adopção de crianças, numa segunda fase?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Socialistas católicos consideram «aberrante» casamento homossexual

In TVI24

Por «uma questão de justiça», um grupo de socialistas católicos querem que seja realizado um referendo sobre o casamento entre homossexuais. Para que esta pretensão seja atendida, caso o projecto do PS passe no Parlamento, propõe-se recolher 75 mil assinaturas.

De acordo o porta-voz deste grupo, Cláudio Anaia, citado pela agência Lusa, a realização de uma consulta popular faz sentido para que «todos os portugueses se possam pronunciar sobre esta matéria».

Estes socialistas católicos dizem-se abertos, inclusivamente, a uma plataforma multipartidária.

«A maioria dos portugueses é contra o casamento homossexual», considera Claúdio Anaia, descrevendo como «aberrante» a proposta do PS para a sua legalização, por achar que tem como objectivo a adopção de crianças por casais do mesmo sexo.

Para estes socialistas católicos, o partido do poder está «ideologicamente baralhado» e por isso estão contra a prioridade dada ao tema, salientando que esta devia incidir no «combate à pobreza» e «ao desemprego».

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«Tenho pena que a juventude socialista fale destas coisas ditas fracturantes e que estão na moda e não fale das grandes questões sociais», Manuel Alegre

«as organizações da Igreja movimentar-se-ão» para passar a mensagem defendida pelo episcopado português, «não contra ninguém, mas em favor de uma causa», P.e Manuel Morujão - secretário-geral da Conf. Episcopal Portuguesa

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PPV pergunta
Os cidadãos portugueses, em especial os crentes, vão ficar de braços cruzados à espera de um milagre?

PPV adverte
- as petições nacionais levam muito tempo a reunir
- no passado, nenhuma das nossas petições - mesmo com mais de 200.000 subscritores - alcançou o seu objectivo: o parlamento recusou-se a organizar o referendo pedido para a PMA - procriação medicamente assistida.

PPV defende
Acção imediata, organizada e consequente com uma ampla base de apoio de associações da sociedade civil, igrejas e blogosfera

PPV compromete-se
Estaremos desde a primeira hora e na primeira linha deste combate - avançaremos nós, se nenhuma outra organização cívica, política ou social quiser liderar a causa: apelaremos a toda a sociedade civil a todos os cidadãos para que apoiem a iniciativa, independentemente da sua filiação partidária ou credo religioso. Por sobre as nossas diferenças, deve unir-nos o objectivo comum da defesa do superior interesse das crianças que - a prazo - seriam as principais vítimas desta medida irresponsável.